Jesus
Qual o tipo mais
perfeito que Deus ofereceu ao homem para lhe servir de guia e de modelo?
- Vede Jesus.
Jesus é para o
homem o tipo da perfeição moral a que pode aspirar a Humanidade na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito
modelo e a doutrina que ele ensinou é a mais pura expressão de sua
lei, porque ele estava animado do espírito divino e foi o ser mais puro que já
apareceu na Terra.
Se alguns dos que
pretenderam instruir os homens na lei de Deus algumas vezes os desviaram para
falsos princípios, foi por se deixarem dominar por sentimentos demasiado
terrenos e por terem confundido as leis que regem as condições da vida da alma
com as que regem a vida do corpo.
Muitos deles apresentaram como leis divinas o que era apenas leis
humanas, instruídas para servir às paixões e dominar os homens.
Podemos reconhecer
em Jesus um daqueles espíritos de ordem mais elevada, e que está colocado,
pelas suas virtudes, bem acima da Humanidade terrestre. Pelos imensos resultados que ele produziu, a
sua encarnação neste mundo não poderia ser senão uma dessas missões que não são
confiadas senão aos mensageiros diretos da Divindade para o cumprimento de seus
desígnios. Supondo que ele não fosse o
próprio Deus, mas um enviado de Deus para transmitir a sua palavra, ele seria
mais do que um profeta, por que seria um Messias divino.
Segundo Emmanuel,
Ele já era um preposto de Deus quando a Terra desprendeu-se do Sol, massa
de fogo incandescente, há quatro bilhões e quinhentos milhões de anos, conforme
estimativas da Ciência.
Foi então
convocado pelo Criador para ser o governador de nosso planeta, com a tarefa de
conduzir os Espíritos que aqui fariam estágios evolutivos, quais alunos
conduzidos a um educandário para aprendizado específico.
Como homem, tinha
Jesus a organização dos seres carnais mas como Espírito puro, desligado da
matéria, deveria viver a vida espiritual mais do que a vida corpórea, da qual
não tinha as fraquezas.
A superioridade de Jesus sobre os homens não se prendia às particularidades de
seu corpo, mas às de seu Espírito,
que dominava a matéria de maneira absoluta, e à de seu perispírito, haurida na
parte mais quintessenciada dos
fluidos terrestres.
Sua alma não devia prender-se ao corpo senão pelos laços estritamente
indispensáveis; constantemente desligado, devia dar-lhe uma dupla vista não somente permanente, mas
de uma penetração excepcional e bem de outro modo superior àquela que se vê
entre os homens comuns. Deveria ser do
mesmo modo em todos os fenômenos que dependem dos fluidos perispirituais ou
psíquicos. A qualidade destes fluidos
lhe dava uma imensa força magnética, secundada pelo desejo incessante de fazer
o bem.
Nas curas que ele
operava, agia como médium? Pode-se considerá-lo como um poderoso
médium curador?
Não; porque o
médium é um intermediário, um instrumento de que se servem os Espíritos
desencarnados. Ora, o Cristo não tinha
necessidade de assistência, ele que assistia os outros; agia, pois, por si
mesmo, em virtude de seu poder pessoal. Segundo a definição dada por um
Espírito, ele era médium de Deus.
Referências bibliográficas:
Richard Simonetti – Espiritismo uma nova era