ARTIGOS

Abril 2010

 

 

MENSAGEM DE BEZERRA

 

Mensagem de Dr. Bezerra de Menezes na Psicofonia de Divaldo Pereira Franco no no dia 18/04/2010, encerramento do 3º Congresso Espírita Brasileiro em Brasília/DF.

 


Estamos agora em um novo período, estes dias assinalam uma data muito especial, a data da mudança do mundo de provas e expiações para mundo de regeneração. A grande noite que se abatia sobre a terra lentamente cede lugar ao amanhecer de bênçãos, retroceder não mais é possível.
Firmastes, filhas e filhos da alma, um compromisso com Jesus antes de mergulhares na indumentária carnal de servi-lo com abnegação e devotamento, prometestes que lhe serias fiel, mesmo que vos fosse exigido o sacrifício.

Alargando-se os horizontes deste amanhecer que viaja para a plenitude do dia, exultemos juntos, os espíritos desencarnados e vós outros que transitais pelo mundo de sombras; mas além do júbilo que a todos nos domina, tenhamos em mente as graves responsabilidades que nos exortam a existência do corpo ou fora dele.

Deveremos reviver os dias inolvidáveis da época do martírio nosso, seremos convidados não somente ao aplauso, ao entusiasmo, ao júbilo, mas também ao testemunho, o testemunho silencioso nas paisagens internas da alma, o testemunho por amor àqueles que não nos amam, o testemunho de abnegação no sentido de ajudar aqueles ainda se comprazem em gerar dificuldades tentando inutilmente obstaculizar a marcha do progresso.

Iniciada a grande transição, chegaremos ao clímax e na razão direta em que o planeta experimenta as suas mudanças físicas, geológicas, as mudanças morais serão inadiáveis.
Que sejamos nós aqueles Espíritos Espíritas que demonstremos a grandeza do amor de Jesus em nossas vidas; que outros reclamem, que outros se queixem, que outros deblaterem, que nós outros guardemos, nos refolhos da alma, o compromisso de amar e amar sempre, trazendo Jesus de volta com toda a pujança daqueles dias que vão longe e que estão muito perto.

Jesus, filhas e filhos queridos, espera por nós, que seja o nosso escudo o Amor, as nossas ferramentas o Amor, e a nossa vida um Hino de Amor, são os votos que formulamos os Espíritos Espíritas aqui presentes e que me sugeriram representá-los diante de vós.

Com muito carinho o servidor humílimo e paternal de sempre,
Bezerra, muita paz filhas e filhos do coração.”

Fonte - http://www.radioboanova.com.br/noticia.php?id=7696

 

 

 

19 de marco de 2010

DÉJÀ VU É UM FENÔMENO INSTIGANTE
(10.03.10)


O fenômeno se traduz por uma estranha impressão de já ter vivenciado a cena presente e mesmo saber o que se vai passar em seguida, ainda que a situação que esteja a ser vivida seja inédita. Conhecido como déjà vu, ou paramnesia (como também é conhecido), tem sido, ao longo dos anos, objeto das mais díspares tentativas de interpretação. Para Sigmund Freud, as cenas familiares seriam visualizadas nos sonhos e depois esquecidas e que, segundo ele, eram resultado de desejos reprimidos ou de memórias relacionadas com experiências traumáticas. Fabrice Bartolomei, Neurologista francês, a paramnesia é resultado de uma fugaz disfunção da zona do córtex entorrinal, situado por baixo do hipocampo e que se sabia já implicada em situações de "déjà vu", comuns em doentes padecendo de epilepsia temporal.

Experiências, conduzidas por investigadores do Leeds Memory Group, permitiram recriar, em laboratório e através da hipnose, as sensações de "déjà vu". Outros dados explicam que situações de stress ou fadiga possam favorecer, nesse contexto disfuncional, o aparecimento do fenômeno, mas a causa precisa deste "curto-circuito" cerebral permanece, ainda, uma incógnita.

Muitos de nós já tivemos a sensação de ter vivido essa situação que acabamos de relatar. Como já ter estado em um determinado lugar ou já ter vivido certa situação presente, quando, na realidade, isto não era de conhecimento anterior? Em alguns casos, ocorre a habilidade de, até, predizer os eventos que acontecerão em seguida, o que é denominado premonição. Seria um bug cerebral, premonição ou mera coincidência? A psiquiatria e a Doutrina Espírita explicam esta questão de formas diferentes.

Sabe-se que nossa memória, às vezes, pode falhar e nem sempre conseguimos distinguir o que é novo do que já era conhecido. "Eu já li este livro?" - "Já assisti a este filme?" - "Já estive neste lugar antes?" - "Eu conheço esse sujeito?" Estas são perguntas corriqueiras de nossa vida. No entanto, essas dúvidas não são acompanhadas daquele sentimento de estranheza que é indispensável ao verdadeiro déjà vu. Para alguns estudiosos, quando a sensação de familiaridade com as situações, lugares ou pessoas desconhecidas é freqüente e intensa, pode, até, ser um dos sintomas da epilepsia, na área do cérebro responsável pela memória, mas, essa mesma sensação pode indicar outros sintomas. Déjà Vu é um fenômeno anímico muito comum , embora de complexa definição científica.

Pode ocorrer com certa freqüência em indivíduos com distúrbios neuropatológicos, como a esquizofrenia e a epilepsia. Mas há, também, outras predisposições maiores por fatores não patológicos, como fadiga, estresse, traumas emocionais, excesso de álcool e drogas. Há, ainda, as teorias da psicodinâmica, da reencarnação, holografia, distorção do senso de tempo e transferência entre hemisférios cerebrais. São tão complexas as análises, que especialistas reagem contra a limitação do "vu", que restringiria ao mundo do que pode ser "visto", e já utilizam formas paralelas que fariam referência mais específica aos vários tipos de situação: "déjà véanus" ("já vivido"), "déjà lu" ("já lido"), "déjà entendu" ("já ouvido"), "déjà visité" ("já visitado") - o que pode, um dia, acarretar um "déjà mangé" ("já comido") ou um "déjà bu" ("já bebido").

Os especialistas, ainda, não sabem, concretamente, como ocorre, exatamente, a sensação do déjà vu em pessoas não epilépticas. A que ocorre em pessoas com a doença, no entanto, existem algumas hipóteses, como a batizada, pelo psicólogo Alan Brown, de "duplo processamento". (1) Segundo o psicólogo Alan Brown, professor da Universidade Southern Methodist, nos Estados Unidos, e autor do livro "The Déjà Vu Experience" (a experiência do déjà vu), dois terços da população mundial relatam ter tido, ao menos, um déjà vu na vida.

Para os conceitos espíritas tudo o que vemos e nos emociona, agradável ou desagradavelmente, nesta e nas encarnações pretéritas, fica, indelevelmente, gravado em alguma parte da região talâmica do cérebro perispiritual, e, em algumas ocasiões, a paramnesia emerge na consciência desperta. Pode, também, ser uma manifestação mediúnica se o médium entra, em dado momento, em um transe ligeiro, sutil, e capta a projeção de uma forma-pensamento emitida por um espírito desencarnado; essa é outra possibilidade.

A tese da reencarnação é difundida há milhares de anos. No Egito, um papiro antigo diz: "o homem retorna à vida varias vezes, mas não se recorda de suas pretéritas existências, exceto algumas vezes em sonho. No fim, todas essas vidas ser-lhe-ão reveladas." (2)

Em que pese serem as experiências déjà vu, segundo o academicismo, nada mais do que incidentes precógnitos esquecidos, urge considerar, porém, que existem situações dessa natureza que não podem ser explicadas dessa maneira. Entre elas, está em alguém ir a uma cidade ou a uma casa, pela primeira vez, e tudo lhe parecer muito íntimo, ao ponto de prever, com exatidão, detalhes sobre a casa ou a cidade; descreve, inclusive, a disposição dos cômodos, dos móveis, dos objetos e outros detalhes que estão muito além do âmbito da precognição normal. "Em geral, as experiências precógnitas são parciais e enfatizam certos pontos notáveis, talvez alguns detalhes, mas nunca todo o quadro. Quando o número de detalhes lembrado torna-se muito grande, temos que desconfiar, sempre, de que se trata de lembranças de uma encarnação passada". (3)

Apesar de não serem abundantes as publicações e depoimentos sobre o assunto, há teorias que associam o déjà vu a sonhos ou desdobramento do espírito, onde o espírito teria, realmente, vivido esses fatos, livre do corpo, e/ou surgiriam as lembranças de encarnações passadas, como disse acima, o que levaria à rememoração na encarnação presente. (4) Hans Holzer, registra uma história, em que ele descreve a experiência déjà vu: "durante a Segunda Guerra Mundial, um soldado se viu na Bélgica e, enquanto seus companheiros se perguntavam como entrar em determinada casa, em uma cidadezinha daquele país, ele lhes mostrou o caminho e subiu a escada à frente deles, explicando, enquanto subia, onde ficava cada cômodo. Quando, depois disso, perguntaram-lhe se havia estado ali antes, ele negou, dizendo que nunca havia deixado seu lar nos Estados Unidos, e estava dizendo a verdade. Não conseguia explicar como, de repente, se vira dotado de um conhecimento que não possuía em condições normais". (5)

Cremos que a experiência déjà vu é muito profunda e o sentimento é de estranheza. Devemos distinguir um sintoma do outro, pois, cada caso é um caso e nada acontece por acaso. Por ser um fenômeno profundamente anímico, é prudente separarmos as teorias da reencarnação, sonhos ou desdobramentos, das teorias de desejos inconscientes, fantasias do passado, mecanismo de autodefesa, ilusão epiléptica, entre outras, para melhor discernimento do que, realmente, seja uma paramnesia e o que seja, apenas, uma fantasia de nosso imaginário fecundo.

Jorge Hessen
E-Mail:
jorgehessen@gmail.com
Site:
http://jorgehessen.net
Blog:
http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com

 

Revista Isto É

 

 

O Poder dos Médiuns - A ciência comprova que o cérebro deles é diferente

 

A edição da Revista ISTOÉ trás uma reportagem sobre Médiuns / Mediunidade.

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O poder dos médiuns
Como a ciência justifica as manifestações de contato com espíritos e por que algumas pessoas desenvolvem o dom

por Suzane Frutuoso fotos Murillo Constantino

 

O espiritismo é seguido por 30 milhões de pessoas no mundo. O Brasil é a maior nação espírita do planeta. São 20 milhões de adeptos e simpatizantes, segundo a Federação Espírita Brasileira – no último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 2,3 milhões declararam seguir os preceitos do francês Allan Kardec, o fundador da doutrina. A mediunidade, popularizada pelas psicografias de Chico Xavier, em Uberaba (MG), ganhou visibilidade nos últimos anos na mesma proporção em que cresceu o espiritismo. Mas nada se compara ao poder da mídia atual, que permite debater os ensinamentos da religião por meio de livros, programas de tevê e rádio. Os romances com temática espiritualista de Zíbia Gasparetto, por exemplo, são presença constante nas listas de mais vendidos.

 

Embora não haja estatísticas de quantos entre os praticantes são médiuns, o que se observa é uma quantidade maior de pessoas que afirmam possuir o dom. O interesse pela religião codificada por Kardec é confirmado pelo recorde de público do filme Bezerra de Menezes – o diário de um espírito, do cineasta Glauber Filho: 250 mil espectadores, desde o lançamento nos cinemas, em 29 de agosto. Um número alto para uma produção nacional. O longa, com o ator Carlos Vereza (também praticante do espiritismo) no papel-título, conta a história do cearense que ficou conhecido como "médico dos pobres", se tornou ícone da doutrina e orienta médiuns em centenas de centros a se dedicar ao bem e à caridade.

 

 

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PSICOGRAFIA 
Instrumento por meio dos livros

A psicóloga Marilusa Vasconcelos, 65 anos, de São Paulo, é conhecida no espiritismo pela sua vasta literatura psicografada. Em 40 anos de dedicação à mediunidade, publicou 61 livros. Seu orientador é o espírito do poeta Tomás Antonio Gonzaga, que participou da Inconfidência Mineira. A dedicação à psicografia levou Marilusa a fundar em 1985 a Editora Espírita Radhu, sigla para renúncia, abnegação, desprendimento e humildade, a base dos ensinamentos na doutrina. Ela reúne outros dons, como ouvir, falar e enxergar espíritos e ser instrumento deles na pintura mediúnica. "Os vários tipos surgiram desde a infância", conta Marilusa, que nasceu numa família espírita. "O controle da mediunidade é indispensável. O médium não é joguete do espírito. Eles interagem, num acordo mútuo de tarefa."

 

Os espíritas dizem que todas as pessoas têm algum grau de mediunidade. Qualquer um seria capaz de emitir pensamentos em forma de ondas eletromagnéticas que chegariam a outros planos. O que torna algumas pessoas especiais, segundo os praticantes, a ponto de se transformarem em canais de comunicação com os mortos, é uma missão – designada antes mesmo de nascerem, determinada por ações em vidas anteriores e que tem na caridade o objetivo final. "É uma tarefa em favor da evolução de si mesmo e da ajuda ao próximo", diz Julia Nesu, diretora do departamento de doutrina da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo. Fenômenos relacionados a pessoas que falavam com mortos e envolvendo objetos que se mexiam são relatados desde o século XVII, tanto na Europa quanto nas Américas, mas hoje cientistas tentam compreender o fenômeno. Algumas linhas de pesquisa mostram que o cérebro dos médiuns é diferente dos demais.

 

São cinco os meios de expressão da mediunidade. A psicografia, que consagrou Chico Xavier, é a mais conhecida. Nela, o médium escreve mensagens e histórias que recebe de espíritos. Estaria sob o controle deles o que as mãos transcrevem. A vidência permite enxergar os mortos que não conseguiram se desvencilhar da Terra ao não aceitarem a morte ou que aparecem para enviar recados a entes queridos. Na psicofonia, o sensitivo é capaz de ouvir e reproduzir o que os espíritos dizem e pedem. A psicopictografia, ou pintura mediúnica, permite ao médium ser instrumento de artistas desencarnados (termo usado pela doutrina para designar mortos). A mediunidade da cura é responsável pelas chamadas cirurgias espirituais. Não é incomum um mesmo indivíduo reunir mais de um tipo de dom.

 

 

VIDÊNCIA 
Ver e auxiliar aqueles que estão em outro plano

Aos cinco anos, o chefe de faturamento hospitalar Ivanildo Protázio, de São Paulo, 49 anos, pegava no sono com o carinho nos cabelos que uma senhora lhe fazia todas as noites. Descobriu tempos depois que era a avó, morta anos antes. Aos 19 anos, os espíritos já se materializavam para ele."Nunca tive medo. Sempre me pareceu natural." A mãe, que trabalhava na Federação Espírita, o encaminhou para as aulas em que aprenderia a lidar com o dom. Hoje, Protázio é professor de educação mediúnica. Essa é uma parte da sua missão. A outra é orientar os espíritos que lhe pedem auxílio para entender o que aconteceu com eles. A oração é o remédio. "Os espíritos superiores me ensinaram a importância da caridade para nossa própria evolução."

 

 

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A reportagem de ISTOÉ presenciou uma manifestação mediúnica em Indaiatuba, interior de São Paulo. O tom de voz baixo e os gestos delicados de Solange Giro, 46 anos, sugeriam que ela carrega certa timidez ao expor a própria vida numa conversa com um estranho. Cerca de duas horas depois, porém, é difícil acreditar no que os olhos vêem. Diante de uma tela em branco, sobre uma mesa improvisada com dezenas de tubos de tinta, a mulher começa a pintar um quadro na seqüência de outro. O tempo gasto em cada um não passa de nove minutos. As obras são coloridas e harmoniosas. "Nunca fiz aula de artes. Mal conseguia ajudar meus filhos com os desenhos da escola", diz, minutos antes da apresentação. A discreta Solange dá lugar a uma pessoa que fala alto, canta e encara os interlocutores nos olhos, com ar desafiador. A assinatura nas telas não leva seu nome, mas de artistas famosos – e já mortos –, como Monet, Mondrian e Tarsila do Amaral. Seria uma interpretação digna de uma atriz? Talvez. O que difere o momento de uma encenação é subjetivo e dá margem a dezenas de explicações – convincentes ou não. Talvez seja possível encontrar respostas no que a artista diz a cada uma das pessoas da platéia presenteadas com um dos dez quadros produzidos na noite. Enquanto entregava a obra, ela desferia características e situações de vida de cada um absolutamente desconhecidas dela. O mentor que a guia é o médico holandês Ernst, que viveu no século XVII. A sensitiva garante que era ele, não ela, quem estava presente na pintura dos quadros.

 

Nem sempre é fácil aceitar a mediunidade, que pode causar medo quando começa a se manifestar. "Ainda hoje não gosto quando vejo o possível desencarne de alguém. Nestas horas, preferia não saber", conta a psicóloga Marilusa Moreira Vasconcelos, 65 anos, de São Paulo, que psicografa. O médium de cura Wagner Fiengo, analista fiscal paulistano, 37 anos, chegou a se afastar da doutrina. "Aos 13 anos não entendia por que presenciava aquilo." Para manter a sanidade e o equilíbrio, as pessoas que possuem dons e querem fazer parte da religião espírita precisam se dedicar à educação mediúnica. O curso leva cinco anos. Inclui os ensinamentos que Allan Kardec compilou no Livro dos Espíritos – a obra que deu base ao entendimento da doutrina – e no Livro dos Médiuns – que explica quais são os tipos de mediunidade, como eles se manifestam e os cuidados a serem tomados. Entre eles, o combate a falhas de comportamento, como vaidade, orgulho e egoísmo. O Espiritismo prega que as imperfeições da personalidade atraem espíritos com a mesma vibração. "O pensamento é tudo. Aqueles que pensam positivo atrairão o que é semelhanteO mesmo acontece com o pensamento negativo e os vícios. Quem gosta de beber, por exemplo, chama a companhia de espíritos alcoólatras", afirma o professor de educação mediúnica Ivanildo Protázio, 49 anos, de São Paulo, que tem o dom da vidência.

 

PSICOFONIA 
Falar o que os espíritos querem dizer


A intuição do servidor público Geraldo Campetti, 42 anos, de Brasília,começou na infância. Ele tinha percepções inexplicáveis, das quais mais ninguém se dava conta. Era como se absorvesse sentimentos que não eram seus. Apenas identificava que existia algo além do que seus olhos enxergavam. Até que as sensações começaram a tomar forma. Campetti passou a ouvir súplicas de ajuda. De espíritos, inconformados com a morte. Aos 29 anos, não se assustou. De família espírita, conhecia a mediunidade. "Mas sabia que precisava estudar para manter o equilíbrio", diz. Hoje diretor da Federação Espírita Brasileira, afirma ter controle sobre o dom de ouvir e transmitir recados dos mortos. Eventualmente, um espírito pede uma mensagem à pessoa com quem ele conversa. "Isso é espontâneo, não da minha vontade." 

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Imaginar que convivemos no cotidiano com pessoas que estão mortas vai além da compreensão sobre a vida – pelo menos para quem não acredita em reencarnação. Mas até na ciência já existem aqueles que conseguem casar racionalidade com dons espirituais. Esses especialistas afirmam que a mediunidade é um fenômeno natural, não sobrenatural. E que o mérito de Allan Kardec foi explicar de maneira didática o que sempre esteve presente – e registrado – desde a criação do mundo em todas as religiões. O que seria, dizem os defensores da doutrina, a anunciação do Anjo Gabriel a Maria, mãe de Jesus, se não um espírito se comunicando com uma sensitiva?

 

Apesar desse contato constante, os mortos, ou desencarnados, como preferem os espíritas, não aparecem em "carne e osso". A ligação com o mundo dos vivos seria possível graças ao perispírito, explica Geraldo Campetti, diretor da Federação Espírita Brasileira. "Ele é o intermediário entre o corpo e o espírito. A polpa da fruta que fica entre a casca e o caroço." O perispírito seria formado por substâncias químicas ainda desconhecidas pelos pesquisadores terrenos, garantem os adeptos do espiritismo. "É a condensação do que Kardec batizou como fluido cósmico universal", afirma o neurocirurgião Nubor Orlando Facure, diretor do Instituto do Cérebro de Campinas. Nas quatro décadas em que estuda a manifestação da mediunidade no cérebro, Facure mapeou áreas cerebrais que seriam ativadas pelo fluido.

 

 

 

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CURA 
Cirurgias sem dor nem sangue


O primeiro espírito a se materializar para o analista fiscal Wagner Fiengo, 37 anos, de São Paulo, foi de um primo. Ele tinha dez anos, teve medo e se afastou. Mas, na juventude, um tio, seguidor da doutrina, avisou que era hora de ele se preparar para a missão que lhe fora reservada. Por meio da psicografia, seu guia espiritual, o médico Ângelo, informou que teriam um compromisso: curar pessoas. Ele não foi adiante. Uma pancreatite surgiu sem que os médicos diagnosticassem os motivos. Há quatro anos, seu guia explicou que as doenças eram ajustes a erros que Fiengo havia cometido numa vida passada. A missão era a forma de equilibrar a saúde e a alma. Em 2004, iniciou as cirurgias espirituais. Ele diz que não é uma substituição ao tratamento convencional. "É um auxílio na cura de fatores emocionais e físicos."

 

Comprovar cientificamente a mediunidade também é objetivo do psiquiatra Sérgio Felipe Oliveira, professor de medicina e espiritualidade da Faculdade de Medicina da USP e membro da Associação Médica-Espírita de São Paulo. Com exames de tomografia, ele analisou a glândula pineal (uma parte do cérebro do tamanho de um feijão) de cerca de mil pessoas. "Os testes mostraram que aqueles com facilidade para manifestar a psicografia e a psicofonia apresentam uma quantidade maior do mineral cristal de apatita na pineal", afirma Oliveira. Ele também atende, no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, casos de pacientes de doenças como dores crônicas e epilepsia que receberam todos os tipos de tratamento, não tiveram melhora e relatam experiências ligadas à mediunidade. "Somamos aos cuidados convencionais, como o remédio e a psicoterapia, a espiritualidade, que vai desde criar o hábito de orar até a meditação. E os resultados têm sido positivos." Uma pesquisa de especialistas da USP e da Universidade Federal de Juiz de Fora, publicada em maio no periódicoThe Journal of Nervous and Mental Disease, comparou médiuns brasileiros com pacientes americanos de transtorno de múltiplas personalidades (caracterizado por alucinações e comportamento duplo). Eles concluíram que os médiuns apresentam prevalências inferiores de distúrbios mentais, do uso de antipsicóticos e melhor interação social.

 

A maior parte dos cientistas acredita que a mediunidade nada mais é do que a manifestação de circuitos cerebrais. Alguns já seriam explicáveis, como os estados de transe. Pesquisas da Universidade de Montreal, no Canadá, e da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, comprovaram que, durante a oração de freiras e monges católicos, a área do cérebro relacionada à orientação corporal é quase toda desativada, o que justificaria a sensação de desligamento do corpo. Os testes usaram imagens de ressonâncias magnéticas e tomografias feitas no momento do transe.

 

A teoria seria aplicável ao transe mediúnico, quando o médium diz incorporar o espírito e não se lembra do que aconteceu. Pesquisadores da Universidade de Southampton, na Inglaterra, estudaram pessoas que estiveram entre a vida e a morte e relataram se ver fora do próprio corpo durante uma operação ou entrando em contato com pessoas mortas. Os estudiosos concluíram se tratar de um fenômeno fisiológico produzido pela privação de oxigênio no cérebro. Trabalhando sob stress, o órgão seria também inundado de substâncias alucinógenas. As imagens criadas pela mente seriam apenas a retomada de percepções do cotidiano guardadas no inconsciente.

 

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PSICOPICTOGRAFIA 
Milhares de quadros pintados


Criada numa família católica, Solange Giro, 46 anos, de Parapuã, interior de São Paulo, teve o primeiro contato com o espiritismo aos 20 anos, ao conhecer o marido. Ele, que perdera uma noiva, buscava o entendimento da morte. Já casada e com dois filhos, passou a sofrer de depressão. Encontrou alívio na desobsessão (trabalho que libertaria a pessoa de um espírito que a domina). A mediunidade dava os primeiros sinais. Logo passou a ouvir e ver espíritos. O dom da psicografia veio em seguida. Era um treino para ser iniciada na pintura mediúnica. "Pintei cinco mil quadros no primeiro ano. Estão guardados. Não tive autorização para mostrálos", conta Solange, que diz nunca ter estudado artes. Nos últimos 13 anos, ela recebeu aval de seu mentor para vender os quadros. O dinheiro é revertido para a caridade.

 

O psiquiatra Sérgio Felipe Oliveira rebate a incredulidade. "Se uma pessoa está em cirurgia numa sala e consegue descrever em detalhes o que ocorreu em um ambiente do outro lado da parede, é possível ser apenas uma sensação?" Essa é uma pergunta que nenhuma das frentes de pesquisa se arrisca – ou consegue – a responder com exatidão. Da mesma maneira que todos os presentes à sessão de pintura em Indaiatuba saíram atônicos, sem conseguir explicar como alguém que conheceram numa noite foi capaz de decifrar suas angústias mais inconfessáveis.

 

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Com esta mensagem eletrônica

seguem muitas vibrações de paz e amor

para você

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Ao repassar mantenha os créditos desta mensagem

 

Esta reportagem da Revista Isto É, representa a opinião de seus autores.

JCabral

 

 

 

Paul McCartney afirma ter sido inspirado pelo espírito de George Harrison em nova música

Adolfo Guimarães 

Ceepa

 

Interessante é o que sugerem o tema e a letra da canção, “Waiting For Yor Friends To Go (“Esperando Seus Amigos Para Ir”, em tradução livre), que McCartney afirmou ter escrito com “a participação” além-túmulo de George Harrison

 

Recentemente, em entrevista à BBC, uma interessante declaração fez o ex-beatle Paul McCartney ao revelar que contou com a ajuda do espírito de George Harrison, também integrante dos Beatles, desencarnado em 2001, para escrever uma das músicas de seu novo disco.

Mais interessante ainda é o que sugerem o tema e a letra da canção, “Waiting For Yor Friends To Go" (“Esperando Seus Amigos Para Ir”, em tradução livre), que McCartney afirmou ter escrito com “a participação” além-túmulo de George Harrison.

Paul declarou textualmente: "Eu simplesmente tive esse sentimento, isso é George".

E ainda acrescentou. "Eu era como George, escrevendo uma de suas músicas. Eu só escrevi (a música) com muita facilidade porque não era eu quem estava escrevendo".

Segundo afirmou, ele não sabe ao certo qual o significado da letra da música. Também achou interessante o seguinte verso: "Eu pensei: ok, o trecho 'waiting on the other side' ('esperando no outro lado', em tradução literal) é meio capcioso. Há um pouco de duplo sentido nisso", disse na entrevista.

"Foi muito divertido, em particular o segundo verso: 'I've been sliding down a slippy slope, I've been climbing up a slowly burning rope' ('tenho deslizado em uma descida escorregadia, tenho escalado uma corda que se queima lentamente', em tradução livre)", comentou McCartney. "Eu, então, pensei: é uma música do George."

Do ponto de vista espírita, sabemos que toda inspiração seja ela artística, científica, filosófica, etc, provém de um foco subjetivo (ou agente) inspirador. No caso em questão, não nos parece ser uma mera estratégia comercial do artista, uma vez que o ex-Beatle é dos mais consagrados no universo do show business.

Vale lembrar ainda a grande sensibilidade de Paul e a veia espiritual de George, tão explícitas em suas músicas, além da sólida amizade entre ambos, são fatores que poderiam ter propiciado o intercâmbio entre os dois compositores britânicos.

Quem atua em qualquer ramo da arte sabe muito bem o quanto é intensa a ligação emocional-espiritual que se estabelece e se compartilha entre os integrantes de um dado grupo artístico. A própria arte produzida é fruto da afinidade espiritual desses artistas envolvidos e por isso mesmo emociona o público, resultando em inquebrantáveis elos espirituais entre seus protagonistas. Esses elos nem mesmo a morte do corpo físico pode desvanecer.

A inusitada experiência musical em parceria com o espírito de George parece ter marcado Paul McCartney a ponto de tornar público o fato e dizer ser a música em questão uma de suas favoritas de seu novo disco, “Chaos and Creation In The Back Yard”.

Ao tomar conhecimento de uma declaração tão espontânea do ex-Beatle, não há como não lembrar os espíritos codificadores, quando revelaram a Allan Kardec: “...se não estiverdes cegos, vereis; e se não estiverdes surdos, ouvireis; pois frequentemente uma voz vos fala e vos revela a existência de um ser que está ao vosso redor.” (O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, questão 152, sobre a prova da individualidade da alma após a morte).

 

 

Fonte: BBC Brasil - http://www.bbc.co.uk/portuguese/

 

:: C O N S C I Ê N C I A   E S P Í R I T A   2 0 0 5 ::
Cent. Est. Esp. Paulo Apóstolo de Mirassol - SP - Brasil

 

 

TODA DOENÇA SEMPRE SERÁ REFLEXO DO ESTADO MENTAL DO DOENTE
(16.02.10)


Em caso raro, ocorrido no Japão, falha no sistema imunológico do bebê fez as células cancerígenas da mãe, de 28 anos, serem transferidas para a criança ainda no útero. Os pesquisadores detectaram que células de leucemia tinham atravessado a placenta da gestante e afetado a saúde de seu bebê. Por esse motivo, equipe do Instituto de Pesquisa do Câncer, da Universidade de Londres, trabalhando em conjunto com médicos japoneses, tem se esforçado para apresentar mais provas, a fim de demonstrar que o câncer pode ser transmitido durante a gestação.

Um mês após o nascimento do bebê, a mãe foi diagnosticada em estágio avançado de leucemia e faleceu. Quando o bebê completou 11 meses de idade, foi levado ao hospital com a face direita do rosto inchada. Exames mostraram que a criança tinha um tumor em seu maxilar e o câncer já havia se espalhado para os pulmões. Os médicos japoneses suspeitaram de uma ligação com a leucemia que levou sua mãe a óbito. Foram examinados os genes das células cancerosas no bebê e encontraram uma mutação, ou seja, um "apagamento" em uma região do DNA que controla a expressão do lócus principal de histocompatibilidade (1), que é responsável pela imunidade do indivíduo. Essa falha, para os médicos, impediu que o sistema imunológico do bebê reconhecesse que as células de câncer eram "invasores" e, por isso, elas não foram destruídas.

As conclusões foram publicadas em um artigo da revista Proceedings of the National Academy of Sciences, no qual os pesquisadores explicam como usaram a genética para demonstrar que as células do câncer vieram da mãe. O que há de mais instigante no câncer é que, em tese, ele é parte do nosso próprio corpo - uma parte que resolveu se "rebelar" contra o resto. As células cancerosas se tornam "traiçoeiras" ao sofrerem mutações em seu DNA. Várias das mutações que levam a um câncer são bem conhecidas e estão relacionadas a danos em genes responsáveis pela capacidade das células de controlar sua multiplicação.

No que se refere ao bebê em questão, considerando os mecanismos da reencarnação, transmitindo-se, ou não, células malignas materna, durante a gestação, indiferentemente, a doença se instalaria, ou não, pois toda patologia sempre será reflexo do estado mental do doente. No caso analisado, se há cumplicidade entre a mãe e o bebê, obviamente, o roteiro da existência seguirá consoante a Lei de Ação e Reação. Ora, se o bebê não trouxesse uma pendência do passado fincada ao câncer, por exemplo, não ocorreria a transmissão de célula cancerosa da mãe para a criança na vida intra-uterina, porém, ainda que eventualmente ocorresse essa transmissão, as células doentes não se desenvolveriam no corpo do rebento, pis não teria campo para isso. É a Justiça da Lei de Deus! Até porque, das patologias humanas, o câncer é o mais, fortemente, enraizado aos erros morais do passado (recente ou remoto).

O conhecimento espírita nos auxilia a transformar a carga mental da culpa, incrustada no perispírito, e nos possibilita maior serenidade ante os desafios da doença. Isso influenciará no sistema imunológico. Os reflexos dos sentimentos e pensamentos negativos que alimentamos se voltam sobre nós mesmos, depois de transformados em ondas mentais, tumultuando nossas funções orgânicas.

Todavia, será crível que a carga mental positiva, por meio de um estado psicológico ou emocional, tem a capacidade de curar doenças? Para alguns, o fato de as pessoas com câncer estarem otimistas ou pessimistas, em relação à cura, não influencia, diretamente, nas chances de sobrevivência à doença. Evidentemente, discordamos desses argumentos, uma vez que diversas provas registram que, no caso de doenças graves, a mente pode influenciar no resultado de recuperação.

Em que pese considerarmos a importância dos médicos e o valioso contributo da ciência, quando não apoiados na mudança de comportamento mental do doente, somente o bom relacionamento médico-paciente é limitado e insuficiente para atacar as causas da doença e a angústia dela decorrente. O paciente, ao chegar ao hospital, traz consigo, além da doença, sua trajetória de vida atual e passada. O seu estado emotivo é resultante de alguns vetores como a estrutura da personalidade, interpretação e vivência dos acontecimentos, considerando aspectos do imaginário e do real, além de outras variáveis de causas patogênicas.

Os espíritas sabem que a matéria mental é criação de energia que se exterioriza do Espírito e se difunde por um fluxo de partículas e ondas, como qualquer outra forma de propagação de energia existente no Universo. Pensar é um processo de projeção de matéria mental e essa matéria é o instrumento sutil da vontade, atuando nas formações da matéria física, gerando as motivações de prazer ou desgosto, alegria ou dor, otimismo ou desespero, saúde ou doenças, que não se reduzem, efetivamente, a abstrações, por representarem turbilhões de forças em que a alma cria os seus próprios estados de mentação indutiva, atraindo, para si mesma, os agentes [por enquanto imponderáveis], de luz ou sombra, vitória ou derrota, infortúnio ou felicidade, conforme conceitua o Espiritismo.

Nesse aspecto, o estado mental, fruto das experiências de vida passada e presente, deixa de ter uma dimensão intangível para se consubstanciar na condição de matéria em movimento. Muitos pacientes, diante do diagnóstico da doença, transformam a dor em esperança e despertam, neles, a vontade de lutar por uma vida melhor. Outros, porém, desistem e se entregam, admitindo que estão sob uma sentença de morte. Cada caso é um caso e, a cada um, a vida responde segundo seus merecimentos.

Do exposto, urge que busquemos, acima de tudo, os hábitos salutares da oração, da meditação e do trabalho, procurando enriquecer-nos de esperança e de alegria, para nunca desanimarmos diante dos desafios de qualquer doença, ainda que sob o guante de nossos delitos do passado "esquecido". Lembremos, sempre, que o Evangelho do Senhor nos esclarece que o pensamento puro e operante é a força que nos arroja das trevas para a luz, do ódio ao amor, da dor à alegria.

Para todos os males e quaisquer doenças, centremos nossos pensamentos em Jesus, pois nosso remédio é, e será sempre, o Cristo. Ajustemo-nos ao Evangelho Redentor, pois o Mestre dos mestres é a meta de nossa renovação.

Jorge Hessen
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FONTES:
1- Compatibilidade de tecidos; grau de similitude de seus caracteres antigênicos, de que depende a não-rejeição de enxertos e transplantes de órgãos.

 

EUTANÁSIA E SUICÍDIO, ALGUNS APONTAMENTOS ESPÍRITAS

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Notícia recente relata que a Justiça da Inglaterra absolveu Bridget Kathleen Gilderdale, pelo crime de tentativa de homicídio, por ter induzido, ao suicídio, a filha Lynn Gilderdale, portadora de esclerose múltipla, que se comunicava, apenas, através de sinais, e estava, há dezessete anos, aprisionada em uma cama. (1) A corte foi informada de que Lynn já havia tentado se matar antes e registrado um pedido para que não mais fosse ressuscitada. Gilderdale confessou ter auxiliado a filha a suicidar-se depois de ter tentado, sem sucesso, convencê-la a permanecer viva.

A decisão do Tribunal de Lewes, no condado de East Sussex, ganhou as páginas dos principais jornais ingleses porque, dias antes, a mesma justiça britânica condenou Frances Inglis à prisão perpétua por ter induzido a morte, com injeções de heroína, o filho que havia sofrido lesão cerebral e estava sob tratamento intensivo, desde 2007, gerando o debate sobre mudanças nas leis que tratam de suicídio assistido, eutanásia e homicídio. Enquanto o juiz do caso Gilderdale declarou apoio à ré, o juiz Brian Barker do caso de Inglis disse que "não há na lei nenhum conceito sobre assassinato misericordioso - isso continua sendo assassinato".

Sem entrar no mérito jurídico, a manchete nos induz a comentar, doutrinariamente, sobre a eutanásia e o suicídio. A eutanásia, como sabemos, é uma prática que não tem o apoio da Doutrina Espírita. Kardec e outros autores, como Joanna de Ângelis, já se posicionaram sobre esse tema.

Muitos médicos revelam que eutanásia é prática habitual em UTIs do Brasil, e que apressar, sem dor ou sofrimento, a morte de um doente incurável é ato freqüente e, muitas vezes, pouco discutido nas UTIs dos hospitais brasileiros. Apesar de a Associação de Medicina Intensiva Brasileira negar que a eutanásia seja frequente nas UTIs, existem aqueles que admitem razões mais práticas, como, por exemplo, a necessidade de vaga na UTI, para alguém com chances de sobrevivência, ou a pressão, na medicina privada, para diminuir custos.

Nos Conselhos Regionais de Medicina, a tendência é de aceitação da eutanásia, exceto em casos esparsos de desentendimentos entre familiares sobre a hora de cessar os tratamentos. Médicos e especialistas em bioética defendem, na verdade, um tipo específico de eutanásia, a ortotanásia, que seria o ato de retirar equipamentos ou medicações, de que se servem, para prolongar a vida de um doente terminal. Ao retirar esses suportes de vida, mantendo, apenas, a analgesia e tranquilizantes, espera-se que a natureza se encarregue da morte.

A eutanásia vem suscitando controvérsias nos meios jurídicos, lembrando, no entanto, que a nossa Constituição e o Direito Penal Brasileiro são bem claros: constitui assassínio comum. Nas hostes médicas, sob o ponto de vista da ética da medicina, a vida é considerada um dom sagrado e, portanto, é vedada, ao médico, a pretensão de ser juiz da vida ou da morte de alguém. A propósito, é importante deixar consignado que a Associação Mundial de Medicina, desde 1987, na Declaração de Madrid, considera a eutanásia como sendo um procedimento, eticamente, inadequado.

No aspecto moral ou religioso, sobretudo espírita, lembremos que não são poucos os casos de pessoas desenganadas pela medicina, oficial e tradicional, que procuram outras alternativas e logram curas espetaculares, seja através da imposição das mãos, da fé, do magnetismo, da homeopatia ou mesmo em decorrência de mudanças comportamentais. Criaturas outras, com quadros clínicos de doenças incuráveis, uma vez posto o magnetismo em atividade, também conseguem reverter as perspectivas de uma fatalidade, com efetivas melhoras, propiciando horizontes de otimismo para suas almas.

Não cabe ao homem, em circunstância alguma, ou sob qualquer pretexto, o direito de escolher e deliberar sobre a vida ou a morte de seu próximo, e a eutanásia ou mesmo a ortotanásia, essa falsa piedade, atrapalha a terapêutica divina nos processos redentores da reabilitação. Nós, espíritas, sabemos que a agonia prolongada pode ter finalidade preciosa para a alma e a moléstia incurável pode ser, em verdade, um bem.

Nem sempre conhecemos as reflexões que o Espírito pode fazer nas convulsões da dor física e os tormentos que lhe podem ser poupados graças a um relâmpago de arrependimento. Dessa forma, entendamos e respeitemos a dor, como instrutora das almas e, sem vacilações ou indagações descabidas, amparemos quantos lhe experimentam a presença constrangedora e educativa, lembrando sempre que a nós compete, tão-somente, o dever de servir, porquanto a Justiça, em última instância, pertence a Deus, que distribui conosco o alívio e a aflição, a enfermidade, a vida e a morte, no momento oportuno.

Sobre o suicídio, o Espiritismo adverte que o suicida, além de sofrer no mundo espiritual as dolorosas conseqüências de seu gesto impensado, de revolta diante das leis da vida, ainda renascerá com todas as sequelas físicas daí resultantes, e terá que arrostar, novamente, a mesma situação provacional que a sua flácida fé e distanciamento de Deus não lhe permitiram o êxito existencial.

É verdade que, após a desencarnação, não há tribunal nem Juízes para condenar o Espírito, ainda que seja o mais culpado. Fica ele, simplesmente, diante da própria consciência, nu perante si mesmo e todos os demais, pois nada pode ser escondido no mundo espiritual, tendo o indivíduo de enfrentar suas próprias criações mentais.

O suicídio é a mais desastrada maneira de fugir das provas ou expiações pelas quais devemos passar. É uma porta falsa em que o indivíduo, julgando libertar-se de seus males, precipita-se em situação muito pior. Arrojado, violentamente, para o Além-túmulo, em plena vitalidade física, revive, intermitentemente, por muito tempo, os acicates de consciência e sensações dos derradeiros instantes, além de ficar submerso em regiões de penumbras, onde seus tormentos serão importantes para o sacrossanto aprendizado, flexibilizando-o e credenciando-o a respeitar a vida com mais empenho.

André Luiz cita, nas suas obras, que "os estados da mente são projetados sobre o corpo através dos bióforos, que são unidades de força psicossomáticas que se localizam nas mitocôndrias. A mente transmite seus estados felizes ou infelizes a todas as células do nosso organismo, através dos bióforos. Ela funciona ora como um sol, irradiando calor e luz, equilibrando e harmonizando todas as células do nosso organismo, e ora como tempestades, gerando raios e faíscas destruidoras que desequilibram o ser, principalmente, em atingindo as células nervosas"(2)

A questão 920, de O Livro dos Espíritos, registra que a vida na Terra foi dada como prova e expiação, e depende do próprio homem lutar, com todas as forças, para ser feliz o quanto puder, amenizando as suas dores.(3)

Recordemos que Jesus nos assegurou que "O Pai não dá fardos mais pesados que nossos ombros" e "aquele que perseverar até o fim, será salvo". (4)

O verdadeiro cristão porta-se, sempre, em favor da manutenção da vida e com respeito aos desígnios de Deus, buscando não só minorar os sofrimentos do próximo - sem eutanásias/ortotanásias, claro! - mas, também, confiar na justiça e na bondade divina, até porque, nos Estatutos de Deus não há espaço para injustiças. Somos responsáveis pela situação em que o mundo se encontra. "Todos os suicidas, sem exceção, lamentam o erro praticado e são acordes na informação de que só a prece alivia os sofrimentos em que se encontram e que lhes pareciam eternos."(5)

Jorge Hessen
E-Mail: jorgehessen@gmail.com
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FONTES:
(1) Lynn sofria desde os 14 anos de encefalomielite miálgica. A doença que afeta o sistema nervoso e lhe privou dos movimentos da cintura para baixo e da capacidade de engolir alimentos.
(2) Xavier, Francisco Cândido, Missionário da Luz, Ditado pelo Espírito André Luiz, RJ: Ed. FEB 2003,
(3) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, RJ: Ed FEB, 2002, pergunta 920
(4) MT 24:13
(5) INNOCÊNCIO, J. D. Suicídio. REFORMADOR, Rio de Janeiro, v. 112,

 

 

 

Mistérios durante as gravações do filme sobre a vida de Chico Xavier.

 

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Patricia de Paula, Expresso


 

As gravações do filme sobre a vida do médium Chico Xavier foram marcadas por vários casos que, certamente, são uma história a parte. As filmagens tiveram uma uma atriz vendo o médium, figurante incorporando um espírito e outros mistérios, como a chuva que parava misteriosamente a cada novo dia de gravação. Nelson Xavier, ator que interpreta o papel principal, conta que sua ligação com Chico foi muito além do sobrenome igual.

- Eu senti a presença dele o tempo todo. Foi o único personagem que eu pedi para fazer e, hoje, acredito em tudo o que ele disse e viveu. Cada vez que penso nele me comovo - disse Nelson, se emocionando novamente.

O ator lembra que, há muitos anos, estava num churrasco quando um rapaz sentou ao seu lado e perguntou se eu ia fazer o papel do espírita.

- Eu disse que não. Aí ele me respondeu que um passarinho havia dito isso para ele e que ele era espírita. Esse foi um dos sinais mais significativos para mim - diz Nelson, que acre dita que Chico o escolheu: - Ele me acompanhou durante todo o percurso.

Segundo a atriz Renata Imbriani, que participou das filmagens, Chico realmente estava perto de Nelson. Ela, que é kardecista, conta que viu o espírito do médium durante uma gravação.

- Estava aguardando a minha vez de entrar em cena e o Nelson estava gravando. De repente, vi uma porta entreaberta de onde saiu uma luz muito grande. Era o Chico. Ele apoiou o braço direito do Nelson e ficou todo o tempo energizando ele. O incrível é que, quando ele toca o Nelson ele fica até com a fisionomia igual a do Chico - conta Renata que interpreta uma mulher que perdeu o filho.

Segundo a atriz Rosi Campos, o clima das filmagens foi marcado por uma emoção que parecia estar à flor da pele.

- Todos que estavam no filme queriam muito estar lá. isso criou um clima muito especial nas filmagens. Você se apaixona pela pessoa que ele foi. Foi muito emocionante.

O filme deve ser lançado em 2 de abril de 2010, quando o Chico faria 100 anos.

 

Emoção no jardim de Chico:

 

No último dia das gravações, Nelson Xavier teve uma crise de choro. Depois, foi para o jardim, sentou num banco e, talvez sem saber, faz o que Chico costumava fazer ali mesmo: apóia as mãos sobre as pernas e olha para o céu. "Essa cena foi emocionante. Era o jardim dele, as rosas dele".

 

Até o tempo deu uma forcinha

Em Uberaba fazia um frio horrível e o diretor Daniel Filho disse para ninguém se preocupar porque no dia seguinte faria sol. Não deu outra. Fenômeno parecido aconteceu em São Paulo, quando chovia muito forte em toda a cidade. Só não caiu um pingo no local da filmagem.

 

Visita inesperada em reunião espírita:

Segundo o diretor, teve uma filmagem de uma reunião espírita, em que, de repente uma senhora recebeu uma entidade. "Paramos a filmagem e esperamos a senhora se recompor".

 

Pombabranca mostra o caminho:

A atriz Renata Imbriani conta que, antes de sair para gravar começou a rezar pedindo proteção. De repente, uma pomba branca entrou na casa e parou bem na frente dela. "Ela só foi embora quando eu saí. Pensei: estou no caminho certo. O tempo inteiro senti uma energia muito forte e tranquilizadora".

 

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Jesus o Governador da Terra-Emmanuel

Por que a Terra não será destruída em 2012

Filme 2012 – O dia do juízo final

Gerson Simões Monteiro

 O filme 2012 – O dia do juízo final  produzido em 2008 nos Estados Unidos, é na verdade mais uma tentativa de se criar uma onda de terrorismo psicológico através do suposto fim do mundo. Nessa onda, exploram-se sem fundamento as profecias relativas às transformações pelas quais a Terra está passando para ingressar em uma Nova Era.

Segundo um amigo, os produtores desse filme usaram as profecias Maias tentando “cristianizá-las”, mas esqueceram-se de que, quando tais profecias foram concebidas, aquele povo nem tinha ouvido falar de Jesus, muito menos pensava em acreditar em um único Deus. Como o ano 2000 já se foi, e não se pode mais explorar a falsa profecia da Bíblia – “de mil passarás, de dois mil não passarás” – agora surge um filme que procura reativar o tema catastrófico, embora não haja nenhuma citação a respeito nem no Velho nem no Novo Testamento.

A escolha da data 
Na verdade, a nova data para o mundo acabar, o dia 21 de dezembro de 2012, é apenas uma jogada de marketing para o lançamento do referido filme. Ela foi estabelecida no calendário Maia, um calendário que principia a contagem do tempo em 11 de agosto do ano 3114 a.C., ou seja, antes mesmo das datações arqueológicas dessa misteriosa civilização. De acordo com aquelas datações, os Maias floresceram entre 1800 a.C. e 1450 d.C., em um vasto território que inclui regiões das Américas Central e do Sul, onde as ruínas de suas cidades e pirâmides monumentais resistem ao tempo.

Os Maias são reconhecidos por seu avançado conhecimento de astronomia e pela precisão de seus diferentes calendários, como o calendário anual solar, com 365 dias, chamado Haab. Outro desses calendários, o de “longa contagem”, foi desenvolvido para computar extensos períodos de tempo ou ciclos, de 5.125 anos. Foi com base nesse calendário de longos ciclos que se estabeleceu a tradição da profecia Maia do fim dos tempos.

Ora, as profecias Maias, pelo visto, estão de acordo também com o que ensina a Doutrina Espírita a respeito não do fim físico do nosso planeta, mas do surgimento de uma Nova Era, quando a Terra passará, na escala dos mundos habitados, de Mundo de Expiações e Provas (segunda categoria), para Mundo de Regeneração (terceira categoria).

Já estamos em 2014

Por que a Terra não será destruída em 2012
O fim do mundo!

Porém, precisamos considerar que já estamos no ano 2014, de acordo com a revelação mediúnica transmitida por Chico Xavier, em 1937, posteriormente ratificada através de conceituados cientistas e teólogos, que se basearam nos estudos e pesquisas históricas relacionados a seguir:
1o) Quando Jesus nasceu numa obscura colônia do Império Romano, a Palestina, uma estreita faixa de terra no fundo do Mediterrâneo, o imperador romano era César Otávio Augusto. E no mundo de César, os anos eram contados pelo calendário romano. Assim, o ano 1 era o da fundação de Roma.

Os anos seguintes eram assinalados com a abreviatura A. U. C., da expressão “Ab Urbe Condita” (Desde a Fundação de Roma). Somente no século VI, bem depois de Constantino (com o Edito de Milão no ano 313) conceder a liberdade de culto aos cristãos, é que foi estabelecido o calendário cristão. Foi então que, no ano 525, o monge Dionísio, o Pequeno, procurou estabelecer o ano da Era Cristã, em relação ao calendário romano “Ab Urbe Condita”. E, por seus cálculos, fixou o ano da fundação de Roma como sendo 754 antes de Cristo.

Contudo, a revelação feita pelo Espírito Humberto de Campos, em 1935, por intermédio da psicografia de Francisco Cândido Xavier, no capítulo 15 do livro Crônicas de Além-Túmulo, editado pela FEB em 1937, registra o erro histórico cometido por aquele monge católico e sua devida correção, ao relatar o seguinte diálogo, travado no mundo espiritual, entre o Cristo e seu discípulo João, o Evangelista:

– João – disse-lhe o Mestre –, lembras-te do meu aparecimento na Terra? – Recordo-me, Senhor. Foi no ano 749 da era romana, apesar da arbitrariedade de Frei Dionísio, que, calculando no século VI da era cristã, colocou erradamente o vosso natalício em 754.

2o) É importante frisar que a revelação, trazida por intermédio de Chico Xavier, foi confirmada posteriormente pelo historiador e professor de História Antiga no New College, de Oxford, Robin Lane Fox, que em seu livro Bíblia – Verdade e Ficção, lançado em 1993, confirma esse erro de cálculo da data de nascimento de Jesus, calcado em vários documentos da época e nos fatos narrados pelos evangelistas, fatos esses postos em aparente contradição na perspectiva fundamentada no calendário romano.

3o) Esse mesmo pensamento é defendido pelo professor Charles Perrot, do Instituto Católico de Paris, em entrevista à revista Le Point:

[...] segundo um amplo consenso de exegetas, o ano de nascimento de Jesus deveria situar-se um pouco antes da morte de Herodes, O Grande. Ora, segundo os dados numismáticos, astronômicos e, sobretudo textuais, Herodes deve ter morrido no dia 11 de abril do ano 4 a.C. [...] O nascimento de Jesus terá sido provavelmente entre os anos 6 e 7 a.C. [...].

4o) Também o professor e padre John P. Meier, que leciona o Novo Testamento na Universidade Católica da América, em Washington, escreveu no The New York Times, no dia 21 de dezembro de 1986, que Cristo deve ter nascido por volta de 6 a 4 a.C.;

5o) Em nosso país, o astrônomo Ronaldo Rogério Mourão de Freitas, do Observatório Nacional, divulgou no Jornal do Brasil de 4/1/1982 que Frei Dionísio, o Pequeno, em 525, encarregado pelo Papa de organizar o calendário cristão a partir da vinda de Jesus à Terra, arbitrou o ano de 754 da Era Romana para o seu nascimento. Mas, pelas pesquisas realizadas sobre o assunto, ele chegou à conclusão de que o aparecimento do Cristo em nosso mundo se deu no ano 749 da fundação de Roma.

A Nova Era
Ora, diante de todas essas evidências, podemos concluir, sem margem de dúvida, que o ano 2012 já passou, ou seja, já estamos em pleno 2014 e a Terra não foi destruída, conforme a previsão divulgada de que o mundo acabaria no dia 21 de dezembro de 2012.

Convém ainda esclarecer que o termo “fim”, empregado nas palavras proféticas de Jesus – “Quando o Evangelho for pregado em toda a Terra, é então que chegará o fim” (Mateus, 24:14) – está relacionado com a ideia de tempo e não com a de espaço,  exatamente a mesma ideia do calendário de longos ciclos dos Maias. Portanto, Jesus se referiu ao fim de uma Era, não ao fim do mundo físico. E isto é lógico, pois quando as criaturas humanas estiverem evangelizadas haverá o fim da violência, das lutas fratricidas, do narcotráfico, das balas perdidas, das seleções étnicas e de todo o mal que ainda perdura no coração do homem.

E convenhamos: seria racional Deus acabar com o nosso planeta, quando as criaturas humanas estivessem vivendo plenamente a mensagem do Evangelho? E se Deus é a Justiça Suprema, a destruição do mundo seria então o prêmio prometido por Jesus aos mansos e pacíficos, que ao longo dos séculos se esforçaram para implantar na Terra o seu reino de amor e de paz? É claro que não! Deus é Justo!

 

25 de Agosto de 2009

ANTE O SUICÍDIO – ALGUMAS CONSIDERAÇÕES ESPÍRITAS

http://1.bp.blogspot.com/_PfGa2w2TFsg/SpPO0vHxWYI/AAAAAAAAAq8/34c0lsqvJw8/s320/retrato.jpgEm recente reportagem, divulgou-se que uma jovem, de 15 anos, suicidou-se com um tiro de revolver, dentro de uma escola, em Curitiba. Não houve grito nem pedido de socorro. Em silêncio, ela entrou no banheiro e se trancou em uma das cinco cabines reservadas. Sentada sobre o vaso sanitário, disparou contra a boca. Suicídios desse gênero (tiro especialmente), em escolas brasileiras, não são comuns. "Três meses antes da tragédia, a jovem procurou os pais e pediu para que eles a levassem a um psicólogo. Dizia sentir-se triste e desmotivada. O pai passou a pegá-la na aula de pintura e levá-la, semanalmente, a um psiquiatra. No inquérito policial sobre o suicídio, apurou-se que ela tomava benzodiazepínicos (soníferos) para dormir, e outros fármacos para controlar a ansiedade que sentia". (1) Diante do dilema, indagamos: Como os pais podem proteger os filhos ante os desequilíbrios emocionais que assolam a juventude de hoje? Obviamente, precisam estar atentos. Interpretar qualquer tentativa ou anúncio de suicídio do jovem como sinal de alerta. O ideal é procurar ajuda especializada de um psicólogo e, para os pais espíritas, os recursos terapêuticos dos centros espíritas. Aproximar-se, mais amiudemente, do filho que apresenta sinais fortes de introspecção ou depressão. O isolamento e o desamparo podem terminar com aguda depressão e ódio da vida.
É evidente que sugerir serem os pais os únicos responsáveis pelo autocídio de um filho(a), é algo muito delicado e preocupante, pois, trata-se um ato pessoal de extremo desequilíbrio da personalidade, gerado por circunstâncias atuais ou por reminiscências de existências passadas. Se há culpa dos pais, atribui-se à negligência, à desatenção, a não perceber as mudanças no comportamento de um filho(a) e a tudo que acontece à sua volta. Sobre isso, estamos convictos de que a sociedade, como um todo, é, igualmente, culpada. Inobstante colocarem o fardo da culpa nos pais em primeiro lugar, reflitamos: quem pode controlar a pressão psicológica que uma montanha de apelos vazios faz na cabeça dos jovens, diariamente? O suicídio é um ato exclusivamente humano e está presente em todas as culturas. Suas matrizes causais são numerosas e complexas. Os determinantes do suicídio patológico estão nas perturbações mentais, depressões graves, melancolias, desequilíbrios emocionais, delírios crônicos, etc. Algumas pessoas nascem com certas desordens psiquiátricas, tal como a esquizofrenia e o alcoolismo, o que aumenta o risco de suicídio. Há os processos depressivos, onde existem perdas de energia vital no organismo, desvitalizando-o, e, conseqüentemente, interferindo em todo o mecanismo imunológico do ser.
Em termos percentuais, 70% das pessoas que cometem suicídio, certamente sofriam de um distúrbio bipolar (maníaco-depressivo); ou de um distúrbio do humor; ou de exaltação/euforia (mania), que desencadearam uma severa depressão súbita, nos últimos minutos que antecederam aos de suas mortes. O suicídio pode ocorrer, tanto na fase depressiva, quanto na fase da mania, sempre conseqüente do estado mental. O suicida é, antes de tudo, um deprimido, e a depressão é a doença da modernidade. O suicida não quer matar a si próprio, mas alguma coisa que carrega dentro de si e que, sinteticamente, pode ser nominado de sentimento de culpa e vontade de querer matar alguém com quem se identifica. Como as restrições morais o impedem, ele acaba se autodestruindo. Assim, "o suicida mata uma outra pessoa que vive dentro dele e que o incomoda, profundamente. Outra coisa que deve ser analisada é a obsessão que poderia ser definida como um constrangimento que um indivíduo, suicida em potencial ou não, sente, pela presença perturbadora de um obsessor.
A religião, a moral, todas as filosofias condenam o suicídio como contrário às leis da Natureza. Todas asseveram que ninguém tem o direito de abreviar, voluntariamente, a vida. Entretanto, por que não se tem esse direito? Por que não é livre o homem de pôr termo aos seus sofrimentos? Ao Espiritismo estava reservado demonstrar, pelo exemplo dos que sucumbiram, que o suicídio não é uma falta somente por constituir infração de uma lei moral - consideração, essa, de pouco peso para certos indivíduos - mas, também, um ato estúpido, pois que nada ganha quem o pratica. Antes, o contrário, é o que se dá com eles, na existência espiritual, após ato tão insano. Temos notícia, não somente, pelo que lemos nos livros da Doutrina Espírita e que nos advertem os Espíritos Superiores, mas pelos testemunhos que nos dão esses infelizes irmãos, narrando tristes fatos que eles mesmos nos põem sob as vistas, em sessões de orientação às entidades sofredoras. Sob o ponto de vista sociológico, o suicídio é um ato que se produz no marco de situações anômicas, (2) em que os indivíduos se vêem forçados a tirar a própria vida para evitar conflitos ou tensões inter-humanas, para eles insuportáveis.
O pensador Émile Durkheim teoriza que a "causa do suicídio, quase sempre, é de raiz social, ou seja, o ser individual é abatido pelo ser social. Absorvido pelos valores [sem valor], como o consumismo, a busca do prazer imediato, a competitividade, a necessidade de não ser um perdedor, de ser o melhor, de não falhar, o jovem se afasta de si mesmo e de sua natureza. Sobrevive de ‘aparências’, para representar um ‘papel social’ como protagonista do meio. Nessa vivência neurotizante, ele deixa de desenvolver suas potencialidades, não se abre, nem expõe suas emoções e se esmaga na sua intimidade solitária." (3)
O Espiritismo adverte que o suicida, além de sofrer no mundo espiritual as dolorosas conseqüências de seu gesto impensado, de revolta diante das leis da vida, ainda renascerá com todas as seqüelas físicas daí resultantes, e terá que arrostar, novamente, a mesma situação provacional que a sua flácida fé e distanciamento de Deus não lhe permitiram o êxito existencial.
É verdade que após a desencarnação não há tribunal nem Juízes para condenar o espírito, ainda que seja o mais culpado. Fica ele, simplesmente, diante da própria consciência, nu perante si mesmo e todos os demais, pois nada pode ser escondido no mundo espiritual, tendo o indivíduo de enfrentar suas próprias criações mentais. "O pensamento delituoso é assim como um fruto apodrecido que colocamos na casa de nossa mente. A irritação, a crítica, o ciúme, a queixa exagerada, qualquer dessas manifestações, aparentemente sem importância, pode ser o início de lamentável perturbação, suscitando, por vezes, processos obsessivos nos quais a criatura cai na delinqüência ou na agressão contra si mesma." (4)
A rigor, não existe pessoa "fraca", a ponto de não suportar um problema, por julgá-lo superior às suas forças. O que de fato ocorre é que essa criatura não sabe como mobilizar a sua vontade própria e enfrentar os desafios. Joanna de Angelis assevera que o "suicídio é o ato sumamente covarde de quem opta por fugir, despertando em realidade mais vigorosa, sem outra alternativa de escapar".(5) Na Terra, é preciso ter tranqüilidade para viver, até porque, não há tormentos e problemas que durem uma eternidade. Recordemos que Jesus nos assegurou que "O Pai não dá fardos mais pesados que nossos ombros" e "aquele que perseverar até o fim, será salvo". (6)
Jorge Hessen
http://jorgehessen.
jorgehessen@gmail.com
Fonte:
1. Disponível em http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI73803-15228,00- NO+BANHEIRO+DA+ESCOLA+UM+TIRO.html
2. O sociólogo acredita que, quando o indivíduo resolve tirar a própria vida, ele está em estado de anomia, que significa "falta de valores". "Uma situação anômica é a ausência ou desintegração de normas. Quando ocorrem perturbações da ordem coletiva, o número de suicídios tende a se elevar"
(3) Durkheim, Emile. Título: El suicidio. P.imprenta: Tlahuapan, Puebla. Premiá. 1987. 343 p. Edición; 2a ed. Descriptores: Suicidio. Sociología. Aspectos psicológicos
(4) Mensagem extraída do livro "PACIÊNCIA", de Emmanuel; psicografado por Francisco Cândido Xavier
(5) Franco, Divaldo, Momentos de Iluminação, Ditado pelo Espírito Joanna de Angelis, RJ: ed. FEB
(6) MT 24:13

Fonte: Site de Joao Batista Cabralhttp://www.blogger.com/img/icon18_edit_allbkg.gif

 

16 de Agosto de 2009

RECURSOS TERAPÊUTICOS ESPÍRITAS PARA TRATAMENTOS DAS ENFERMIDADES MENTAIS E ESPIRITUAIS

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Anos atrás, a medicina criou espaços de enclausuramento (isolamento) como suposto tratamento para os portadores de doença mental. No entanto, o movimento da reforma psiquiátrica foi construindo críticas a esse medievo modelo, revelando formas substitutivas de trabalho. Em meados do século passado, a intensa “psiquiatrização” dos tratamentos foi reforçada com o aparecimento dos primeiros neurolépticos (drogas lipossolúveis e, com isso, têm facilitada sua absorção e penetração no Sistema Nervoso Central.), caracterizada pelo seu uso abusivo e indiscriminado, tornando a doença mental crônica e incapacitante.

Paulatinamente, algumas transformações foram compondo o cenário da luta a favor da saúde mental noutros espaços ambulatoriais, em detrimento das medidas estritamente manicomiais. A reformulação das práticas para tratamento psiquiátrico trouxe - e ainda traz - mudanças na percepção e intervenção dos profissionais da saúde em relação à doença e ao doente mental. “Novos procedimentos, com base na reabilitação psicossocial da pessoa com sofrimento mental, propõem práticas mais humanizadas, visando à reintegração desse indivíduo à sociedade. Hoje, aplicam-se, por exemplo, a arteterapia e outras técnicas expressivas, todas “consideradas intervenções importantes dentro desse novo enfoque mais humano.” (1)

As práticas na área da saúde mental estão em conformidade com as oficinas terapêuticas, uma das formas de tratamento no contexto da reforma psiquiátrica. São operacionalizadas de diversas maneiras, inclusive através da música e do teatro. As artes recreativas (o “brincar”) foram identificadas como possibilidades de comunicação para pessoas com transtornos psicóticos, com base na psicanálise e nos trabalhos de diversos especialistas. Destarte, “a psicologia clínica foi enriquecida pelo tratamento psicodramático, com uma compreensão da doença a partir de um coletivo e não só do individual”. (2)

A rigor, o tormento mental é mais um dado na história do indivíduo, de tal forma que “faz-se necessário levar em consideração toda uma história de vida que essa pessoa já construiu. O sofrimento mental tem que ser adaptado à essa história, que é composta de relações sociais dentre as outras situações.”(3) A concentração da atenção no outro ou perceber o outro é difícil para quem está num quadro de alteração da percepção e do pensamento, capturado pelos delírios e alucinações. Segundo se observa, atualmente, “através do exercício de atividades artísticas, é possível estimular a concentração equilibrada em si mesmo e no outro de forma lúdica e prazerosa.” (4) Tanto os adultos, quanto os jovens e crianças, que carregam o peso de conflitos, lutos, abandonos, e problemas que vão do transtorno bipolar, depressão e hiperatividade até a esquizofrenia, estão em tratamento no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (HC), em São Paulo. Os resultados são promissores, sobretudo, para as crianças, em que são utilizados recursos terapêuticos que advêm dos livros de contos de fada, por exemplo. Literatura essa que pode reproduzir os conflitos dos enfermos. Da fábula, em que o personagem se torna órfão, à história da princesa rejeitada, está tudo inserto nos livros e encenações para a proposta terapêutica. Muito interessantes são os resultados, sobretudo, com a melhora no comportamento social, na criatividade, na coordenação motora e na fala dos pacientes.

Em meio às atividades artísticas, o paciente pode encontrar alternativas para um posicionamento mais saudável, na medida em que a atividade possibilita separar a imagem formada, pelos próprios desejos e temores, daquilo que realmente é. Em vários jogos de representação teatral, o “faz de conta” abre espaço para isso. No teatro terapêutico, “a realidade é testada através da ilusão, (...) por intermédio de um processo de bem humorada auto-reflexão”. (5) Nesse sentido, destacamos a iniciativa para tratamento psiquiátrico levado a cabo pela Associação Viva e Deixe Viver, uma entidade dedicada a recrutar e treinar contadores de histórias para crianças e adolescentes hospitalizados. A Associação fundada, em 1997, está obtendo bons resultados em suas primeiras experiências com pacientes de um hospital psiquiátrico. A filosofia do grupo é a utilização das possibilidades terapêuticas que o “faz de contas” pode trazer. Com as atividades artísticas, as mais variadas, ora propostas pelas terapeutas, ora pelos participantes do grupo, é que foi possível o exercício da espontaneidade, surgindo conteúdos e emoções variadas nos doentes, tais como: medo, raiva, alegria, ciúmes, delírios ligados à sexualidade, idéias de morte, solidão, medo da vida, a crise, o sentido da crise, as internações, os sonhos, política, família. Tudo isso faz parte da vida, sabemos nós. Só que na vida se é surpreendido por essas coisas que acontecem à revelia de cada um. No “faz de contas” é possível espreitá-las, dominá-las, acomodá-las e gritar no momento exato do absurdo, do delírio e do desconforto.

Há vários grupos de expressão, viabilizados por atividades ligadas à música e ao teatro, trabalhando a ampliação da comunicação com o mundo interno e externo. A técnica, enquanto manifestação criativa do ser humano na sua luta interior, tem sido resgatada enquanto prática terapêutica na assistência em saúde mental e destina-se tanto a transtornos neuróticos como psicóticos. Portanto, as propostas são desenvolvidas por meio de contribuições práticas sobre a arte como possibilidade terapêutica.

Por outro lado, vendo as propostas terapêuticas por outro foco, os especialistas, em todas as épocas, tentam ajudar esses irmãos enfermos, inclusive na fase inicial de seus estudos. Especificamente, no campo da psiquiatria, alguns estudiosos mais ousados já relacionavam algumas doenças de origens nervosas e mentais, sendo induzidas pela influência dos espíritos; todavia, os preconceitos da época impediram que as pesquisas avançassem. Apesar de poucos informes científicos, há muitas evidências de que o processo obsessivo (caracterizado por manipulações e interposições de fluidos tóxicos) exerce papel importante na fisiopatogenia das doenças no corpo físico e espiritual, e, às vezes, evoluindo com quadros gravíssimos. “A obsessão, sob qualquer modalidade que se apresente, é enfermidade de longo curso, exigindo terapia especializada, de segura aplicação e de resultados que não se fazem sentir apressadamente.” (6) “A ação fluídica do obsessor sobre o cérebro, se não for removida a tempo, dará, necessariamente, em resultado, o sofrimento orgânico daquela víscera, tanto mais profundo quanto mais tempo estiver sob a influência deletéria daqueles fluidos.” (7)

Em todas as épocas da história das civilizações, existiram psicopatas que sofriam influências nefastas de obsessores, e, em alguns casos, envolvendo personagens que se celebrizaram por seus atos. Nabucodonosor II, rei dos Caldeus, sofreu uma licantropia e pastava no jardim do palácio, como um animal. Tibério, envolvido por muitos espíritos cobradores, cometeu muitos deslizes, com muita malignidade. Calígula e Gengis-Khan marcaram presença, em função de suas aberrações psicóticas. Domício Nero, em função de grandes desequilíbrios psíquicos, entre tantos equívocos, mandou assassinar a mãe e sua esposa, e, depois, as reencontrava em desdobramentos. Dostoiévski sofria de ataques epilépticos. Nietzsche perambulou pelos asilos de alienados. Van Gogh cortou as orelhas num momento de insanidade e as enviou de presente para sua musa inspiradora, findando, posteriormente, a vida, com um tiro. Schumann, notável compositor, atirou-se ao Reno, sendo salvo pelos amigos e internado num hospício, onde ele encerrou a carreira. Edgar Allan Poe sucumbiu arrasado pelo álcool e tendo visões infernais.

Para os tratamentos de ordem psíquico e mental corroboramos com a formulação quimioterápica – sedativos, anti-depressivos e medicamentos de ação central. Consideramos a importância dos eletrochoques – embora muito raramente, apenas nos casos de difícil remissão (casos catatônicos) ou de extrema resistência à quimioterapia; a psicoterapia – segundo as técnicas usuais, de escolha do terapeuta (aliada, sempre que possível, à noção de reencarnação); a psicanálise profunda – (calcada, sempre que possível, na pluralidade das existências); e, como vimos acima, a terapia ocupacional – mantendo o paciente ocupado em trabalho que o atraia e de seu interesse, de modo a mantê-lo afastado de seus pensamentos doentios; a ludoterapia – divertimentos sadios e cultivo de esportes (ginástica, natação, e outros tipos de exercícios); a musicoterapia – o senso musical talvez seja o último elo que o doente mental perde e deve ser cultivado com carinho; a reeducação – através de contatos freqüentes com assistentes sociais e palestras educativas. Ainda, sob o ponto de vista das alternativas médicas, ressaltamos a importância da homeopatia, acupuntura e todos os esforços no sentido de levar o indivíduo a uma busca objetiva diante da vida, sem culpas, sem cobranças, valorizando a sua alta estima, o pensamento positivo e a força de vontade.

Desta forma, urge que a casa espírita respeite as orientações dos profissionais da área de saúde, evitando equívocos como: fazer diagnósticos, trocar e/ou suspender medicamentos e, às vezes, tornar o quadro dos pacientes mais graves que verdadeiramente o são. Compete à medicina, ao tratar seus pacientes, admitindo a hipótese de obsessão, ainda que não comprovada, academicamente, pedir ajuda às casas espíritas que exercem suas atividades com objetivos sérios, seguindo os postulados do Cristo e os preceitos da Doutrina Espírita. Considerando que nem sempre os resultados são imediatos, não devemos nos esquecer da importância de um diálogo franco e aberto com a família, principalmente, tendo o cuidado de não induzir falsas esperanças e curas miraculosas, e, sim, direcionar orientações específicas, apontando todas as dificuldades que o caso possa apresentar.

Para que haja mais sucesso no tratamento do processo obsessivo, o primeiro passo é que se faça um bom diagnóstico, sob todos os aspectos. Apesar de todos os esforços, às vezes, é difícil fazer um diagnóstico diferencial especifico, considerando que os sinais e sintomas são idênticos, tanto na loucura, propriamente dita, com lesões cerebrais, quanto nos processos obsessivos, onde há grande perturbação na transmissão do pensamento.

Para tratamentos das doenças, de uma forma geral, é fundamental que se considere a existência do perispírito. “É por seu intermédio que o Espírito encarnado se acha em relação contínua com os desencarnados. O perispírito é o órgão sensitivo do Espírito, por meio do qual este percebe coisas espirituais que escapam aos sentidos corpóreos.” (8) “A cura se opera mediante a substituição de uma molécula malsã por uma molécula sã. O poder curativo estará, pois, na razão direta da pureza da substância inoculada; mas depende, também, da energia, da vontade que, quanto maior for, tanto mais abundante emissão fluídica provocará e tanto maior força de penetração dará ao fluido.” (9) Urge, mais uma vez, deixar bem claro que o tratamento espiritual, oferecido na Casa Espírita, não dispensa tratamento médico. O prognóstico, de modo geral, poderá ser bom ou ruim, considerando todos os fatores envolvidos, especialmente, o interesse do obsidiado em profundas transformações íntimas e a boa vontade da família em dar-lhe toda a assistência possível sob todos os aspectos. “A Doutrina Espírita, aliada às Ciências Médicas, poderá se entender não se contradizendo, mas de mãos dadas, caminhando juntas, buscando todos os recursos disponíveis no sentido de abrandar o sofrimento do doente” (10). Caso contrario, “a ciência nadará em um oceano de incertezas, enquanto acreditar que a loucura depende, exclusivamente, do cérebro. A ciência precisa distinguir as causas físicas das causas morais, para poder aplicar às moléstias os meios correlativos”(11)

Atualmente, uma excelente proposta para tratamento dos portadores de doenças psíquicas é a participação em reuniões de desobsessão, que tem por objetivo atender aos enfermos envolvidos no conflito obsessivo. No caso do obsidiado, tem por finalidade a análise das parasitoses (12) mentais e do corpo físico. No caso do obsessor, ele terá a oportunidade de comparecer à reunião, onde deverá ser recebido com muito amor, visando à doutrinação, para que possa compreender os erros do irmão e assim encontrar forças para perdoar. Recordamos que o passe magnético, sem dúvida, é de muita importância no tratamento desses irmãos, considerando a oportunidade de polarização de fluidos, dissipando fluidos tóxicos e interpondo fluidos benéficos. Os passes poderão ser espirituais, em função do magnetismo de irmãos desencarnados que participam dos processos, e humanos, através do magnetismo animal do próprio passista encarnado. Sugerimos, no contexto, o valor indiscutível da água magnetizada (fluidificada) – que é de grande importância, também, no reequilibro do doente, considerando que nela são introduzidos fluidos potencializados pelas emanações de energias provindas das irradiações de minerais, vegetais e animais. Indispensável, igualmente, é o Culto do Evangelho no Lar, considerando a oportunidade de leitura do Evangelho e a reflexão sobre seu conteúdo, além das preces que poderão ser proferidas, permitindo crescimento interior, o exercício da fé, gerando transformações ao nível de renúncias de viciações e paixões inferiores, permitindo a vigilância do Ser em seus pensamentos, palavras e atos e muitos outros benefícios que, aos poucos, vão aperfeiçoando o espírito.

Jorge Hessen

http://jorgehessen.net

jorgehessen@gmail.com

FONTES:

(1) Valladares, A. C. A. (Org.) (2004). Arteterapia no novo paradigma de atenção em saúde mental. São Paulo: Vetor, p. 209

(2) Aguiar, M. O psicodramatista fala sobre teatro espontâneo e explica por que acredita que o modelo clínico está superado. Jornal do CRP, v.16, n.106, p.3-5, 1997

(3) ___________, A. C. A. (Org.) (2004). Arteterapia no novo paradigma de atenção em saúde mental. São Paulo: Vetor, p. 209

(4) Fromm, E. A arte de amar. Belo Horizonte: Ed. Itatiaia, 1958

(5) Moreno, J. L. O teatro da espontaneidade. São Paulo: Summus, 1984. p. 133-142

(6) Franco, Divaldo Pereira. Nos Bastidores da Obsessão, Ditado pelo Espirito Manuel Philomeno de Miranda, RJ: Ed. Feb , 1995, 7a edição.

(7) Menezes, Adolfo Bezerra de Menezes – A Loucura sob um Novo Prisma, 2ª edição, 1987, FEB-RJ

(8) Kardec, Allan. A Gênese, RJ: Ed. Feb, 29ª edição, 1986, cap. XIV

(9) idem

(10) Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, 117ª edição, 1990, Instituto de Difusão Espírita - IDE, 117ª ed., cap. I, item 8

(11) _____________, Adolfo Bezerra de Menezes – A Loucura sob um Novo Prisma, 2ª edição, 1987, FEB-RJ

(12) Para Suely C. Schubert , “Assim, os Espíritos que se encontram muito apegados às sensações materiais prosseguem, após o túmulo, a buscar sofregamente os gozos em que se compraziam. Para usufruí-los, vinculam-se aos encarnados que vibram em faixa idêntica, instalando-se então o comércio das emoções doentias. Por outro lado, os obsessores, por vingança e ódio, ligam-se às suas vítimas com o intuito de absorver-lhes a vitalidade, enfraquecendo-as e exaurindo-as, para conseguirem maior domínio. Idêntico procedimento têm os desencarnados que se imantam aos seres que ficaram na Terra e que são os parceiros de paixões desequilibrantes. Ressalte-se que existem aqueles que, já libertos do corpo físico, ligam-se, inconscientemente, aos seres amados que permanecem na crosta terrestre, mas sem o desejo de fazer o mal. E, mesmo entre os encarnados, pessoas existem que vivem permanentemente sugando as forças de outros seres humanos, que se deixam passivamente dominar. Essa dominação não fica apenas adstrita à esfera física, mas (...) intensifica-se durante as horas de sono. Quando mais profunda or esta sintonia maior será a vampirização. Em qualquer dos casos configura-se perfeitamente a parasitose espiritual (...) Também aqueles que se aproveitam do trabalho alheio - em regime de quase escravidão - pagando a essas criaturas salários de fome, que as colocam em condições subumanas, exercem, de certa forma, a parasitose. Assim, os Espíritos que se encontram muito apegados às sensações materiais prosseguem, após o túmulo, a buscar sofregamente os gozos em que se compraziam. Para usufruí-los, vinculam-se aos encarnados que vibram em faixa idêntica, instalando-se então o comércio das emoções doentias. Por outro lado, os obsessores, por vingança e ódio, ligam-se às suas vítimas com o intuito de absorver-lhes a vitalidade, enfraquecendo-as e exaurindo-as, para conseguirem maior domínio. Idêntico procedimento têm os desencarnados que se imantam aos seres que ficaram na Terra e que são os parceiros de paixões desequilibrantes. Ressalte-se que existem aqueles que, já libertos do corpo físico, ligam-se, inconscientemente, aos seres amados que permanecem na crosta terrestre, mas sem o desejo de fazer o mal. E, mesmo entre os encarnados, pessoas existem que vivem permanentemente sugando as forças de outros seres humanos, que se deixam passivamente dominar. Essa dominação não fica apenas adstrita à esfera física, mas (...) intensifica-se durante as horas de sono. Quando mais profunda or esta sintonia maior será a vampirização. Em qualquer dos casos configura-se perfeitamente a parasitose espiritual (...) Também aqueles que se aproveitam do trabalho alheio - em regime de quase escravidão - pagando a essas criaturas salários de fome, que as colocam em condições subumanas, exercem, de certa forma, a parasitose.”

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9 de Agosto de 2009

DISTÚRBIOS PSICOLÓGICOS

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Dez milhões de pessoas, em todo mundo, consomem substâncias psicotrópicas para minimizar tensões nervosas, fobias e insônias, entre outras. Uns cem milhões usam tranquilizantes, como lexotan, lorax, anafranil, benzodiazepina, para tratamento dos sintomas psicopatológicos como depressão, ansiedade, síndrome do pânico e estresse.
Há momentos de inquietudes e de instabilidades emotivas nos múltiplos setores da sociedade, em que existem de 15 a 30 milhões de pessoas com transtornos mentais, neuroses e índices acentuados de demência, como a epilepsia e vários outros transtornos psicóticos.
Para a Psiquiatria, os desacertos psíquicos originam de fatores físicos. Já a Psicologia, especialmente a Psicanálise, considera-os como reflexos de traumas adquiridos na experiência da vida, "incrustados" no inconsciente. A Neurologia aponta-os como alteração da sincronia genética, interferindo na estrutura dos neurônios.
A despeito da ação efetiva dos psicofármacos, acreditamos que eles funcionam como paliativos nos momentos críticos das disfunções psíquicas, até porque, os elementos geradores dessas patologias, a rigor, não se encontram nos neurônios do cérebro, porém, na estrutura funcional do perispírito.
André Luiz explica que "um lago de águas agitadas não reflete a luz da estrela que jaz no firmamento". Pura realidade! Existem pessoas neuróticas que trabalham com tanta voracidade, aprisionadas pela ganância ao dinheiro, numa escala sem precedentes. Sem método, sem descanso e sem tempo para a família. Tais pessoas chegam ao paroxismo da desertificação dos sentimentos, numa lamentável opacidade espiritual.
Estarrece-nos a sofreguidão da busca do sexo em que são remetidos os escravos da luxúria nos pântanos da indigência moral, como reflexo da ociosidade. Outros se mantêm numa exagerada genuflexão, sucumbindo na afasia.
Diante dos ventos das adversidades e dos apelos conflituosos, em face das competições humanas, devemos conectar o "plugue" da fraternidade, nela, desfrutarmos o prêmio de uma vida saudável.
O matemático e psicólogo Pedro Uspensky, discípulo do notável George Gurdieff, sugeriu, nesse contexto, uma revisão das propostas das escolas psicológicas, da Psicologia mecanicista, da Psicologia aplicada, do Behaviorismo e das demais escolas psicológicas sedimentadas no pensamento psicoanalítico de Sigmund Freud. Escudada pela retórica eterna da mensagem da libido, deveriam essas escolas psicológicas ceder espaço à busca da psicologia do homem como um todo, do ser integral, sem que esse seja visto, somente, como um animal movido à sexualidade.
A psicologia tradicional com suas teses reducionistas, não pode continuar confundindo a psiquê com os atributos intelectivos, porém, deve entronizar os preceitos da Psicologia transpessoal, que explica e disseca o homem integral – a personalidade, a individualidade – estuda-os numa simbiose harmônica. Uma individualidade eterna, que transita em múltiplas etapas, através das imperiosas leis da reencarnação.
À Doutrina dos Espíritos está reservada a tarefa de alargar os horizontes das pesquisas psíquicas, contribuindo para a solução dos enigmas que atormentam a consciência, projetando luz nas questões desafiadoras do ser, do destino e da dor. Os processos psicopatológicos são frutos das nossas ações e decorrem da má utilização do livre-arbítrio. O Evangelho estabelece, como medida básica, a ética do amor e da caridade, para a conquista da íntima harmonia psíquica.
Portanto, com a prática dos Códigos legados pelo "PRÍNCIPE DA PAZ" a Terra, com seus processos provacionais e expiatórios, representará magnífica escola de crescimento individual, em cujas lições purificadoras encontraremos a cura definitiva da maior chaga dos sentimentos humanos: O EGOISMO.
Jorge Hessen
http://jorgehessen.net
jorgehessen@gmail.com

 

28.07.2009

 

 

          Vida após a morte será tema de tese na PUC de São Paulo


  Manoel Fernandes Neto

O assunto não tem nada a ver com religião, apesar de falar de vida após a morte. Sonia Rinaldi há mais de 20 anos pesquisa o assunto e prepara-se para um desafio hercúleo: levar para um ambiente totalmente cético algo que comumente é tratado com crença. Ela vai defender, a partir deste ano, uma tese de mestrado na PUC – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, intitulada “Transcomunicação: Interconectividade entre Múltiplas Realidades e a Convergência de Ciências para a Comprovação Científica da Comunicabilidade Interplanos”, com a qual pretende comprovar que após a morte do corpo físico a consciência sobrevive.

                                       

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Essa consciência, segundo Sonia, classificada de vários nomes, mantém sua individualidade, história, aquisições morais e intelectuais, além de ter capacidade de comunicação com o mundo da matéria. Atualmente, como uma das coordenadoras do Instituto de Pesquisas Avançadas em Transcomunicação Instrumental, Sonia passa seus dias conectando aparelhos de gravação de áudio e vídeo, buscando contato com o que convencionamos chamar de “o outro lado da vida”.

Para a pesquisadora, o fato deste tipo de abordagem adentrar o mundo acadêmico é uma conquista que só será percebida no futuro, mas que trará benefícios para toda a Humanidade: “É chegada a hora de sair da infância e encarar a realidade da nossa evolução contínua.”, diz Sonia.

Acompanhe a entrevista exclusiva concedida por Sonia Rinaldi ao editor da NovaE.

Após 20 anos de pesquisa, como a ciência clássica, baseada em conceitos da matéria, vem encarando o seu trabalho?


A Ciência, de forma ampla, está longe de se interessar. Uns tantos cientistas mundo a fora vêm trabalhando no sentido de documentar a realidade da sobrevivência após a morte. Porém, quer nos parecer que nenhum fenômeno é mais concreto - e, portanto, suscetível de toda sorte de análises e investigação, como requer a Ciência -do que a Transcomunicação Instrumental – ou seja, a comunicação com o Outro Lado da Vida através de gravações em computador e vídeo. Este ano de 2009 traz uma nova rota para nossa pesquisa, pois inicio Mestrado na PUC – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, justamente para levar a Transcomunicação ao meio acadêmico, coisa que jamais ocorreu na História. Veremos, daqui a uns anos, o que teremos conseguido.

Como foi o processo de aprovação de sua tese de mestrado, sobre este assunto tão avesso ao mundo acadêmico?


Chegaram a me chamar na PUC para eu mudar minha tese, mas não aceitei. Tenho premência em conduzir a pesquisa conforme a proposta, pois minha tese não será simples – propus uma mega-tese multidisciplinar, pois já considerei o fato de que eu, sozinha, seria inapta para comprovar qualquer coisa. Propus a participação de engenheiros, físicos e matemáticos – todos com doutorado, para que sejam eles que avaliem, dentro dos parâmetros requeridos pela Ciência, que o fenômeno é real. A minha parte é levantar a ocorrência do fenômeno – a deles será endossar a autenticidade e – dentro das possibilidades –, tentar explicá-lo.

Quem serão os maiores beneficiados com a comprovação científica da sobrevivência após a morte?


A meu ver, a própria Humanidade, que deixará de se enganar. É como se fosse chegada a hora de sair da infância e encarar a realidade da nossa evolução contínua.

Você pode explicar aos nossos leitores, em sua maioria, leiga neste assunto, o que seria a hipótese "sobrevivencialista" em contraposição à hipótese "psi"?


Quem é a favor da sobrevivência após a morte vê a coisa como sendo o ser humano composto de um corpo e uma alma, ou espírito. Na morte do corpo físico, esse espírito ou consciência, prosseguiria na jornada. Esse é o ponto de vista dos espiritualistas. Já uns tantos parapsicólogos acham que os fenômenos paranormais não são resultado de uma intervenção espiritual, mas sim, produto da própria mente de quem produz o fenômeno. No caso da Transcomunicação, exaustivamente essa segunda hipótese fica descartada, por uma série de fatores que não arrolaremos para não nos estendermos. Mas sumarizamos dizendo que as Vozes que gravamos falam de coisas que ninguém sabia, dão nomes de pessoas, cidades de origem, etc., que o transcomunicador nunca ouviu falar. Filhos falecidos mencionam peculiaridades que só a família sabe, etc. Não há a menor possibilidade de ser produto da mente de alguém. Necessariamente, os contatos mostram que estamos em contato com seres que já partiram.

Como são realizadas suas experiências de gravação? Qual é sua rotina de pesquisadora?


Agora, com o Mestrado, tudo girará em função disso, e as gravações serão feitas para que os cientistas que participarão da tese possam ter mais e mais elementos de estudo. Fora disso, vou continuar dando uma aula por mês de como gravar para as pessoas interessadas.

Nos workshops realizados por você, como as pessoas têm reagido ao contato com entes que se foram? Na mesma linha desta questão, a saudade e a necessidade de um contato não podem prejudicar uma análise racional?


Em todos os cursos (workshops) que damos, todos obtêm resultados de seus falecidos e aprendem a gravar. Não há como comprometer a interpretação, porque, ou a resposta está lá ou não está. Nossas gravações há anos são bem claras... não deixam margem de dúvida ou permita dúbia interpretação. Se a gravação/resposta não for clara, será descartada.

Quando se fala em vida após a morte, as pessoas fazem logo uma conexão com religião, que, no sentido clássico, vai na contramão da pesquisa científica. Como você lida com isto?


Religião que se esconde atrás de dogmas e não respeita a lógica deve estar com os dias contados. A globalização e o avanço tecnológico despertaram a racionalidade, e a visão setorizada tende a mudar. Ou algo é "verdade" ou não merece crédito. E tudo que é "verdade" tem que ser passível de análise e investigação. Há de chegar o tempo em que o ser humano dispensará supostas leis divinas, sejam lá quais forem, que não passem pelo crivo da lógica racional.

Considerando a hipótese sobrevivencialista, quais as diferenças deste contato em relação à psicografia, já que as gravações captam pequenas frases, às vezes com uma estrutura gramatical inversa, bem diferente dos livros mediúnicos, que são verdadeiros tratados, romances, com estruturas complexas...


A diferença fica por conta de que tudo que não pode ser matematicamente investigado, fica excluído do interesse da Ciência. Até hoje, centenas de médiuns têm dado importante contribuição no sentido filosófico e social; porém, fica fora da possibilidade da comprovação da realidade disso. Já no caso da Transcomunicação, qualquer "alô!" vem com um peso incontestável diante dos olhos de um cientista. Por isso, penso que a Transcomunicação Instrumental é o veiculo mais poderoso para comprovar que se vive depois da morte, além, claro, de levar consolo a milhares de pessoas que sofrem com a perda de alguém querido.

          Se você achou a matéria interessante repasse para seus contatos

 

19 de Julho de 2009

ALCOOLISTAS , ESCRAVOS DE TODOS OS SÉCULOS

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Olivier Ameisen, um conceituado pesquisador contemporâneo na área da saúde, “alega que ele mesmo conseguiu abandonar o vício [de bebidas alcoólicas], usando uma droga hoje receitada para relaxar os músculos chamada baclofen.”(1) Todavia, muitos especialistas mantêm o ceticismo, advertindo para o perigo que está por trás das chamadas “curas milagrosas” para o problema do alcoolismo. Entre 1997 e 1999, Ameisen passou um total de nove meses confinado em clínicas para alcoólatras, mas nada funcionou. Em março de 2002, ele começou a testar a droga em si mesmo com doses diárias de cinco miligramas. Quase imediatamente, passou a sentir menos vontade de beber. Gradualmente, aumentou para a dosagem máxima de 270 mg e, então, se viu “curado”. Hoje, usa, de 30mg a 50 mg por dia. Contudo, sobre isso, Alain Rigaud, presidente da Associação Nacional para a Prevenção do Alcoolismo e da Dependência da França e Michel Reynaud, membro do hospital Paul-Brousse, em Paris, “temem que a badalação da mídia, a respeito do “remédio” de Ameisen, esteja ofuscando a complexa natureza do alcoolismo.”(2)
Uma droga alucinógena, popular na década de 60, pode ajudar cientistas a encontrar um tratamento para o alcoolismo. A hipótese é de um grupo de pesquisadores da Universidade da Califórnia. “De acordo com os cientistas, pesquisas feitas com ratos, utilizando ibogaína, mostraram que a substância foi capaz de bloquear o desejo de consumir álcool, por meio do estímulo a uma proteína cerebral.” (3) Estudos feitos, recentemente, sobre o uso do topiramato em voluntários alcoólatras, revelaram que essa droga, comumente usada no tratamento da epilepsia, melhora a saúde geral e reduz o desejo de beber – “embora seus efeitos colaterais preocupem o especialista britânico em psiquiatria do vício, Jonathan Chick, do Royal Edinburgh Hospital, afirmam que os resultados são positivos, especialmente os dados que mostram melhoria na saúde.” (4)
Como podemos entender o vício? Para mim, é toda dependência química ou psíquica geradora de solicitudes insustentáveis, capazes de levar o dependente a repetir, incessantemente, a ação que sacia, temporariamente, essa “aflição.” (5) Geralmente, decorre de uma ação repetitiva, que nem sempre proporciona prazer imediato, mas, que, ao longo do tempo, torna-se objeto de necessidade exarcebada, inconveniente e prejudicial ao indivíduo. Pode ser visto como uma forma equivocada de compensar, superficialmente, algo que deveria estar sendo preenchido interiormente, no íntimo da pessoa. Seja como for, as raízes dessas disfunções estão no passado, quer seja hereditariamente, quer seja espiritualmente, em decorrência de experiências infelizes, remanescentes de pregressas existências. Explica o Espírito Victor Hugo que "no estado de alcoolismo faz-se muito difícil a recomposição do paciente, dele exigindo um esforço muito grande para a recuperação da sanidade. A obsessão, através do alcoolismo, é mais generalizada do que parece. Num contexto social permissivo, o vício da ingestão de alcoólicos torna-se expressão de "status", atestando a decadência de um período histórico que passa lento e doído. "(6) Vale ressaltar que “ao reencarnarmos trazemos conosco os remanescentes de nossas faltas como raízes congênitas dos males que nós mesmos plantamos, a exemplo, da Sindrome de Down, da hidrocefalia, da paralisia, da cegueira, da epilepsia secundária, do idiotismo, do aleijão de nascença desde o berço.” (7) Como percebemos, a Doutrina Espírita adverte sobre essa influência espiritual, oculta, ou seja, o meio espiritual que respiramos pode contribuir para o surgimento de um determinado vício. “O viciado em álcool quase sempre tem a seu lado entidades inferiores que o induzem à bebida, nele exercendo grande domínio e dele usufruindo as mesmas sensações etílicas.” (8)
Para o dependente do álcool, a deterioração física, mental e social é evidente. Basta observar a figura ictérica, inchada, sem controle dos esfíncteres, perambulando pelas ruas, vítima de tremores, de delírios e alucinações, capaz de beber desodorante, álcool etílico, combustível, perfume e, até, urina [porque sabe que, através dela, parte do álcool ingerido será eliminada]. Surge a cirrose hepática, como o estágio final dos danos causados pelo álcool. Essa patologia é uma forma de dano permanente e irreversível do fígado. O acúmulo de líquido no abdômen - ascite (barriga d’água), desnutrição, confusão mental (encefalopatia) e sangramento intestinal, são alguns sinais de insuficiência hepática. Provoca lesões no coração, resultando em arritmias e outros problemas como trombos e derrames conseqüentes. "Freqüentemente, as pessoas se viciam no álcool como uma forma de mascarar seus problemas. Tratar os efeitos no cérebro não vai resolver esse outro aspecto. Também não deve resolver outros problemas de saúde, como os danos no fígado." (9) Desde 2003, os Cientistas já afirmavam ter descoberto um gene importante para a explicação dos inúmeros efeitos do álcool no cérebro, e esperavam poder produzir “um medicamento que desligasse alguns dos efeitos de prazer ligados à ingestão do álcool, e talvez tentar combater o alcoolismo com remédio.”(10) Não deu certo!
Para o psicanalista Luis Alberto Pinheiro de Freitas, autor de "Adolescência, família e drogas" (Editora Mauad), “a liberalidade de muitas famílias com o álcool é um dos maiores problemas para a prevenção:- Há o mito de que a maconha leva os jovens a outras drogas. Mas é o álcool que faz esse papel. E a própria família incentiva o consumo. Tenho pacientes, diz Alberto, que começaram a beber quando o pai, orgulhoso do filho que virava homem, os chamava para drinques.” (11) Outro especialista, Frederico Vasconcelos, atesta que o "álcool gera uma doença de longa evolução (dez anos em média) e o abuso entre jovens os leva a drogas maiores: - Uma delas é o ecstasy, encontrado em dois tipos de pastilha: a MAP (meta-anfetamina) e a MDMA (metil-dietil- MA), esta com propriedades alucinógenas e ambas vendidas nas boates da Zona Sul e da Barra da Tijuca. O adolescente se expõe hoje muito mais ao álcool. Está se formando uma geração de dependência de álcool. Além dos riscos à saúde, há os perigos de dirigir embriagado, da violência e de traumatismos decorrentes do abuso de álcool.” (12)
Sabemos que tudo se inicia no primeiro gole. Depois, vem a necessidade do segundo, do terceiro e o alcoolismo se instala em nossas vidas. A sede, o sabor, a oportunidade social, as comemorações, a obrigatoriedade em aceitar um drinque oferecido por um “amigo” são as muitas desculpas, nas quais nos apoiamos para ingerir as doses que, mais tarde, serão letais. Precisamos estar atentos para não cometer exageros, abusos, e não resvalar por esse “hábito social”, que pode terminar por nos condicionar a ele e nos transformar num trapo de gente, num farrapo humano. Ressalte-se que os limites entre o uso "social" e a dependência nem sempre são claros.
O que se vê nos hospitais, durante a autópsia do cadáver de um alcoólatra crônico, é algo horripilante. O panorama interno do cadáver pode ser comparado ao de uma cidade completamente destruída por um bombardeio atômico. Mudam-se os tipos de bebidas: das mais populares, ao alcance do trabalhador braçal, às mais sofisticadas, para os homens de "status". No entanto, o costume é o mesmo, os prejuízos, iguais. Em verdade o alcoolismo possui um forte estigma social. O número de casos ligados ao abuso de álcool, atendidos nos hospitais na Inglaterra, mais que dobrou nos últimos anos. “Em 2007, houve 207.800 admissões hospitalares vítimas do álcool, comparadas com 93.500 em 1996, segundo um relatório divulgado, recentemente, pelo “Centro de Informação do NHS (National Health Service), o serviço público da saúde do país.” (13) Desse total, 57.142 casos tiveram, como causa direta, o abuso de álcool, como embriaguez profunda, dependência, cirrose e intoxicação aguda. “O estudo revelou, ainda, que 9% desses casos envolveram jovens com menos de 18 anos e 30% dos adolescentes de 15 anos consideram aceitável ficar bêbado pelo menos uma vez por semana.” (14)
Apesar dos danos que o Álcool provoca na estrutura fisiopsicossomática, existem aqueles especialistas que alegam que “o corpo físico necessita de pequenas quantidades dele”. Ledo engano! Isso é, veementemente, contestado pelos Drs. Edgar Berger e Oldmar Beskow, no livro intitulado: ESCRAVOS DO SÉCULO XX. Como vimos acima, o alcoolista não é somente um destruidor de si mesmo, é, também, um veículo das trevas, ponte viva para as investidas arrasadoras do mal. Joanna de Ângelis nos ensina que “a pretexto de comemorações, festas e decisões, não nos comprometamos com o hábito da bebida. O oceano é constituído de gotículas, e as praias, de inumeráveis grãos. Libertemo-nos do chavão "HOJE SÓ", e quando impelidos a comprometimentos nocivos, não encampemos o célebre desculpismo "SÓ UM POUQUINHO", porquanto uma picada que injeta veneno letal, não obstante em pequena dose, produz morte imediata." (15) (destaque meu)
No meu site, publiquei um artigo que escrevi, em 2005, que, ante o desculpismo, que procura arrazoar o hábito de beber, eis uma lenda que, um dia, li em um calendário, com frases e pensamentos orientais:
“Um homem chega ao líder de sua religião, que proíbe a bebida e indaga:
- Grande mestre, as uvas são proibidas?
- Não.
- E o suco de uva é contra a nossa religião?
- Absolutamente.
- E se as uvas fermentarem na água, seremos culpados?
- De jeito nenhum.
- Pois ao fermentar, elas produzem o vinho. Por que é pecado então bebê-lo?
- Bem, respondeu o Grande mestre, - se eu lhe atirar um punhado de terra à cabeça, não lhe farei mal algum.
- Claro!
- Se lhe jogar água misturada com terra, também não o ferirei.
- Certo!
- Mas, se eu pegar nesse punhado de terra misturado com água e o meter no forno para cozimento, transformando-o num tijolo e o atirar na sua cabeça, o que será que pode acontecer?”(16)
Vale refletir!

 


Jorge Hessen
http://jorgehessen.net/
jorgehessen@gmail.com
Fontes:
(1) Disponível em
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/12/081206_cura_alcoolismorg.shtml
(2) idem
(3) Disponível em
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2005/01/050119_alcoolismobg.shtml
(4) Cf. revistas científicas Archives of Internal Medicine e Proceedings of the National Academy of Sciences disponível em
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/06/080610_alcoolismo_tratamentos_mv.shtml
(5) Do ponto de vista médico, o alcoolismo é uma doença crônica, com aspectos comportamentais e socioeconômicos, caracterizada pelo consumo compulsivo de álcool, na qual o usuário se torna progressivamente tolerante à intoxicação produzida pela droga e desenvolve sinais e sintomas de abstinência, quando a mesma é retirada.
(6) Franco, Divaldo Pereira. Calvário de Libertação - ditado pelo Espírito Victor Hugo , Salvador: 1a. Ed. ALVORADA, 1979
(7) Xavier, Francisco Cândido. Nos domínios da mediunidade, ditado pelo Espírito André Luiz, RJ: Ed FEB, 2000, p.139-140
(8) Peres, Ney Prieto Manual prático do espírita, SP: Ed. Pensamento, 1984, p.55).
(9) Disponível em
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2004/03/040312_alcoolas.shtml
(10) A pesquisa foi publicada na revista científica Cell , Cf.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2003/12/031212_alcoholfn.shtml
(11) Alberto , Luis Pinheiro de Freitas.Adolescência, família e drogas, RJ: Editora Mauad, 2002, In Revista "Época" de 29 de julho de 2002, (Marcia Cezimbra, jornal O Globo)
(12) Disponível no site
http://www.alcoolismo.com.br/, acesso em 18-07-09
(13)
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/05/080523_bebidajovens_mp.shtml
(14) idem
Franco, Divaldo Pereira. Estudos Espíritas, ditado pelo Espírito Joanna de Angelis 1a. Ed. Ed FEB, RJ: 1983
Hessen, Jorge. Artigo OS CÉLEBRES DESCULPISMOS DO "SÓ UM POUQUINHO!" "HOJE SÓ!", publicado no site
http://jorgehessen.net/ em 14-05-05

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14 de Julho de 2009

RESGATES COLETIVOS ANTE A LEI DE CAUSA E EFEITO

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A jovem Baya Bakari, de 14 anos, foi a única sobrevivente do Airbus A310, da empresa Yemenia Air, que caiu no Oceano Índico, pouco antes do pouso nas Ilhas Comores, com 153 pessoas a bordo. Temos notícia de outros acidentes aéreos que tiveram, também, um único sobrevivente, a exemplo de Vesna Vulovic, aeromoça sérvia, que, no momento em que a aeronave sobrevoava a ex-Tchecoslováquia, resistiu à explosão, supostamente, causada por atentado terrorista, em janeiro de 1972. (1) Dias antes, na véspera do Natal de 1971, um avião de passageiros, também, explodiu, depois de ser atingido por um raio, ao sobrevoar a Amazônia peruana. Todos morreram, à exceção da jovem Juliane Koepcke, de 17 anos, que caiu de uma altitude de 3 mil metros, aproximadamente, ainda presa ao seu cinto de segurança. (2) História semelhante é a de George Lamson Jr, que tinha 17 anos, quando sobreviveu à queda do Lockheed L-188, Electra da Galaxy Airlines, matando outras 70 pessoas a bordo, em janeiro de 1985. Os episódios de sobreviventes nessas circunstâncias incluem o de uma criança, de quatro anos, que escapou da queda do voo 255, da Northwest Airlines, em agosto de 1987, em que mais de 150 pessoas morreram no acidente, segundo os organizadores de um memorial pelas vítimas da catástrofe. Em 1995, uma menina, de nove anos, foi a única sobrevivente da explosão, em pleno ar, de um avião, na Colômbia. Em 1997, um menino tailandês escapou de um acidente, que matou 65 pessoas, durante um voo da Vietnam Airlines. Em 2003, uma criança, de três anos, foi a única sobrevivente de um acidente aéreo, no Sudão, que matou 116 pessoas. Lamentemos, sem desespero, quantos se fizerem vítimas de desastres que nos confrangem a alma, pois nada acontece sem que Deus consinta.
Esses fatos nos remetem a refletir sobre as idéias dos cientistas materialistas que creem que a sobrevivência “não é uma questão de destino”, pois mais de 90% dos acidentes aéreos têm sobreviventes, hoje em dia, graças aos “avanços tecnológicos” (!!!...). Mas, a justificativa de “avanços tecnológicos” não explica as causas de uns morrerem e outros sobreviverem na mesma cena trágica.
Como se processa a convocação de encarnados para uma desencarnação coletiva? Qual a explicação espiritual para o fato de pessoas saírem ilesas das catástrofes, algumas, até mesmo, desistindo da viagem ou, então, perdendo o embarque, em transportes a serem acidentados? As respostas são baseadas nas premissas de que o acaso não pode reger fenômenos inteligentes e na certeza da infalibilidade da Lei Divina, agindo por conta de espíritos prepostos, sob a subordinação das entidades superiores. “A cada um será dado segundo as suas obras”. Ensinam os espíritos, mediante comparação simples, mas de forma altamente significativa, que justiça sem amor é como terra sem água. O pensamento da espiritualidade superior sobre o tema significa que a justiça é perfeita, porque Deus a fez assistida pelo amor, para que os endividados não sejam aniquilados.
A Doutrina dos Espíritos, embasada em O Livro dos Espíritos, não respalda a idéia de fatalidade, tratando especificamente do assunto, merecendo, por isso, leitura e reflexão. (3) Então, qual a finalidade desses acidentes que causam a morte conjunta de várias pessoas? Como a Justiça Divina pode ser percebida nessas situações? Por que algumas pessoas escapam, como vimos acima? Lembrando que fatalidade, destino e azar são palavras sempre citadas em situações como essas, vejamos como os Espíritos nos esclarecem: “Fatalidade”, “Destino” e “Azar” são palavras que não combinam com a Doutrina Espírita, da mesma forma a palavra “sorte”, usada para aqueles que escapam desse tipo de situação. Que conceitos estão por trás dessas palavras? O Livro dos Espíritos explica, dentre outras informações a respeito, que “a fatalidade só existe no tocante à escolha feita pelo Espírito, ao encarnar, de sofrer esta ou aquela prova; feita a escolha, ele traça, para si mesmo, uma espécie de destino, que é a própria conseqüência da posição em que se encontra. Em verdade, “fatal”, no verdadeiro sentido da palavra, só o instante da morte. Chegado esse momento, de uma forma ou de outra, a ele não podemos fugir”. (4) Em chegando a hora de retornar ao Plano Espiritual, nada nos livrará e, inconscientemente, guardamos em nós o gênero de morte que nos aguarda, pois isso nos foi revelado quando fizemos a escolha desta ou daquela existência. Não nos esqueçamos de que somente os acontecimentos importantes, e capazes de influir nossa evolução moral, são previstos por Deus, porque são úteis à nossa purificação e à nossa instrução.
Nas mortes coletivas, como os casos tão dramáticos ocorridos nos recentes desastres aéreos, somente encontraremos uma justificativa lógica para os respectivos acontecimentos, se analisarmos, atentamente, as explicações que só a Doutrina Espírita nos fornece, para confirmar que, até mesmo nesses DESASTRES, a Lei de Justiça se faz presente, pois, como nos afirma o Codificador, não há efeito sem que haja uma causa que o justifique.
Todos os nossos irmãos que pereceram, em desastres aéreos, carregavam, na alma, motivos para se ajustarem com a Lei Maior, a fim de quitar seus débitos com a Justiça Divina, que não falha jamais, encontrando, aí, a oportunidade sublime do resgate libertador. “Salvo exceção, pode-se admitir, como regra geral, que todos aqueles que têm um compromisso em comum, reunidos numa existência, já viveram juntos para trabalharem pelo mesmo resultado, e se acharão reunidos ainda no futuro, até que tenham alcançado o objetivo, quer dizer, expiado o passado, ou cumprido a missão aceita”. (5)
Vamos encontrar em o livro Chico Xavier Pede Licença, no capítulo 19, intitulado “Desencarnações Coletivas”, as sábias explicações para o fenômeno das mortes coletivas, quando o benfeitor Emmanuel responde pergunta endereçada a ele, por algumas dezenas de pessoas, em reunião pública, realizada na noite de 22/08/1972, em Uberaba, MG, e que aqui transcrevemos: “Sendo Deus a Bondade Infinita, por que permite a morte aflitiva de tantas pessoas enclausuradas e indefesas, como nos casos de incêndios (e de quedas de aeronaves)? Responde Emmanuel -” Realmente, reconhecemos em Deus o Perfeito Amor, aliado à Justiça Perfeita. “E o Homem, filho de Deus, crescendo em amor, traz consigo a Justiça imanente, convertendo-se, em razão disso, em qualquer situação, no mais severo julgador de si próprio”. (6)
Como se processa a provação coletiva [resgate]? O mentor do Chico esclarece: “Na provação coletiva, verifica-se a convocação dos Espíritos encarnados, participantes do mesmo débito, com referência ao passado delituoso e obscuro. O mecanismo da justiça, na lei das compensações, funciona, então, espontaneamente, através dos prepostos do Cristo, que convocam os comparsas da dívida do pretérito para os resgates em comum, razão porque, muitas vezes, intitulais “doloroso caso” às circunstâncias que reúnem as criaturas mais díspares no mesmo acidente, que lhes ocasiona a morte do corpo físico ou as mais variadas mutilações, no quadro dos seus compromissos individuais”. (7) Diante de tantos lúcidos esclarecimentos, não mais podemos ter quaisquer dúvidas de que a Justiça Divina exerce sua ação, exatamente, com todos aqueles que, em algum momento, contrariaram a harmonia da Lei de Amor e Caridade e, por isso mesmo, cedo ou tarde, defrontar-se-ão, inexoravelmente, com a Lei de Causa e Efeito, ou, se preferirem, com a máxima proferida pela sabedoria popular: “A semeadura é livre, mas, a colheita é obrigatória”.
É importante destacar que, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, o mestre lionês assinala: "Não se deve crer, entretanto, que todo sofrimento, porque se passa neste mundo, seja, necessariamente, o indício de uma determinada falta: trata-se, freqüentemente, de simples provas escolhidas pelo Espírito para sua purificação, para acelerar o seu adiantamento”. (8). Diante do exposto, afirmamos que a função da dor é ampliar horizontes, para, realmente, vislumbrarmos os concretos caminhos amorosos do equilíbrio. Por isso, diante dos compromissos “cármicos”, em expiações coletivas ou individuais, lembremo-nos sempre de que a finalidade da Lei de Deus é a perfeição do Espírito, e que estamos, a cada dia, caminhando nessa direção, onde o nosso esforço pessoal e a busca da paz estarão agindo a nosso favor, minimizando, ao máximo, o peso dos débitos do ontem.

Jorge Hessen
http://jorgehessen.net
jorgehessen@gmail.com



Fontes:
(1) Vesna, que recebeu um prêmio da organização Guinness World Records pela "mais alta queda do espaço sem paraquedas", despencou de mais de 10 mil metros de altitude junto com uma parte da fuselagem do avião, para cair nos montes nevados da hoje República Checa.
(2) Acredita-se que os fortes ventos que sopravam de baixo para cima suavizaram a queda, fazendo o assento descer em espiral e não em queda livre. A adolescente alemã passou 11 dias vagando na selva, sem comida, em busca de civilização.
(3) Kardec, Allan. O Livros dos Espiritos, RJ: ed Feb, 1999, questões 851 a 867, do Livro III, capítulo X
(4) idem
(5) Kardec, Allan. Obras Póstumas, RJ: Ed Feb, 1993, Segunda Parte, pág. 215, no Capítulo: Questões e problemas
(6) Xavier F Candido / Pires j. Herculano. Chico Xavier pede Licença, no capítulo 19, “Desencarnações Coletivas”, SP: Ed GEEM, 1972
(7) Xavier, Francisco Cândido. O Consolador, Ditado pelo Espírito Emmanuel, RJ: Ed Feb 1972, perg. 250
(8) Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Rio de Janeiro: Ed FEB, 2001, item 9, cap. V

 

PURIFICAÇÃO
Uma mensagem de Kate Spreckley
Terça, 12 de maio de 2009

Como canais de criatividade, nossos feitos diários expressam nossa realidade e demonstram nossa verdade.. Nós todos temos dentro do nosso ser um portal de energia que está conectado à grade energética mantida dentro do nosso planeta. Desta forma nós estamos intimamente ligados à nossa bela Mãe Terra e cada vez que tocamos o corpo desta Mãe, nossos corpos são presenteados com vida e completude. É nossa responsabilidade e nosso dever nos limpar e purificar para que possamos canalizar amor puro e divino, luz e verdade para nosso mundo, nos libertando dos nossos bloqueios energéticos e emocionais e assim permitir a verdadeira expressão do amor.

A unidade Espiritual e física que dividimos com nossa Terra explica a profundidade da dor que carregamos dentro dos nossos corações cada vez que Ela é machucada. O tempo para curar as feridas chegou e neste momento nós devemos transpor o abismo que nos divide, permitindo-nos como portais individuais de energia presentear este mundo com mudança e transformação, permitindo a cada um e a todos os seres vivos evoluir.

É durante este tempo de grande mudança e transformação que um potencial tremendo está sendo revelado e estamos sendo solicitados a entrar nesta nova fase com nossas bases profundamente enraizadas na nossa fé, verdade e conexão com nosso Criador, o Grande Espírito. Agora é o tempo para nós aceitarmos a promessa da esperança, unidade e abundância que estão mantidos dentro dos nossos corações. Nós somos a ponte unindo Céu e Terra.

Este tempo de mudança e transformação é motivado pelo amor do Grande Espírito por todos os seres e anseio para que todos sejam livres das idéias e crenças enganosas que causam sofrimento. Nós estamos acolhidos dentro do útero do Grande Mistério e enquanto damos nossos últimos passos para a liberdade, comprometemos nossas vidas a mudar, abrimo-nos para a beleza infinita que está dentro da nossa Alma e despertamos nosso Poder. Portais são revelados se estendendo além do tempo e espaço, expandindo nossos horizontes e encorajando o desenvolvimento da empatia e compaixão.

Vórtices de energia estão remexendo dentro do centro da nossa Terra criando portais nos quais energias velhas, estagnadas e danosas podem ser purificadas e limpas. Os sistemas de energia do nosso mundo serão limpos de quaisquer escombros que possam estar causando bloqueios ou desequilíbrios e é de importância vital que fortaleçamos nossa conexão com nossos caminhos Espirituais.

Durante este tempo de purificação nós seremos limpos dos velhos padrões que não nos servem mais criando espaço nas nossas vidas para maiores dons Espirituais serem concedidos. Nossa verdade interior e desejo por liberdade, maior conhecimento e sabedoria estão nos dando orientação Divina e energias superiores essenciais que precisam ser integradas aos nossos sistemas de energia. Nós estamos sendo ajudados a rejeitar o auto abuso em todas as suas formas o que por sua vez irá ativar nosso Poder superior e nos ajudar a reconhecer que a cada dia nós temos uma escolha se vamos incorporar os princípios do nosso Espírito ou escolher viver fora dos limites do equilíbrio e auto-respeito.

Nosso poder mantém nossa força e nossa coragem e quando ele é ativado dentro dos nossos corações ele se torna o poder mais potente de toda a Criação – Amor. Todas as ações e criações devem se originar da fonte de todo amor e enquanto permitimos o centro do nosso mais profundo eu ser penetrado pela essência do amor nós podemos começar nossa dança de respeito e gratidão.

Quando estamos em conflito há algo dentro de nós mesmos que não foi curado ou integrado no todo que nós somos. Quando experenciamos a freqüência do perdão somos capazes de liberar nosso conflito e abraçar a totalidade do eu e de todos os seres. Ao nos libertar e a outros dos papéis de abuso nos liberamos e aos outros de perpetuar os padrões energéticos que causam dor.

Foi-nos concedido o maior de todos os dons – o dom do autoconhecimento. Nossa vida na Terra é uma oportunidade para nós explorarmos e aprendermos sobre nós mesmos. Enquanto nossos olhos internos abrem, nos permitindo perceber nosso mundo interno, nos é concedida a oportunidade de criar uma realidade que é consciente. Este período de crescimento e entendimento aumentados irá nos revelar os aspectos de nós mesmos que anteriormente eram desconhecidos

Nosso campo de energia está se tornando mais receptivo às influências Espirituais. Está nos sendo permitido perceber o invisível mais completamente para integrar dentro da nossa consciência o amor maior do Criador, iniciando dentro de nós uma ressonância e lembrança da Fonte.

Se seguirmos o caminho ditado para nós pelos nossos corações, seremos capazes de demonstrar nossa verdade com sabedoria e compaixão, sendo possível para nós nos perdoar pelos nossos feitos de destruição e fazer o que for necessário para reverter.

A luz da paz está despertando internamente e enquanto começamos a colher nosso Poder para boas finalidades nós iremos descobrir respeito pelo mundo natural e usaremos nossa intuição e conhecimento para descobrir soluções sustentáveis.

Todos fomos chamados para a Terra nesta época crucial na nossa evolução humana para estar a serviço da humanidade. Nossa missão é desfazer o padrão habitual da consciência coletiva humana, enquanto dedicamos nossas vidas na construção de uma nova maneira de ser.

Nossa força da Alma está sendo re-formatada, nos reconectando às nossas verdadeiras origens e revelando dentro de cada um de nós as qualidades Estelares únicas que nós trouxemos a este mundo. Para aqueles que ainda não se lembraram das suas verdadeiras identidades ou razões para estar aqui, este processo de fato irá levá-los mais perto do entendimento.

Todo potencial está mantido dentro desta época e enquanto viajamos para dentro do centro intuitivo de nós mesmos nós começamos a falar com autoridade e poder, a caminhar em humildade e serviço, dividindo nossos dons com este mundo. O velho será destruído para sempre fazendo nascer o novo, nossas emoções estão sendo purificadas, nossos corpos estão sendo expurgados de venenos do nosso passado e nossa Alma está sendo limpa. Está nos sendo oferecido um relance dos mistérios profundos da vida, morte e renascimento. Ao abraçar nossa existência terrena nós podemos restabelecer nossa esperança, desencadear nossas virtudes especiais, direcionar, construir, tecer e sustentar todas as forças naturais da vida.

Nossos caminhos serão revelados a nós enquanto dormimos, em meditação ou durante momentos despertos nas nossas vidas. A todos nós está sendo oferecido os dons do amor e esperança imensos durante este tempo de transformação. Vejam a vocês mesmos como o Criador os vê – uma encarnação da Divindade. Re-imaginem e recriem uma nova vida. Troquem a velha pele e comecem um novo ciclo, aprendam a respeitar suas vidas, a nutrirem-se e amarem-se, desta forma honrado o Criador que dá amor e vida abundante a todos nós.


Kate Spreckley Copyright © 2007 - http://www.spiritpa thways.co. za 

Fonte: http://www.spiritpa thways.co. za/may09. html

Traduzido por: Liliana Bauermann – lilianab@sinos. net

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ESCOLHENDO SAIR DO SOFRIMENTO

por El Morya Luz da Consciência - nucleo.elmorya@ terra.com. br

"O desapego divino se manifesta quando o eu inferior se afasta do drama que ele mesmo criou e permite que o eu superior observe e comente esse drama com clareza e sem emoções; honestamente, sem hesitação, de modo completo e irrestrito. Você vai saber quando esse processo está funcionando para você, porque não haverá mais nenhuma negatividade, julgamentos, raiva, vergonha, culpa, medo, recriminação, nem sensação de ter sido enganado. Haverá somente uma afirmação simples acerca das coisas reais. E essa afirmação pode construir uma grande iluminação!"
Neale Donald Walsh, no livro Conversando com Deus

De cada evento de minha vida, dentro de meus relacionamentos, tenho procurado entender a lição contida. E a maior delas, talvez a mais difícil, é sempre a aceitação. Aceitar o outro como ele é. Enxergar e saber separar dentro dos fatos, o que é real e o que é imaginação, ou seja, o fato em si, o que é realidade e o que pode ser reflexo do que já vivi nesta vida, ou mesmo em outras etapas reencarnatórias.

Muitas vezes ficamos parados em uma circunstância dramática que estamos vivendo, esquecendo de olhar para os outros aspectos positivos. Aquilo que nos tira a paz de espírito é sempre culpa de algo ou alguém, menos nossa. Não fomos treinados para olhar o fato e encarar o aprendizado por trás dele, e ver o que é tão óbvio: se está acontecendo comigo... sou eu que tenho que aprender alguma coisa. Negamos e ficamos na dor. Isso nos limita gerando uma enorme dor emocional. Iludimo-nos e tornamos nossa visão ainda mais estreita. Um exemplo muito comum disso é julgar uma pessoa que possui inúmeras qualidades e atitudes positivas, apenas por uma que achamos inadequada. Muitas vezes é alguém com um enorme currículo positivo, mas que será lembrado somente por algo de errado (aos nossos olhos) que cometeu.

A negação da nossa responsabilidade destrói a realidade positiva e quando escolhemos ficar nela, acreditamos que aquilo que estamos sentindo, vendo ou pensando é a verdade. Percebemos apenas aquilo que queremos ver ou acreditar e ficamos na posição de vítimas, mas nunca na de algozes. É muito mais confortável, não resta dúvida, porém, menos construtivo!

Olhar a vida através de lente imaginária nos apresenta uma realidade distorcida, aquela que não aceita a responsabilidade, os fatos e pessoas como realmente são, e ficamos perturbados. Se realmente praticarmos a fé que dizemos ter, alcançaremos um entendimento misericordioso, aquele que sabe que tudo acontece exatamente como deve acontecer. Colocamos nossa fé acima de qualquer obstáculo, aceitamos a vida e aproveitamos o aprendizado . Nada pode nos trazer mais paz e serenidade que essa atitude positiva. Qualquer outra será sempre a de tentar manipular e controlar a própria criação divina.

Aceitar é reconhecer a realidade e sair da ilusão autocriada.

“Entrega-te ao Caminho Interno sem racionalizar. Procura sentir as energias e entender com o coração os “sinais” que tua alma envia".
Mestre El Morya, do livro Mensagens dos Mestres.
 

Texto revisado por Cris


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O TEMPLO DA TRANSMUTAÇÃO E SABEDORIA
sobre o Monte Fuji, no Japão

Hierarca: Mestre KAMAKURA
Cor da Chama: violeta e ouro
Atributos: Transmutação e Sabedoria

Música:

 

- Aurora, de Grieg

Transmissão da Chama: 16 de maio de 2009

* * *

O FOCO ARDENTE DO MESTRE KAMAKURA
Sobre o Monte Fujiyama, no Japão

    Sobre o Fujiyama, o Monte Sagrado do Japão, está ancorada a Chama da Transmutação e Sabedoria. Esse Foco Ardente, guardado pelo grande Mestre KAMAKURA, há muitas eras se constitui em uma fonte de Sabedoria, que dissemina sua essência benéfica sobre a humanidade. A esse Foco de Luz, o Mestre SAINT GERMAIN acrescentou sua irradiação, pois são necessárias torrentes de Luz adicionais da Chama Violeta da Transmutação para dissolver as cargas da humanidade, aumentadas pelo carma refluente.
    O aluno ao aproximar-se desse Centro de Luz, conscientiza- se cada vez mais da aceleração da vibração. Já ao longe é visível a irradiação, semelhante a um Sol, porém envolta em uma leve neblina, para que a forte vibração se torne suportável.
    Da mesma maneira, como o Monte Fujiyama é procurado pelos peregrinos, que vagarosamente sobem a trilha para aspirar o ar mais puro e fresco das regiões montanhosas mais elevadas, o aluno que visita o foco Ardente sublimado, sobe rumo ao verdadeiro Templo em sua escalada espiritual, através de jardins verdejantes. O Templo possui sete andares e de acordo com o seu grau evolutivo, o aluno sente-se atraído ao patamar que lhe corresponde. Quanto mais ele subir, mais coviajores ficam para trás, até que somente alguns poucos chegam ao andar superior. Os espaços são de dimensões gigantescas e podem acolher alunos de todas as partes do Mundo. Eles não são comparáveis de nenhuma maneira com edificações terrenas pois nas Regiões da Luz, espaço e tempo não são contabilizados. O principal é a vibração e o aluno se adapta a ela para enriquecer sua vida e seu mundo e ajudara Irradiação desse Templo a expandir-se.

* * *
De palestras do Mestre KAMAKURA

    Na torrente de Amor de sua Presença Divina, vocês sempre estão abrigados. Ela contém tudo de que necessitam para seu caminho de vida, A dificuldade dos seres humanos consiste somente em aceitar essas dádivas e absorver a elevada vibração proveniente dos Reinos divinos.
    Vocês, Alunos da Luz, que se esforçam para elevar sua própria vibração, se aproximam dessa torrente divina, e existem momentos em sua vida, nos quais a absorvem inteiramente. Expandir esses momentos, até que sua vida esteja abrigada neles constantemente, seja o esforço de cada aluno. Sabemos que a vida cotidiana ainda é muito forte, desvia sua atenção, e os faz esquecer que se encontram nessa torrente de Luz, e nada, que não corresponda a essa elevada vibração, pode penetrar em vocês, se não o permitirem.
    Nosso esforço nessas semanas de ensinamentos no Foco de Luz do Fujiyama se concentrará nessa tarefa. A Harmonia e o Equilíbrio de seus corpos inferiores são importantes para sua evolução.
    O Puro Amor determina a atividade aqui em nosso Templo e também o puro Amor que faz com que afastemos sempre as sombras em vocês e ao seu redor e nos dá ensejo de fazermos muita coisa por vocês, uma vez que estejam preparados para isso. Deixem-nos entrar em seu mundo! Nós gostaríamos de ajudar-lhes a expressar as Forças Divinas em seu interior, para que possam tornar-se cada vez melhores e mais fortes colaboradores da Hierarquia Espiritual, Seus Amigos na Luz esperam que cada aluno possa assumir tarefas maiores do que até agora. Porém, para isso, é necessário estarem ancorados firmemente na Luz, como focos ardentes harmoniosos para as Forças Divinas, com as quais gostaríamos de agir por i meio de vocês.
    Aceitem isso como tarefa para as próximas semanas e deixem-se envolver no Amor de meu coração, já que sou sempre um auxiliar em seu caminho.

* * *

    Em toda parte da Terra, reluz como fachos a Luz proveniente dos Focos ardentes. São ilhas luminosas na turva atmosfera terrestre, visíveis para todos aqueles que, como vocês, procuram auxiliares no plano terreno. Esses Pontos de Luz estão aumentando, a qualquer hora surge mais um - uma imagem de esperança para o futuro..
    Os acontecimentos na Terra são preocupantes para a maioria das pessoas, mas não deveriam sê-lo para um Aluno da Luz, que tem em mira o lado espiritual de todas as coisas externas. Essas são as reações cármicas, que se tornam visíveis e aparecem em maior quantidade porque o grande número de correntes de vida, que se encarnam na Terra, trazem consigo todos os males de tempos passados que agora atuam em sua vida. Isso não se restringe à pessoa, mas atinge tudo que de alguma maneira se relaciona com tal corrente de vida, formando essa situação caótica. Porém isso não deveria atingir a harmonia dos alunos da Luz - existem tantos aspectos do Bem na Terra! O número de correntes de vida, que entram nessa existência com o desejo de Paz e União, também está aumentando, e a Luz predominará, eliminando qualquer escuridão.
    Vocês amigos, que novamente voltam aos ensinamentos em nosso Templo, trataram de aumentar a Luz em seu interior. Quanto mais ela brilhar, tanto mais auxílios e ensinamentos poderemos proporcionar- lhes e, portanto, esperamos um trabalho fecundo com os alunos. Todo o conhecimento já adquirido nos Reinos internos está impregnado em vocês e, de acordo com o crescimento de sua Luz interna, ele refluirá e estará pronto para ser utilizado. É um lento processo evolutivo, ao qual se decidiram, e algum dia o conhecimento virá à tona. Que esse momento chegue depressa. Então se tornarão nossos auxiliares em qualquer lugar e poderão servir às pessoas com esse conhecimento em Amor e Sabedoria.
    Nós nos esforçaremos para aliviar um pouco o véu que ainda existe sobre esse conhecimento para alguns dos alunos. Empenhem-se também vocês, aparecendo aqui com os corpos purificados.. Essa é a condição para que surja o conhecimento depositado em vocês há eras.
    Encarem com carinho esse aspecto de seus ensinamentos e sejam bem-vindos como nossos amigos, aos quais nos dedicamos com cuidado e Amor.

Eu sou seu irmão na Luz
KAMAKURA

 

 

 

 

08.06.2009

A UTILIZAÇÃO DE CÉLULAS-TRONCO (ADULTAS OU EMBRIONÁRIAS) E O TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS SÃO VALIOSAS OPORTUNIDADES PARA O EXERCÍCIO DO AMOR.
(04.06.09)


Recentemente, foi realizado um transplante de órgão (traquéia) que é um marco histórico para a Ciência. A façanha foi realizada por cirurgiões britânicos, espanhóis e italianos, que lograram êxito no primeiro transplante de um órgão criado e desenvolvido em laboratório. Conforme Lygia Pereira, geneticista da Universidade de São Paulo, uma das maiores especialistas do país em pesquisas com células-tronco (1), essa é a primeira vez que se consegue construir uma estrutura de corpo humano (traquéia) em laboratório, preenchida com células-tronco tiradas da medula da própria paciente. O grande feito desse fato não foi, apenas, a reprodução das células-tronco em volta da traquéia, mas, a reprodução de células-tronco da paciente para se evitar a rejeição.

A rejeição é um problema, claramente, compreensível, pois o corpo espiritual do receptor continuará intacto, exercendo pleno governo mental sobre o mais recente órgão correspondente. O órgão transplantado, fora do governo mental que o dirigia (nos casos de retirada de órgãos de doadores), permanece com vitalidade, desde que, cuidadosamente, imunizado. Para tanto, o perispírito do paciente transplantado provoca os elementos de defesa do seu corpo físico, cujos recursos imunológicos, em futuro próximo, naturalmente, vão suster ou coibir de forma mais eficaz. Especialistas, a partir 1967, desenvolveram várias drogas imunossupressoras (ciclosporina, azatiaprina e corticóides), para reduzir a possibilidade de rejeição, passando, então, os receptores de órgãos a ter maior sobrevida.

Apesar da construção em laboratório da traquéia acima citada, os transplantes ainda são realizados com órgãos retirados dos doadores. Razão pela qual , quando a célula é retirada da sua estrutura formadora, no corpo humano, indo, laboratorialmente, para outro ambiente energético, ela perde o comando mental que a orientava e passa, dessa forma, a individualizar-se; ao ser implantada (a célula) em outro organismo - nos transplantes, por exemplo - tenderá a adaptar-se ao novo comando [espiritual] que a revitalizará e, a seguir, coordenará sua trajetória. Transferido o órgão para outro corpo, automaticamente, o perispírito do encarnado passa a influenciá-lo, moldando-o às suas necessidades, o que exigirá, do paciente beneficiado, a urgente transformação moral para melhor, a fim de que o seu mapa de provações seja, também, modificado pela sua renovação interior, gerando novas causas desencadeadoras para a felicidade que busca e, talvez, ainda que não mereça. (2)

É fantástico o que vem sendo realizado com células-tronco para regenerar os tecidos. No caso do coração infartado, introjeta-se a célula-tronco no coração e essa célula regenera o órgão. Sem dúvida, o grande feito foi a construção de um órgão inteiro em laboratório. É uma conquista muito mais complexa. Começou-se com um órgão simples, no caso, a traquéia, que é um conduto situado na frente do esôfago. Quem sabe, um dia, consiga-se fazer um coração (3), um fígado, um rim. (?) Outra conquista científica têm sido as pesquisas com células-tronco embrionárias. Sendo estudadas desde o século XIX, só há 20 anos pesquisadores conseguiram imortalizá-las, ou seja, cultivá-las, indefinidamente, em laboratório. Para isso, utilizaram células retiradas da massa celular interna de blastocistos (um dos estágios iniciais dos embriões de mamíferos) de camundongos. Essas células são conhecidas pela sigla ES, do inglês embryonic stem cells (células-tronco embrionárias), e são denominadas pluripotentes, pois podem proliferar, indefinidamente, in vitro, sem se diferenciar, ou, também, diferenciam-se, uma vez modificadas as condições de cultivo. Por causa de suas capacidades, as células-tronco têm sido objeto de intensas pesquisas, atualmente, "pois poderiam, no futuro, funcionar como células substitutas em tecidos lesionados ou doentes, como nos casos de Alzheimer, Parkinson e doenças neuromusculares em geral, ou, ainda, no lugar de células que o organismo deixa de produzir por alguma deficiência, como no caso de diabetes. Entretanto, cabe dizer que a aplicação imediata ainda está longe." (4)

O tema (utilização de células-tronco-embrionárias) é complexo e muitas outras observações podem ser feitas. O assunto deve e pode ser debatido de forma inteligente, e livre do ranço religiosista tacanho e preconceituoso, levando-nos a conclusões futuras mais satisfatórias. Não adianta posicionamento radical, até porque, a proposta científica, aqui no Brasil, é a da utilização, em pesquisa, dos embriões excedentes nas clínicas de reprodução assistida. O geneticista Oliver Smithies, de 82 anos, prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia em 2007, tem alertado que o nosso País deve acelerar o processo de pesquisas com células-tronco, que já começou (graças a Deus!) com a anuência da Lei de Biossegurança pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Cabe, aqui, explicar que há diferença entre células-tronco embrionárias e células-tronco adultas no tratamento de um paciente. As células adultas têm uma capacidade limitada de se transformarem em tecidos, em que pese a façanha acima da traquéia construída; já as células embrionárias podem dar origem a todos os tecidos do corpo humano. Será que, hoje, aqueles que se opõem às pesquisas científicas, em questão, poderão garantir, com a máxima segurança, que, no futuro, não se beneficiarão dessa inovadora proposta de terapia humana? Diante destas questões tão polêmicas, é preciso que a sociedade como um todo se manifeste através de seus legisladores, e defina o que é socialmente aceitável no uso de células-tronco embrionárias humanas para fins médicos.

Inaceitável é impedir o progresso científico, baseado na premissa de que o uso do conhecimento pode infringir conceitos arraigados em dogmas estanques, medievais, ou morais, como matizes de "defesa da vida". Não podemos permanecer na ignorância. A ciência tem que atingir a finalidade que a Providência lhe assinou. Kardec ensina que nos instruímos pela força das coisas.

Nas práticas médicas de todas as especialidades, o transplante de órgãos é a que demonstra, com maior clareza, a estreita relação entre a morte e a nova vida, o renascimento das cinzas como Fênix. (5) Sobre o assunto, não temos fartas informações instrutivas dos Benfeitores Espirituais, até porque, a prática do transplante é uma conquista recente da medicina.

Francisco Cândido Xavier comenta que o "transplante de órgãos, na opinião dos Espíritos sábios, é um problema da ciência muito legítimo, muito natural e deve ser levado adiante." Os Espíritos, segundo ele, "não acreditam que o transplante de órgãos seja contrário às leis naturais. Pois é muito natural que, ao nos desvencilharmos do corpo físico, venhamos a doar os órgãos prestantes a companheiros necessitados deles, que possam utilizá-los com proveito." (6)

Enfim, as pesquisas com células-tronco, adultas ou embrionárias e o transplante de órgãos (façanha da Ciência humana) são valiosas oportunidades, dentre tantas outras colocadas à nossa disposição, para o exercício do amor.

Jorge Hessen
E-Mail:
jorgehessen@gmail.com
Site:
http://jorgehessen.net


FONTES:
(1) Disponível no site http://g1.globo.com/bomdiabrasil/0,,MUL869063-16020,00-TRANSPLANTE+DE+TRAQUEIA+ENTRA+PARA+HISTORIA+DA+MEDICINA.html
(2) Xavier, Francisco Cândido e Waldo Vieira. Evolução em dois Mundos, ditado pelo Espírito André Luiz, 5ª edição, Rio de Janeiro: Editora FEB, 1972, Capítulo 5 "Células e Corpo Espiritual"
(3) Há relatos de que uma adolescente norte-americana, de 14 anos, sobreviveu durante quatro meses sem coração. Ela usou um equipamento sob medida até que se conseguisse um transplante. É o primeiro caso de uma pessoa dessa idade que sobrevive tanto tempo.
(4) Lygia da Veiga Pereira, do Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo (USP).
(5) O mitológico pássaro, símbolo da renovação do tempo e da vida após a morte
(6) Entrevista, à TV Tupi, em agosto de 1964, publicada na Revista Espírita Allan Kardec, ano X, n°38

 

 

28.05.2009

Vida após a morte será tema de dissertação na PUC de São Paulo

 Manoel Fernandes Neto

Matéria publicada na Revista Novae, em 18 de abril de 2009.

 

O assunto não tem nada a ver com religião, apesar de falar de vida após a morte. Sonia Rinaldi há mais de 20 anos pesquisa o assunto e prepara-se para um desafio hercúleo: levar para um ambiente totalmente cético algo que comumente é tratado com crença. Ela vai defender, a partir deste ano, uma dissertação de mestrado na PUC – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, intitulada “Transcomunicação: Interconectividade entre Múltiplas Realidades e a Convergência de Ciências para a Comprovação Científica da Comunicabilidade Interplanos”, com a qual pretende comprovar que após a morte do corpo físico a consciência sobrevive.

Essa consciência, segundo Sonia, classificada de vários nomes, mantém sua individualidade, história, aquisições morais e intelectuais, além de ter capacidade de comunicação com o mundo da matéria. Atualmente, como uma das coordenadoras do Instituto de Pesquisas Avançadas em Transcomunicação Instrumental, Sonia passa seus dias conectando aparelhos de gravação de áudio e vídeo, buscando contato com o que convencionamos chamar de “o outro lado da vida”.

Para a pesquisadora, o fato deste tipo de abordagem adentrar o mundo acadêmico é uma conquista que só será percebida no futuro, mas que trará benefícios para toda a Humanidade: “É chegada a hora de sair da infância e encarar a realidade da nossa evolução contínua.”, diz Sonia.

Acompanhe a entrevista exclusiva concedida por Sonia Rinaldi ao editor da NovaE.

Após 20 anos de pesquisa, como a ciência clássica, baseada em conceitos da matéria, vem encarando o seu trabalho?

A Ciência, de forma ampla, está longe de se interessar. Uns tantos cientistas mundo a fora vêm trabalhando no sentido de documentar a realidade da sobrevivência após a morte. Porém, quer nos parecer que nenhum fenômeno é mais concreto - e, portanto, suscetível de toda sorte de análises e investigação, como requer a Ciência - do que a Transcomunicação Instrumental – ou seja, a comunicação com o Outro Lado da Vida através de gravações em computador e vídeo. Este ano de 2009 traz uma nova rota para nossa pesquisa, pois inicio Mestrado na PUC – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, justamente para levar a Transcomunicação ao meio acadêmico, coisa que jamais ocorreu na História. Veremos, daqui a uns anos, o que teremos conseguido.

Como foi o processo de aprovação de sua tese de mestrado, sobre este assunto tão avesso ao mundo acadêmico?

Chegaram a me chamar na PUC para eu mudar minha tese, mas não aceitei. Tenho premência em conduzir a pesquisa conforme a proposta, pois minha tese não será simples – propus uma mega-tese multidisciplinar, pois já considerei o fato de que eu, sozinha, seria inapta para comprovar qualquer coisa. Propus a participação de engenheiros, físicos e matemáticos – todos com doutorado, para que sejam eles que avaliem, dentro dos parâmetros requeridos pela Ciência, que o fenômeno é real. A minha parte é levantar a ocorrência do fenômeno – a deles será endossar a autenticidade e – dentro das possibilidades –, tentar explicá-lo.

Quem serão os maiores beneficiados com a comprovação científica da sobrevivência após a morte?

A meu ver, a própria Humanidade, que deixará de se enganar. É como se fosse chegada a hora de sair da infância e encarar a realidade da nossa evolução contínua.

Você pode explicar aos nossos leitores, em sua maioria, leiga neste assunto, o que seria a hipótese "sobrevivencialista" em contraposição à hipótese "psi"?

Quem é a favor da sobrevivência após a morte vê a coisa como sendo o ser humano composto de um corpo e uma alma, ou espírito. Na morte do corpo físico, esse espírito ou consciência, prosseguiria na jornada. Esse é o ponto de vista dos espiritualistas. Já uns tantos parapsicólogos acham que os fenômenos paranormais não são resultado de uma intervenção espiritual, mas sim, produto da própria mente de quem produz o fenômeno. No caso da Transcomunicação, exaustivamente essa segunda hipótese fica descartada, por uma série de fatores que não arrolaremos para não nos estendermos. Mas sumarizamos dizendo que as Vozes que gravamos falam de coisas que ninguém sabia, dão nomes de pessoas, cidades de origem, etc., que o transcomunicador nunca ouviu falar. Filhos falecidos mencionam peculiaridades que só a família sabe, etc. Não há a menor possibilidade de ser produto da mente de alguém. Necessariamente, os contatos mostram que estamos em contato com seres que já partiram.

Como são realizadas suas experiências de gravação? Qual é sua rotina de pesquisadora?

Agora, com o Mestrado, tudo girará em função disso, e as gravações serão feitas para que os cientistas que participarão da tese possam ter mais e mais elementos de estudo. Fora disso, vou continuar dando uma aula por mês de como gravar para as pessoas interessadas.

Nos workshops realizados por você, como as pessoas têm reagido ao contato com entes que se foram? Na mesma linha desta questão, a saudade e a necessidade de um contato não podem prejudicar uma análise racional?

Em todos os cursos (workshops) que damos, todos obtêm resultados de seus falecidos e aprendem a gravar. Não há como comprometer a interpretação, porque, ou a resposta está lá ou não está. Nossas gravações há anos são bem claras... não deixam margem de dúvida ou permita dúbia interpretação. Se a gravação/resposta não for clara, será descartada.

Quando se fala em vida após a morte, as pessoas fazem logo uma conexão com religião, que, no sentido clássico, vai na contramão da pesquisa científica. Como você lida com isto?

Religião que se esconde atrás de dogmas e não respeita a lógica deve estar com os dias contados. A globalização e o avanço tecnológico despertaram a racionalidade, e a visão setorizada tende a mudar. Ou algo é "verdade" ou não merece crédito. E tudo que é "verdade" tem que ser passível de análise e investigação. Há de chegar o tempo em que o ser humano dispensará supostas leis divinas, sejam lá quais forem, que não passem pelo crivo da lógica racional.

Considerando a hipótese sobrevivencialista, quais as diferenças deste contato em relação à psicografia, já que as gravações captam pequenas frases, às vezes com uma estrutura gramatical inversa, bem diferente dos livros mediúnicos, que são verdadeiros tratados, romances, com estruturas complexas...

A diferença fica por conta de que tudo que não pode ser matematicamente investigado, fica excluído do interesse da Ciência. Até hoje, centenas de médiuns têm dado importante contribuição no sentido filosófico e social; porém, fica fora da possibilidade da comprovação da realidade disso. Já no caso da Transcomunicação, qualquer "alô!" vem com um peso incontestável diante dos olhos de um cientista. Por isso, penso que a Transcomunicação Instrumental é o veiculo mais poderoso para comprovar que se vive depois da morte, além, claro, de levar consolo a milhares de pessoas que sofrem com a perda de alguém querido.

 

 

27.03.2009

LEI DE AÇÃO E REAÇÃO E LIVRE-ARBÍTRIO, PODE O HOMEM SOBREVIVER ÀS TRAGÉDIAS HUMANAS?

 

(Publicado em (21.02.09)<disponível em http://jorgehessen.net> conforme item 12/2009

Por que determinadas pessoas escapam da morte em acidentes aéreos, naufrágios, incêndios e outras situações trágicas? Alguns explicam, superestimando os papéis da "sorte" e do destino; outros destacam o lugar da própria reação dos que se encontram em perigo real. Amanda Ripley, em o livro "Impensável - Como e Por que as Pessoas Sobrevivem a Desastres", diz que "qualquer que seja o desastre, partimos praticamente do mesmo ponto e passamos por três fases distintas." A primeira etapa é a da negação, na qual tentamos achar formas de provar para nós mesmos que aquilo não está acontecendo. A Segunda fase é a deliberação, fase em que notamos que algo está incrivelmente fora da ordem e passamos a ponderar sobre as opções possíveis. Por fim, com a aceitação do fato de que estamos em perigo e com a contemplação de soluções, chega a hora da fase final, a da ação. ".... CONTINUA NO SITE http://jorgehessen.net> conforme item 12/2009

 

 

  

ANTE A VIOLENCIA DOMÉSTICA É URGENTE A ORAÇÃO NO LAR

 

(Publicado em 15.03.09<disponível em http://jorgehessen.net> conforme item 11/2009

 

A rigor, as relações familiais deveriam ser, acima de tudo, de ordem ética. Mas, observa-se nelas uma deterioração emocional profunda e uma complexa malha de desestabilidades morais, que nos importa examiná-las. No clã familiar antigo, sem dúvida, encontrava-se um espaço de convivência maior entre seus membros, embora não se esteja discutindo sua qualidade. Na atual arrumação familiar, pelo contrário, e apesar das menores dificuldades materiais, encontra-se um espaço menor. A tecnologia volátil é responsável, quase que diretamente, por essa conjuntura, pois, ocupam-se espaços importantes para assistir televisão, ouvir música [com fone de ouvido], navegar na Internet - e assim por diante. Em face disso, somos instados a confirmar que o instituto familiar necessita de apoio religioso para alcançar seu equilíbrio moral....CONTINUA NO SITE http://jorgehessen.net> conforme item 11/2009

 

28.01.2009

Ascensão e Decadência de Centros Espíritas

 

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01 – Espíritas autênticos: esforçados, que gastam e se desgastam, doem-se, fazem o tempo, geram a oportunidade, honram o espiritismo : são progressistas !

02 - Dirigentes, médiuns e auxiliares: preparados e humildes, com tolerância auxiliam sempre, produzem qualidade, são médiuns de verdade, aliviam e curam.

03- Certeza e segurança: nas tarefas da caridade, com conhecimento e experiência, adquirida com suor, sabem o que fazem, tem certeza...

04- Vencem os vícios: mesmo penosamente, tem objetivo definido, limpa-se, afastam-se de simbioses inferiores, transferindo bons fluídos.

05- Presentes e dedicados: não faltam, são pontuais, organizados, despachados, superam os problemas, trabalham sempre, exemplificam suas palavras.

06- Estudam e compram livros: são eternos estudiosos, vivem lendo, tem biblioteca, são fontes de saber, aprendem e redistribuem, geram luz...

07- Mãos cheias: vão ao Centro Espírita com doutrina preparada, com mediunidade harmonizada, vem para trabalhar, sabem auxiliar eficientemente.

08- Equilibram-se: através do estudo e trabalho espiritual com persistência, ano após ano, com paciência, fraternidade, tornando-se competentes...

09- Tem chance: porquanto estudam e trabalham incessantemente, evangelizam-se diuturnamente, obtém merecimento, tem apoio para redistribuir.

10- Atendimento bom: com definições, bem orientado, gerando confiança e esperança, aos necessitados...

 

01- Espíritas exploradores: das energias dos trabalhadores autênticos, não gastam e nem se desgastam, são encostados, comodistas, desculpistas, sem tempo...

02- Dirigentes, médiuns e auxiliares: vaidosos, orgulhosos, criadores de casos, ortodoxos, e ditadores , produzem mediocridade, intolerantes, atrapalham, médiuns-biscate.

03- Incertos e inseguros:
nas tarefas da caridade, não assimilam, exigentes e inconseqüentes ainda ciumentos prejudicam elogiando aos esforçados.

04- Mantém os vícios: comprazem-se, não tem objetivo de vida, sujam-se, mantém o vampirismo inferior, prejudicam sua mediunidade e aos necessitados.

05- Ausentes e com problemas: exercitam a dependência, são problemas, peso a arrastar, queixosos cansam-se depressa, não se pode contar com eles, não tem exemplo!

06- Não lêem e não compram livros: detestam leitura, não gastam com livros, procuram aprender comodamente de outrem, tem preguiça mental, não redistribuem, sombras.

07- Mãos vazias: vão ao centro espírita por hábito, sem preparação, apenas fazem número, vem mais para aliviar-se, auxiliam precariamente.

08- Vivem perturbados: habituam-se à perturbação obsessiva, não tem persistência e nem paciência, vivem em ansiedade, em confusão, perturbam o ambiente...

09- Não tem chance: os que são ociosos, omissos e aproveitadores, cuja ma colheita ser-lhes a obrigatória, estacionam, mantem-se vazios.

10-Atendimento medíocre: sem definições, vago e desorientado, mantém a desesperança nos necessitados...

 

Mensagem: “O trabalhador formado (capacitados) para o serviço (no Espiritismo) é valor de vanguarda (bem assistido) conclamando à renovação geral (reforma interior com o CRISTO)”. Emmanuel. Fonte: Cartas do Coração

 

20.01.2009

Brasil

Segue abaixo depoimento bastante oportuno do confrade José Raul Teixeira para a revista eletrônica "O Consolador" (vide link

http://www.oconsolador.com.br/ano2/90/entrevista.html) sobre Pesquisa com células Tronco Embrionárias.

 

O Consolador: Há muitos debates sobre células-tronco embrionárias. Considerando como são formados os embriões resultantes da fertilização in vitro, é-nos difícil entender que a todos eles estejam ligados Espíritos, visto que, para um mesmo casal, produzem-se diversos embriões, dos quais alguns são implantados e outros mantidos em baixíssima temperatura. Se tudo correr bem na gestação, é comum que os embriões congelados sejam esquecidos e, por conseguinte, jamais utilizados. Em alguns países, como a Inglaterra, a lei estipula um prazo, findo o qual eles são eliminados. Ainda que não se tratando de uma posição do Espiritismo, e sim um argumento pessoal, como você vê essa questão?

Raul Teixeira: Sendo uma pessoa vinculada às ciências, vejo como muito delicada essa questão, tendo em vista muitos posicionamentos extremadamente apaixonados e que nos remetem aos tempos distantes das posições ultramontanas em relação ao progresso científico.

É comum que os religiosos, em geral, evoquem para si o direito de atuar nas suas crenças como bem o desejem ainda que toda a sociedade se depare, incontável número de vezes, com posicionamentos argumentativos e práticas ardilosos, anti-sociais e mesmo criminosos contra o povo , sem admitirem qualquer intromissão de cientistas, nenhuma opinião que se oponha aos seus intentos ou que não façam parte dos seus quadros, quase sempre distanciados dos verdadeiros fins dos ensinamentos imortais deixados por Jesus Cristo e por outros Missionários espirituais da humanidade. Contudo, quase sempre os mesmos religiosos arrogam-se o direito de não somente opinar mas de determinar sobre as reflexões e práticas da Ciência, como se fossem detentores da absoluta verdade.

Afora os posicionamentos políticos, laboratoriais, comerciais e demais interesses particulares que se atiram nos caminhos dos cientistas-pesquisadores que costumam estar presentes nessas discussões, fazendo lobbies em favor de empresas ou de grupos, com os quais se deve ter muita cautela pelo cinismo e pelas pressões com que atuam , sou de parecer que aos religiosos caberia ressaltar e propagar a realidade espiritual do ser humano, trabalhar na educação moral dos indivíduos, o que lhes possibilitaria tomar as melhores decisões diante do mundo e diante da Espiritualidade, deixando àqueles que assumiram responsabilidades perante a Ciência o labor que lhes cabe, oferecendo, quando solicitados, os seus mais lúcidos pareceres que deverão ser tão lúcidos quão desapaixonados. O que não me parece coerente é que os religiosos desejem governar todos os ângulos de visão da sociedade, como se tivessem o privilégio da verdade sobre os demais pensadores.

Indiscutivelmente, encontraremos abusos que à justiça caberá questionar e corrigir, evocando os preceitos éticos imponentes. O que creio não ser razoável é partirmos do princípio de que, por adotar posições muitas vezes materialistas ou ateístas (em relação aos preceitos e dogmas das religiões institucionais), devam os cientistas ser considerados como não sérios ou como irresponsáveis. Entendo que deveremos respeitar esse grande pugilo de pesquisadores que têm oferecido suas vidas em prol de uma sociedade melhor, permitindo que realizem seus empreendimentos, seus trabalhos, suas pesquisas.

Tenho ouvido do Espírito Camilo que muitos desencarnados, retidos em situações de complexos conflitos e sofrimentos no além, são visitados e indagados quanto ao interesse que tenham de servir de instrumentos ao progresso da Ciência no mundo, apresentando-se para animarem embriões que se prestarão às pesquisas. Findadas as experiências, essas entidades que reencarnariam em delicadas situações de enfermidades físicas, mentais ou sócio-econômicas, ou todas conjugadas, logram obter melhorias significativas nos processos em que estão incursas. São muitas as que aceitam e que são levadas a tais lidas nas esferas do trabalho científico.

É real que nem todos os embriões, tendo-se em vista as fases iniciais em que são tomados, estão ligados a inteligências espirituais, mas outros tantos estão, sim, animados por essas entidades referidas, ou seja, as que se apresentam para servir de "cobaias" nas atividades de pesquisas científicas.

Há, por outro lado, uma questão que se quer calar. Por que há defesas tão extremadas dos possíveis embriões com ligações espirituais, enquanto que não há a mesma paixão pelas crianças já reencarnadas, malnascidas, abandonadas nas ruas ou nos orfanatos? O que deve passar pela mente geral relativamente a tais crianças e os citados embriões? Por que não costumamos ver ninguém solicitar aos laboratórios detentores dos embriões algum deles como filho? Diante das quantidades que são atiradas fora, após os períodos exigidos por lei, é de estranhar que ninguém reclame uns dois ou três para serem cuidados, implantados na condição de filhos, de modo a salvá-los da destruição...