Anjos de guarda, Espíritos protetores, Familiares ou Simpáticos

 

Qual a missão do Espírito protetor?

A de um pai para com seus filhos: conduzir o seu protegido pelo bom caminho, ajudá-lo com seus conselhos, consolá-lo nas suas aflições, sustentar sua coragem nas provas da vida.

 

O Espírito protetor é ligado ao indivíduo desde o seu nascimento?

Desde o nascimento até a morte, e freqüentemente o segue depois da morte, na vida espírita, e mesmo através de numerosas experiências corpóreas, porque essas existências não são mais do que fases bem curtas da vida do Espírito.

 

O Espírito protetor abandona às vezes o protegido, quando este se mostra rebelde às suas advertências?

Afasta-se quando vê que seus conselhos são inúteis e que é mais forte a vontade do protegido em submeter-se à influência dos Espíritos inferiores, mas não o abandona completamente e sempre se faz ouvir. È o homem que lhe fecha os ouvidos. Ele volta, logo que chamado.

 

Chega um momento em que o espírito não tem mais necessidade do anjo da guarda?

Sim, quando se torna capaz de guiar-se por si mesmo, como chega o momento em que o estudante não mais precisa de mestre. Mas isso não acontece na Terra.

 

O protetor que consegue conduzir o seu protegido pelo bom caminho experimenta com isso algum bem para si mesmo?

È um mérito que lhe será levado em conta, seja para o seu próprio adiantamento, seja para a sua felicidade. Ele se sente feliz quando vê os seus cuidados coroados de sucesso; é para ele um triunfo, como um preceptor triunfa com os sucessos do seu discípulo.

 

È ele responsável, quando não o consegue?

Não, pois fez o que dele dependia.

 

O Espírito protetor que vê o seu protegido seguir um mau caminho, apesar dos seus avisos, não sofre com isso e não vê assim perturbada a sua felicidade?

Sofre com seus erros e os lamenta mas essa aflição nada tem das angústias da paternidade terrena, porque ele sabe que há remédio para o mal, e que o que hoje não se fêz, amanhã se fará.

 

Quando estivermos na vida espiritual reconheceremos nosso protetor?

Sim, pois freqüentemente o conhecestes antes da vossa encarnação.

 

Os espíritos protetores pertencem todos à classe dos Espíritos superiores? Podem ser encontrados entre os da classe média? Um pai, por ex., pode tornar-se protetor de seu filho?

Pode, mas a proteção supõe um certo grau de elevação, e um poder e uma virtude a mais, concedidos por Deus. O pai que protege o filho pode ser assistido por um Espírito mais elevado.

 

Podemos ter muitos espíritos protetores?

Cada homem tem sempre Espíritos simpáticos, mais ou menos elevados, que lhe dedicam afeição e se interessam por ele, como há também, os que o assistem no mal.

 

As aglomerações de indivíduos, como as sociedades, as cidades, as nações têm seus Espíritos protetores especiais?

Sim, porque essas reuniões são de individualidades coletivas que marcham para um objetivo comum e têm necessidade de uma direção superior.