Olhos,
a luz do Espírito
Em mais de uma
oportunidade referiu-se Jesus à necessária pureza que deveríamos cultivar no
ato de ver.
Com efeito, a
maldade, a feiúra, o pecado, a imperfeição estão mais nos olhos de quem
observa.
Se fossemos
capazes de procurar o bem, a ordem, a harmonia, a beleza e as infinitas
possibilidades de cada situação
que se nos
apresenta, certamente não haveria muito espaço para a intolerância, a
imprudência e a falta completa de amor.
Somos todos
Espíritos, originados no mesmo Criador, embora trilhando trajetórias evolutivas
diferenciadas.
Analisamos e
avaliamos cada evento segundo nossa maneira de ver e sentir individuais.
Por mais
afinidades que desenvolvamos entre nós mesmos, é impossível que venhamos a
enxergar um determinado
acontecimento
sob o mesmo ponto de vista, com os mesmos sentimentos, com a mesma compreensão.
Entretanto,
muito ao contrário do que se imagina, essa diversidade de entendimentos é obra
divina no intuito de que da
multiplicidade
se construa a unidade perfeita, das diferenças se estabeleçam as identidades
irretocáveis.
Porém, o que não
raramente acontece é que nos apropriamos da verdade.
Consideramos que
apenas nosso entendimento é correto, apenas nossa óptica é coerente e que,
portanto, deve ser imposta e universalizada. Mas aquele que se enclausura em
sua própria intolerância, se fecha em sua própria ideologia,
perde a
oportunidade preciosa de ouvir quem muito poderia contribuir para seu
crescimento,
pois traz
consigo uma maneira de perceber diferente, nem melhor, nem pior, nem certa, nem
errada,
apenas diferente
e, por isso, valiosíssima.
Aquele que
compartilha a experiência da descoberta constante, através da reflexão sobre o
entendimento alheio, vislumbra
possibilidades
infinitas do sucesso que o Pai confere a todo aquele que verdadeiramente
compreende Sua mensagem.
Fonte: Diferenças não separam - Ranieri – Médium: Vladimir Ávila