ARTIGOS
Abril 2010
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MENSAGEM DE BEZERRA Mensagem de Dr. Bezerra de Menezes na
Psicofonia de Divaldo Pereira Franco no no dia 18/04/2010, encerramento
do 3º Congresso Espírita Brasileiro em Brasília/DF.
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DÉJÀ VU É UM FENÔMENO INSTIGANTE
(10.03.10)
O fenômeno se traduz por uma estranha impressão de já ter vivenciado a cena
presente e mesmo saber o que se vai passar em seguida, ainda que a situação que
esteja a ser vivida seja inédita. Conhecido como déjà vu, ou paramnesia (como
também é conhecido), tem sido, ao longo dos anos, objeto das mais díspares
tentativas de interpretação. Para Sigmund Freud, as cenas familiares seriam
visualizadas nos sonhos e depois esquecidas e que, segundo ele, eram resultado
de desejos reprimidos ou de memórias relacionadas com experiências traumáticas.
Fabrice Bartolomei, Neurologista francês, a paramnesia é resultado de uma fugaz
disfunção da zona do córtex entorrinal, situado por baixo do hipocampo e que se
sabia já implicada em situações de "déjà vu", comuns em doentes
padecendo de epilepsia temporal.
Experiências, conduzidas por investigadores do Leeds Memory Group, permitiram
recriar, em laboratório e através da hipnose, as sensações de "déjà
vu". Outros dados explicam que situações de stress ou fadiga possam
favorecer, nesse contexto disfuncional, o aparecimento do fenômeno, mas a causa
precisa deste "curto-circuito" cerebral permanece, ainda, uma
incógnita.
Muitos de nós já tivemos a sensação de ter vivido essa situação que acabamos de
relatar. Como já ter estado em um determinado lugar ou já ter vivido certa
situação presente, quando, na realidade, isto não era de conhecimento anterior?
Em alguns casos, ocorre a habilidade de, até, predizer os eventos que
acontecerão em seguida, o que é denominado premonição. Seria um bug cerebral,
premonição ou mera coincidência? A psiquiatria e a Doutrina Espírita explicam
esta questão de formas diferentes.
Sabe-se que nossa memória, às vezes, pode falhar e nem sempre conseguimos
distinguir o que é novo do que já era conhecido. "Eu já li este
livro?" - "Já assisti a este filme?" - "Já estive neste
lugar antes?" - "Eu conheço esse sujeito?" Estas são perguntas
corriqueiras de nossa vida. No entanto, essas dúvidas não são acompanhadas
daquele sentimento de estranheza que é indispensável ao verdadeiro déjà vu.
Para alguns estudiosos, quando a sensação de familiaridade com as situações,
lugares ou pessoas desconhecidas é freqüente e intensa, pode, até, ser um dos
sintomas da epilepsia, na área do cérebro responsável pela memória, mas, essa
mesma sensação pode indicar outros sintomas. Déjà Vu é um fenômeno anímico
muito comum , embora de complexa definição científica.
Pode ocorrer com certa freqüência em indivíduos com distúrbios
neuropatológicos, como a esquizofrenia e a epilepsia. Mas há, também, outras
predisposições maiores por fatores não patológicos, como fadiga, estresse,
traumas emocionais, excesso de álcool e drogas. Há, ainda, as teorias da
psicodinâmica, da reencarnação, holografia, distorção do senso de tempo e
transferência entre hemisférios cerebrais. São tão complexas as análises, que
especialistas reagem contra a limitação do "vu", que restringiria ao
mundo do que pode ser "visto", e já utilizam formas paralelas que
fariam referência mais específica aos vários tipos de situação: "déjà
véanus" ("já vivido"), "déjà lu" ("já
lido"), "déjà entendu" ("já ouvido"), "déjà
visité" ("já visitado") - o que pode, um dia, acarretar um "déjà
mangé" ("já comido") ou um "déjà bu" ("já
bebido").
Os especialistas, ainda, não sabem, concretamente, como ocorre, exatamente, a
sensação do déjà vu em pessoas não epilépticas. A que ocorre em pessoas com a
doença, no entanto, existem algumas hipóteses, como a batizada, pelo psicólogo
Alan Brown, de "duplo processamento". (1) Segundo o psicólogo Alan
Brown, professor da Universidade Southern Methodist, nos Estados Unidos, e
autor do livro "The Déjà Vu Experience" (a experiência do déjà vu),
dois terços da população mundial relatam ter tido, ao menos, um déjà vu na
vida.
Para os conceitos espíritas tudo o que vemos e nos emociona, agradável ou
desagradavelmente, nesta e nas encarnações pretéritas, fica, indelevelmente,
gravado em alguma parte da região talâmica do cérebro perispiritual, e, em
algumas ocasiões, a paramnesia emerge na consciência desperta. Pode, também,
ser uma manifestação mediúnica se o médium entra, em dado momento, em um transe
ligeiro, sutil, e capta a projeção de uma forma-pensamento emitida por um
espírito desencarnado; essa é outra possibilidade.
A tese da reencarnação é difundida há milhares de anos. No Egito, um papiro
antigo diz: "o homem retorna à vida varias vezes, mas não se recorda de
suas pretéritas existências, exceto algumas vezes em sonho. No fim, todas essas
vidas ser-lhe-ão reveladas." (2)
Em que pese serem as experiências déjà vu, segundo o academicismo, nada mais do
que incidentes precógnitos esquecidos, urge considerar, porém, que existem
situações dessa natureza que não podem ser explicadas dessa maneira. Entre
elas, está em alguém ir a uma cidade ou a uma casa, pela primeira vez, e tudo
lhe parecer muito íntimo, ao ponto de prever, com exatidão, detalhes sobre a
casa ou a cidade; descreve, inclusive, a disposição dos cômodos, dos móveis,
dos objetos e outros detalhes que estão muito além do âmbito da precognição
normal. "Em geral, as experiências precógnitas são parciais e enfatizam
certos pontos notáveis, talvez alguns detalhes, mas nunca todo o quadro. Quando
o número de detalhes lembrado torna-se muito grande, temos que desconfiar,
sempre, de que se trata de lembranças de uma encarnação passada". (3)
Apesar de não serem abundantes as publicações e depoimentos sobre o assunto, há
teorias que associam o déjà vu a sonhos ou desdobramento do espírito, onde o
espírito teria, realmente, vivido esses fatos, livre do corpo, e/ou surgiriam
as lembranças de encarnações passadas, como disse acima, o que levaria à
rememoração na encarnação presente. (4) Hans Holzer, registra uma história, em
que ele descreve a experiência déjà vu: "durante a Segunda Guerra Mundial,
um soldado se viu na Bélgica e, enquanto seus companheiros se perguntavam como
entrar em determinada casa, em uma cidadezinha daquele país, ele lhes mostrou o
caminho e subiu a escada à frente deles, explicando, enquanto subia, onde
ficava cada cômodo. Quando, depois disso, perguntaram-lhe se havia estado ali
antes, ele negou, dizendo que nunca havia deixado seu lar nos Estados Unidos, e
estava dizendo a verdade. Não conseguia explicar como, de repente, se vira
dotado de um conhecimento que não possuía em condições normais". (5)
Cremos que a experiência déjà vu é muito profunda e o sentimento é de
estranheza. Devemos distinguir um sintoma do outro, pois, cada caso é um caso e
nada acontece por acaso. Por ser um fenômeno profundamente anímico, é prudente
separarmos as teorias da reencarnação, sonhos ou desdobramentos, das teorias de
desejos inconscientes, fantasias do passado, mecanismo de autodefesa, ilusão epiléptica,
entre outras, para melhor discernimento do que, realmente, seja uma paramnesia
e o que seja, apenas, uma fantasia de nosso imaginário fecundo.
Jorge
Hessen
E-Mail: jorgehessen@gmail.com
Site: http://jorgehessen.net
Blog: http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com
Revista Isto É
O Poder dos Médiuns - A ciência comprova que o cérebro deles é
diferente
A
edição da Revista ISTOÉ trás uma reportagem sobre Médiuns /
Mediunidade.
O poder dos médiuns
Como a ciência
justifica as manifestações de contato com espíritos e por que algumas pessoas
desenvolvem o dom
por Suzane Frutuoso fotos Murillo Constantino
O espiritismo é seguido por 30 milhões de
pessoas no mundo. O Brasil é a maior nação espírita do planeta. São 20 milhões
de adeptos e simpatizantes, segundo a Federação Espírita Brasileira – no último
Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 2,3 milhões
declararam seguir os preceitos do francês Allan Kardec, o fundador da doutrina.
A mediunidade, popularizada pelas psicografias de Chico Xavier, em Uberaba
(MG), ganhou visibilidade nos últimos anos na mesma proporção em que cresceu o
espiritismo. Mas nada se compara ao poder da mídia atual, que permite debater
os ensinamentos da religião por meio de livros, programas de tevê e rádio. Os
romances com temática espiritualista de Zíbia Gasparetto, por exemplo, são
presença constante nas listas de mais vendidos.
Embora não haja estatísticas de quantos
entre os praticantes são médiuns, o que se observa é uma quantidade maior de
pessoas que afirmam possuir o dom. O interesse pela religião codificada por Kardec é
confirmado pelo recorde de público do filme Bezerra de Menezes – o diário de um
espírito, do
cineasta Glauber Filho: 250 mil espectadores, desde o lançamento nos cinemas,
em 29 de agosto. Um número alto para uma produção nacional. O longa, com o ator
Carlos Vereza (também praticante do espiritismo) no papel-título, conta a
história do cearense que ficou conhecido como "médico dos pobres", se
tornou ícone da doutrina e orienta médiuns em centenas de centros a se dedicar
ao bem e à caridade.
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PSICOGRAFIA A psicóloga Marilusa
Vasconcelos, 65 anos, de São Paulo, é conhecida no espiritismo pela sua
vasta literatura psicografada. Em 40 anos de dedicação à mediunidade,
publicou 61 livros. Seu orientador é o espírito do poeta Tomás Antonio
Gonzaga, que participou da Inconfidência Mineira. A dedicação à psicografia
levou Marilusa a fundar em 1985 a Editora Espírita Radhu, sigla para
renúncia, abnegação, desprendimento e humildade, a base dos ensinamentos na
doutrina. Ela reúne outros dons, como ouvir, falar e enxergar espíritos e ser
instrumento deles na pintura mediúnica. "Os vários tipos surgiram desde
a infância", conta Marilusa, que nasceu numa família espírita. "O
controle da mediunidade é indispensável. O médium não é joguete do espírito. Eles interagem, num acordo mútuo de tarefa." |
Os espíritas dizem que todas as pessoas têm
algum grau de mediunidade. Qualquer um seria capaz de emitir pensamentos em forma de ondas
eletromagnéticas que chegariam a outros planos. O que torna algumas pessoas
especiais, segundo os praticantes, a ponto de se transformarem em canais de
comunicação com os mortos, é uma missão – designada antes mesmo de nascerem,
determinada por ações em vidas anteriores e que tem na caridade o objetivo final. "É uma tarefa em favor da
evolução de si mesmo e da ajuda ao próximo", diz Julia Nesu, diretora do
departamento de doutrina da União das Sociedades Espíritas do Estado de São
Paulo. Fenômenos relacionados a pessoas que falavam com mortos e envolvendo
objetos que se mexiam são relatados desde o século XVII, tanto na Europa quanto
nas Américas, mas hoje cientistas tentam compreender o fenômeno. Algumas linhas
de pesquisa mostram que o cérebro dos médiuns é diferente dos demais.
São cinco os meios de expressão da
mediunidade. A psicografia, que consagrou Chico Xavier, é a mais conhecida.
Nela, o médium escreve mensagens e histórias que recebe de espíritos. Estaria
sob o controle deles o que as mãos transcrevem. A vidência permite enxergar os mortos que não
conseguiram se desvencilhar da Terra ao não aceitarem a morte ou que aparecem
para enviar recados a entes queridos. Na psicofonia, o sensitivo é
capaz de ouvir e reproduzir o que os espíritos dizem e pedem. A
psicopictografia, ou pintura mediúnica, permite ao médium ser instrumento
de artistas desencarnados (termo usado pela doutrina para designar
mortos). A mediunidade da cura é responsável pelas chamadas
cirurgias espirituais. Não é incomum um mesmo indivíduo reunir mais de um tipo
de dom.
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VIDÊNCIA Aos cinco anos, o chefe de faturamento
hospitalar Ivanildo Protázio, de São Paulo, 49 anos, pegava no
sono com o carinho nos cabelos que uma senhora lhe fazia todas as noites.
Descobriu tempos depois que era a avó, morta anos antes. Aos 19 anos, os
espíritos já se materializavam para ele."Nunca tive medo. Sempre me pareceu
natural." A
mãe, que trabalhava na Federação Espírita, o encaminhou para as aulas em que
aprenderia a lidar com o dom. Hoje, Protázio é professor de educação mediúnica.
Essa é uma parte da sua missão. A outra é orientar os espíritos que lhe pedem
auxílio para entender o que aconteceu com eles. A oração é o remédio.
"Os espíritos superiores me ensinaram a importância da caridade para
nossa própria evolução." |
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A reportagem de ISTOÉ presenciou uma
manifestação mediúnica em Indaiatuba, interior de São Paulo. O tom de voz baixo
e os gestos delicados de Solange Giro, 46 anos, sugeriam que ela carrega certa
timidez ao expor a própria vida numa conversa com um estranho. Cerca de duas
horas depois, porém, é difícil acreditar no que os olhos vêem. Diante de uma
tela em branco, sobre uma mesa improvisada com dezenas de tubos de tinta, a
mulher começa a pintar um quadro na seqüência de outro. O tempo gasto em cada
um não passa de nove minutos. As obras são coloridas e harmoniosas. "Nunca
fiz aula de artes. Mal conseguia ajudar meus filhos com os desenhos da
escola", diz, minutos antes da apresentação. A discreta Solange dá lugar a
uma pessoa que fala alto, canta e encara os interlocutores nos olhos, com ar
desafiador. A assinatura nas telas não leva seu nome, mas de artistas famosos –
e já mortos –, como Monet, Mondrian e Tarsila do Amaral. Seria uma
interpretação digna de uma atriz? Talvez. O que difere o momento de uma encenação
é subjetivo e dá margem a dezenas de explicações – convincentes ou não. Talvez
seja possível encontrar respostas no que a artista diz a cada uma das pessoas
da platéia presenteadas com um dos dez quadros produzidos na noite. Enquanto
entregava a obra, ela desferia características e situações de vida de cada um
absolutamente desconhecidas dela. O mentor que a guia é o médico holandês
Ernst, que viveu no século XVII. A sensitiva garante que era ele, não ela, quem
estava presente na pintura dos quadros.
Nem sempre é fácil aceitar a mediunidade,
que pode causar medo quando começa a se manifestar. "Ainda hoje não gosto quando vejo o
possível desencarne de alguém. Nestas horas, preferia não saber", conta a
psicóloga Marilusa Moreira Vasconcelos, 65 anos, de São Paulo, que psicografa.
O médium de cura Wagner Fiengo, analista fiscal paulistano, 37 anos, chegou a
se afastar da doutrina. "Aos 13 anos não entendia por que presenciava
aquilo." Para manter a sanidade e o equilíbrio, as pessoas que possuem dons e querem fazer parte da religião espírita precisam se dedicar à educação
mediúnica. O curso
leva cinco anos. Inclui os ensinamentos que Allan Kardec compilou no Livro dos Espíritos – a obra que deu base ao
entendimento da doutrina – e no Livro dos Médiuns – que
explica quais são os tipos de mediunidade, como eles se manifestam e os
cuidados a serem tomados. Entre eles, o combate a falhas de comportamento, como
vaidade, orgulho e egoísmo. O Espiritismo prega que as imperfeições da
personalidade atraem espíritos com a mesma vibração. "O pensamento é tudo. Aqueles que
pensam positivo atrairão o que é semelhante. O mesmo acontece com o pensamento negativo
e os vícios.
Quem gosta de beber, por exemplo, chama a companhia de espíritos
alcoólatras", afirma o professor de educação mediúnica Ivanildo Protázio,
49 anos, de São Paulo, que tem o dom da vidência.
PSICOFONIA
Falar o que os espíritos querem dizer
A intuição do servidor público Geraldo
Campetti, 42 anos, de Brasília,começou na infância. Ele tinha
percepções inexplicáveis, das quais mais ninguém se dava conta. Era como se
absorvesse sentimentos que não eram seus. Apenas identificava que existia algo
além do que seus olhos enxergavam. Até que as sensações começaram a tomar
forma. Campetti passou a ouvir súplicas de ajuda. De espíritos, inconformados
com a morte. Aos 29 anos, não se assustou. De família espírita, conhecia a
mediunidade. "Mas sabia que
precisava estudar para manter o equilíbrio", diz. Hoje diretor da
Federação Espírita Brasileira, afirma
ter controle sobre o dom de ouvir e transmitir recados dos mortos. Eventualmente, um espírito pede uma mensagem à pessoa
com quem ele conversa. "Isso é espontâneo, não da minha
vontade."
Imaginar que convivemos no cotidiano com
pessoas que estão mortas vai além da compreensão sobre a vida – pelo menos para
quem não acredita em reencarnação. Mas até na ciência já existem aqueles que
conseguem casar racionalidade com dons espirituais. Esses especialistas afirmam que a
mediunidade é um fenômeno natural, não sobrenatural. E que o mérito de Allan Kardec foi explicar de
maneira didática o que sempre esteve presente – e registrado – desde a criação
do mundo em todas as religiões. O que seria, dizem os defensores da doutrina, a
anunciação do Anjo Gabriel a Maria, mãe de Jesus, se não um espírito se
comunicando com uma sensitiva?
Apesar desse contato constante, os mortos,
ou desencarnados, como preferem os espíritas, não aparecem em "carne e
osso". A ligação com o mundo dos vivos seria possível graças ao
perispírito, explica Geraldo Campetti, diretor da Federação Espírita
Brasileira. "Ele é o intermediário entre o corpo e o espírito. A polpa da
fruta que fica entre a casca e o caroço." O perispírito seria formado por
substâncias químicas ainda desconhecidas pelos pesquisadores terrenos, garantem
os adeptos do espiritismo. "É a condensação do que Kardec batizou como
fluido cósmico universal", afirma o neurocirurgião Nubor Orlando Facure,
diretor do Instituto do Cérebro de Campinas. Nas quatro décadas em que estuda a
manifestação da mediunidade no cérebro, Facure mapeou áreas cerebrais que
seriam ativadas pelo fluido.
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CURA
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Comprovar cientificamente a mediunidade também
é objetivo do psiquiatra Sérgio Felipe Oliveira, professor de medicina e
espiritualidade da Faculdade de Medicina da USP e membro da Associação
Médica-Espírita de São Paulo. Com exames de tomografia, ele analisou a glândula pineal (uma
parte do cérebro do tamanho de um feijão) de cerca de mil pessoas. "Os
testes mostraram que aqueles com facilidade para manifestar a psicografia e a
psicofonia apresentam uma quantidade maior do mineral cristal de apatita na
pineal", afirma Oliveira. Ele também atende, no Instituto de Psiquiatria
do Hospital das Clínicas de São Paulo, casos de pacientes de doenças como dores
crônicas e epilepsia que receberam todos os tipos de tratamento, não tiveram
melhora e relatam experiências ligadas à mediunidade. "Somamos aos cuidados
convencionais, como o remédio e a psicoterapia, a espiritualidade, que vai
desde criar o hábito de orar até a meditação. E os resultados têm sido
positivos." Uma pesquisa de especialistas da USP e da Universidade Federal
de Juiz de Fora, publicada em maio no periódicoThe Journal of Nervous and Mental
Disease,
comparou médiuns brasileiros com pacientes americanos de transtorno de
múltiplas personalidades (caracterizado por alucinações e comportamento
duplo). Eles
concluíram que os médiuns apresentam prevalências inferiores de distúrbios
mentais, do uso de antipsicóticos e melhor interação social.
A maior parte dos cientistas acredita que
a mediunidade nada mais é do que a manifestação de circuitos cerebrais. Alguns já seriam explicáveis, como os
estados de transe. Pesquisas da Universidade de Montreal, no Canadá, e da
Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, comprovaram que, durante a
oração de freiras e monges católicos, a área do cérebro relacionada à
orientação corporal é quase toda desativada, o que justificaria a sensação de
desligamento do corpo. Os testes usaram imagens de ressonâncias magnéticas e
tomografias feitas no momento do transe.
A teoria seria aplicável ao transe
mediúnico, quando o médium diz incorporar o espírito e não se lembra do que
aconteceu. Pesquisadores da Universidade de Southampton, na Inglaterra,
estudaram pessoas que estiveram entre a vida e a morte e relataram se ver fora
do próprio corpo durante uma operação ou entrando em contato com pessoas
mortas. Os estudiosos concluíram se tratar de um fenômeno fisiológico produzido
pela privação de oxigênio no cérebro. Trabalhando sob stress, o órgão seria
também inundado de substâncias alucinógenas. As imagens criadas pela mente
seriam apenas a retomada de percepções do cotidiano guardadas no inconsciente.
PSICOPICTOGRAFIA
Milhares de quadros pintados
Criada numa família
católica, Solange Giro, 46 anos, de Parapuã, interior de São Paulo,
teve o primeiro contato com o espiritismo aos 20 anos, ao conhecer o marido.
Ele, que perdera uma noiva, buscava o entendimento da morte. Já casada e com
dois filhos, passou a sofrer de depressão. Encontrou alívio na desobsessão
(trabalho que libertaria a pessoa de um espírito que a domina). A mediunidade
dava os primeiros sinais. Logo passou a ouvir e ver espíritos. O dom da
psicografia veio em seguida. Era um treino para ser iniciada na pintura
mediúnica. "Pintei cinco mil quadros no primeiro ano. Estão guardados. Não
tive autorização para mostrálos", conta Solange, que diz nunca ter
estudado artes. Nos últimos 13 anos, ela recebeu aval de seu mentor para vender
os quadros. O dinheiro é revertido para a caridade.
O psiquiatra Sérgio Felipe Oliveira rebate a
incredulidade. "Se uma pessoa está em cirurgia numa sala e consegue
descrever em detalhes o que ocorreu em um ambiente do outro lado da parede, é
possível ser apenas uma sensação?" Essa é uma pergunta que nenhuma das frentes
de pesquisa se arrisca – ou consegue – a responder com exatidão. Da mesma maneira que todos os
presentes à sessão de pintura em Indaiatuba saíram atônicos, sem conseguir
explicar como alguém que conheceram numa noite foi capaz de decifrar suas
angústias mais inconfessáveis.

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Esta reportagem da Revista Isto É, representa a opinião
de seus autores.
JCabral
Paul McCartney afirma ter sido inspirado pelo espírito de George Harrison em nova música
Adolfo Guimarães
Ceepa
Interessante é o que sugerem o tema e
a letra da canção, “Waiting For Yor Friends To Go (“Esperando Seus Amigos Para Ir”, em
tradução livre), que McCartney afirmou ter escrito com “a participação”
além-túmulo de George Harrison
Recentemente, em entrevista à BBC, uma
interessante declaração fez o ex-beatle Paul McCartney ao revelar que contou
com a ajuda do espírito de George Harrison, também integrante dos Beatles,
desencarnado em 2001, para escrever uma das músicas de seu novo disco.
Mais interessante ainda é o que sugerem o tema e a letra da canção, “Waiting
For Yor Friends To Go" (“Esperando Seus Amigos Para Ir”, em tradução
livre), que McCartney afirmou ter escrito com “a participação” além-túmulo de
George Harrison.
Paul declarou textualmente: "Eu simplesmente tive esse sentimento, isso é
George".
E ainda acrescentou. "Eu era como George, escrevendo uma de suas músicas.
Eu só escrevi (a música) com muita facilidade porque não era eu quem estava
escrevendo".
Segundo afirmou, ele não sabe ao certo qual o significado da letra da música.
Também achou interessante o seguinte verso: "Eu pensei: ok, o trecho
'waiting on the other side' ('esperando no outro lado', em tradução literal) é
meio capcioso. Há um pouco de duplo sentido nisso", disse na entrevista.
"Foi muito divertido, em particular o segundo verso: 'I've been sliding
down a slippy slope, I've been climbing up a slowly burning rope' ('tenho
deslizado em uma descida escorregadia, tenho escalado uma corda que se queima
lentamente', em tradução livre)", comentou McCartney. "Eu, então,
pensei: é uma música do George."
Do ponto de vista espírita, sabemos que toda inspiração seja ela artística,
científica, filosófica, etc, provém de um foco subjetivo (ou agente)
inspirador. No caso em questão, não nos parece ser uma mera estratégia
comercial do artista, uma vez que o ex-Beatle é dos mais consagrados no
universo do show business.
Vale lembrar ainda a grande sensibilidade de Paul e a veia espiritual de
George, tão explícitas em suas músicas, além da sólida amizade entre ambos, são
fatores que poderiam ter propiciado o intercâmbio entre os dois compositores
britânicos.
Quem atua em qualquer ramo da arte sabe muito bem o quanto é intensa a ligação
emocional-espiritual que se estabelece e se compartilha entre os integrantes de
um dado grupo artístico. A própria arte produzida é fruto da afinidade
espiritual desses artistas envolvidos e por isso mesmo emociona o público,
resultando em inquebrantáveis elos espirituais entre seus protagonistas. Esses
elos nem mesmo a morte do corpo físico pode desvanecer.
A inusitada experiência musical em parceria com o espírito de George parece ter
marcado Paul McCartney a ponto de tornar público o fato e dizer ser a música em
questão uma de suas favoritas de seu novo disco, “Chaos and Creation In The
Back Yard”.
Ao tomar conhecimento de uma declaração tão espontânea do ex-Beatle, não há
como não lembrar os espíritos codificadores, quando revelaram a Allan Kardec: “...se
não estiverdes cegos, vereis; e se não estiverdes surdos, ouvireis; pois
frequentemente uma voz vos fala e vos revela a existência de um ser que está ao
vosso redor.” (O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, questão 152, sobre a
prova da individualidade da alma após a morte).
Fonte:
BBC Brasil - http://www.bbc.co.uk/portuguese/
::
C O N S C I Ê N C I A E S P Í R I T A 2 0 0 5 ::
Cent. Est. Esp. Paulo Apóstolo de Mirassol - SP - Brasil
TODA
DOENÇA SEMPRE SERÁ REFLEXO DO ESTADO MENTAL DO DOENTE
(16.02.10)
Em caso raro, ocorrido no
Japão, falha no sistema imunológico do bebê fez as células cancerígenas da mãe,
de 28 anos, serem transferidas para a criança ainda no útero. Os pesquisadores
detectaram que células de leucemia tinham atravessado a placenta da gestante e
afetado a saúde de seu bebê. Por esse motivo, equipe do Instituto de Pesquisa
do Câncer, da Universidade de Londres, trabalhando em conjunto com médicos
japoneses, tem se esforçado para apresentar mais provas, a fim de demonstrar
que o câncer pode ser transmitido durante a gestação.
Um mês após o nascimento do bebê, a mãe foi diagnosticada em estágio avançado
de leucemia e faleceu. Quando o bebê completou 11 meses de idade, foi levado ao
hospital com a face direita do rosto inchada. Exames mostraram que a criança
tinha um tumor em seu maxilar e o câncer já havia se espalhado para os pulmões.
Os médicos japoneses suspeitaram de uma ligação com a leucemia que levou sua
mãe a óbito. Foram examinados os genes das células cancerosas no bebê e
encontraram uma mutação, ou seja, um "apagamento" em uma região do
DNA que controla a expressão do lócus principal de histocompatibilidade (1),
que é responsável pela imunidade do indivíduo. Essa falha, para os médicos,
impediu que o sistema imunológico do bebê reconhecesse que as células de câncer
eram "invasores" e, por isso, elas não foram destruídas.
As conclusões foram publicadas em um artigo da revista Proceedings of the
National Academy of Sciences, no qual os pesquisadores explicam como usaram a
genética para demonstrar que as células do câncer vieram da mãe. O que há de
mais instigante no câncer é que, em tese, ele é parte do nosso próprio corpo -
uma parte que resolveu se "rebelar" contra o resto. As células
cancerosas se tornam "traiçoeiras" ao sofrerem mutações em seu DNA.
Várias das mutações que levam a um câncer são bem conhecidas e estão
relacionadas a danos em genes responsáveis pela capacidade das células de
controlar sua multiplicação.
No que se refere ao bebê em questão, considerando os mecanismos da
reencarnação, transmitindo-se, ou não, células malignas materna, durante a
gestação, indiferentemente, a doença se instalaria, ou não, pois toda patologia
sempre será reflexo do estado mental do doente. No caso analisado, se há
cumplicidade entre a mãe e o bebê, obviamente, o roteiro da existência seguirá
consoante a Lei de Ação e Reação. Ora, se o bebê não trouxesse uma pendência do
passado fincada ao câncer, por exemplo, não ocorreria a transmissão de célula
cancerosa da mãe para a criança na vida intra-uterina, porém, ainda que
eventualmente ocorresse essa transmissão, as células doentes não se
desenvolveriam no corpo do rebento, pis não teria campo para isso. É a Justiça
da Lei de Deus! Até porque, das patologias humanas, o câncer é o mais,
fortemente, enraizado aos erros morais do passado (recente ou remoto).
O conhecimento espírita nos auxilia a transformar a carga mental da culpa,
incrustada no perispírito, e nos possibilita maior serenidade ante os desafios
da doença. Isso influenciará no sistema imunológico. Os reflexos dos
sentimentos e pensamentos negativos que alimentamos se voltam sobre nós mesmos,
depois de transformados em ondas mentais, tumultuando nossas funções orgânicas.
Todavia, será crível que a carga mental positiva, por meio de um estado
psicológico ou emocional, tem a capacidade de curar doenças? Para alguns, o
fato de as pessoas com câncer estarem otimistas ou pessimistas, em relação à
cura, não influencia, diretamente, nas chances de sobrevivência à doença.
Evidentemente, discordamos desses argumentos, uma vez que diversas provas
registram que, no caso de doenças graves, a mente pode influenciar no resultado
de recuperação.
Em que pese considerarmos a importância dos médicos e o valioso contributo da
ciência, quando não apoiados na mudança de comportamento mental do doente,
somente o bom relacionamento médico-paciente é limitado e insuficiente para
atacar as causas da doença e a angústia dela decorrente. O paciente, ao chegar
ao hospital, traz consigo, além da doença, sua trajetória de vida atual e
passada. O seu estado emotivo é resultante de alguns vetores como a estrutura
da personalidade, interpretação e vivência dos acontecimentos, considerando
aspectos do imaginário e do real, além de outras variáveis de causas
patogênicas.
Os espíritas sabem que a matéria mental é criação de energia que se exterioriza
do Espírito e se difunde por um fluxo de partículas e ondas, como qualquer
outra forma de propagação de energia existente no Universo. Pensar é um
processo de projeção de matéria mental e essa matéria é o instrumento sutil da
vontade, atuando nas formações da matéria física, gerando as motivações de
prazer ou desgosto, alegria ou dor, otimismo ou desespero, saúde ou doenças,
que não se reduzem, efetivamente, a abstrações, por representarem turbilhões de
forças em que a alma cria os seus próprios estados de mentação indutiva,
atraindo, para si mesma, os agentes [por enquanto imponderáveis], de luz ou
sombra, vitória ou derrota, infortúnio ou felicidade, conforme conceitua o
Espiritismo.
Nesse aspecto, o estado mental, fruto das experiências de vida passada e
presente, deixa de ter uma dimensão intangível para se consubstanciar na
condição de matéria em movimento. Muitos pacientes, diante do diagnóstico da
doença, transformam a dor em esperança e despertam, neles, a vontade de lutar
por uma vida melhor. Outros, porém, desistem e se entregam, admitindo que estão
sob uma sentença de morte. Cada caso é um caso e, a cada um, a vida responde
segundo seus merecimentos.
Do exposto, urge que busquemos, acima de tudo, os hábitos salutares da oração,
da meditação e do trabalho, procurando enriquecer-nos de esperança e de
alegria, para nunca desanimarmos diante dos desafios de qualquer doença, ainda
que sob o guante de nossos delitos do passado "esquecido". Lembremos,
sempre, que o Evangelho do Senhor nos esclarece que o pensamento puro e
operante é a força que nos arroja das trevas para a luz, do ódio ao amor, da
dor à alegria.
Para todos os males e quaisquer doenças, centremos nossos pensamentos em Jesus,
pois nosso remédio é, e será sempre, o Cristo. Ajustemo-nos ao Evangelho
Redentor, pois o Mestre dos mestres é a meta de nossa renovação.
Jorge
Hessen
E-Mail: jorgehessen@gmail.com
Site: http://jorgehessen.net
Blog: http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com
FONTES:
1- Compatibilidade de tecidos; grau de similitude de seus caracteres
antigênicos, de que depende a não-rejeição de enxertos e transplantes de
órgãos.
Notícia recente relata que a
Justiça da Inglaterra absolveu Bridget Kathleen Gilderdale, pelo crime de
tentativa de homicídio, por ter induzido, ao suicídio, a filha Lynn Gilderdale,
portadora de esclerose múltipla, que se comunicava, apenas, através de sinais,
e estava, há dezessete anos, aprisionada em uma cama. (1) A corte foi informada
de que Lynn já havia tentado se matar antes e registrado um pedido para que não
mais fosse ressuscitada. Gilderdale confessou ter auxiliado a filha a
suicidar-se depois de ter tentado, sem sucesso, convencê-la a permanecer viva.
A decisão do Tribunal de Lewes, no condado de East Sussex, ganhou as páginas
dos principais jornais ingleses porque, dias antes, a mesma justiça britânica
condenou Frances Inglis à prisão perpétua por ter induzido a morte, com
injeções de heroína, o filho que havia sofrido lesão cerebral e estava sob
tratamento intensivo, desde 2007, gerando o debate sobre mudanças nas leis que
tratam de suicídio assistido, eutanásia e homicídio. Enquanto o juiz do caso
Gilderdale declarou apoio à ré, o juiz Brian Barker do caso de Inglis disse que
"não há na lei nenhum conceito sobre assassinato misericordioso - isso
continua sendo assassinato".
Sem entrar no mérito jurídico, a manchete nos induz a comentar, doutrinariamente,
sobre a eutanásia e o suicídio. A eutanásia, como sabemos, é uma prática que
não tem o apoio da Doutrina Espírita. Kardec e outros autores, como Joanna de
Ângelis, já se posicionaram sobre esse tema.
Muitos médicos revelam que eutanásia é prática habitual em UTIs do Brasil, e
que apressar, sem dor ou sofrimento, a morte de um doente incurável é ato
freqüente e, muitas vezes, pouco discutido nas UTIs dos hospitais brasileiros.
Apesar de a Associação de Medicina Intensiva Brasileira negar que a eutanásia
seja frequente nas UTIs, existem aqueles que admitem razões mais práticas,
como, por exemplo, a necessidade de vaga na UTI, para alguém com chances de
sobrevivência, ou a pressão, na medicina privada, para diminuir custos.
Nos Conselhos Regionais de Medicina, a tendência é de aceitação da eutanásia,
exceto em casos esparsos de desentendimentos entre familiares sobre a hora de
cessar os tratamentos. Médicos e especialistas em bioética defendem, na
verdade, um tipo específico de eutanásia, a ortotanásia, que seria o ato de
retirar equipamentos ou medicações, de que se servem, para prolongar a vida de
um doente terminal. Ao retirar esses suportes de vida, mantendo, apenas, a
analgesia e tranquilizantes, espera-se que a natureza se encarregue da morte.
A eutanásia vem suscitando controvérsias nos meios jurídicos, lembrando, no
entanto, que a nossa Constituição e o Direito Penal Brasileiro são bem claros:
constitui assassínio comum. Nas hostes médicas, sob o ponto de vista da ética
da medicina, a vida é considerada um dom sagrado e, portanto, é vedada, ao
médico, a pretensão de ser juiz da vida ou da morte de alguém. A propósito, é
importante deixar consignado que a Associação Mundial de Medicina, desde 1987,
na Declaração de Madrid, considera a eutanásia como sendo um procedimento,
eticamente, inadequado.
No aspecto moral ou religioso, sobretudo espírita, lembremos que não são poucos
os casos de pessoas desenganadas pela medicina, oficial e tradicional, que
procuram outras alternativas e logram curas espetaculares, seja através da
imposição das mãos, da fé, do magnetismo, da homeopatia ou mesmo em decorrência
de mudanças comportamentais. Criaturas outras, com quadros clínicos de doenças
incuráveis, uma vez posto o magnetismo em atividade, também conseguem reverter
as perspectivas de uma fatalidade, com efetivas melhoras, propiciando
horizontes de otimismo para suas almas.
Não cabe ao homem, em circunstância alguma, ou sob qualquer pretexto, o direito
de escolher e deliberar sobre a vida ou a morte de seu próximo, e a eutanásia
ou mesmo a ortotanásia, essa falsa piedade, atrapalha a terapêutica divina nos
processos redentores da reabilitação. Nós, espíritas, sabemos que a agonia
prolongada pode ter finalidade preciosa para a alma e a moléstia incurável pode
ser, em verdade, um bem.
Nem sempre conhecemos as reflexões que o Espírito pode fazer nas convulsões da
dor física e os tormentos que lhe podem ser poupados graças a um relâmpago de
arrependimento. Dessa forma, entendamos e respeitemos a dor, como instrutora
das almas e, sem vacilações ou indagações descabidas, amparemos quantos lhe
experimentam a presença constrangedora e educativa, lembrando sempre que a nós
compete, tão-somente, o dever de servir, porquanto a Justiça, em última
instância, pertence a Deus, que distribui conosco o alívio e a aflição, a
enfermidade, a vida e a morte, no momento oportuno.
Sobre o suicídio, o Espiritismo adverte que o suicida, além de sofrer no mundo
espiritual as dolorosas conseqüências de seu gesto impensado, de revolta diante
das leis da vida, ainda renascerá com todas as sequelas físicas daí
resultantes, e terá que arrostar, novamente, a mesma situação provacional que a
sua flácida fé e distanciamento de Deus não lhe permitiram o êxito existencial.
É verdade que, após a desencarnação, não há tribunal nem Juízes para condenar o
Espírito, ainda que seja o mais culpado. Fica ele, simplesmente, diante da
própria consciência, nu perante si mesmo e todos os demais, pois nada pode ser
escondido no mundo espiritual, tendo o indivíduo de enfrentar suas próprias
criações mentais.
O suicídio é a mais desastrada maneira de fugir das provas ou expiações pelas
quais devemos passar. É uma porta falsa em que o indivíduo, julgando
libertar-se de seus males, precipita-se em situação muito pior. Arrojado,
violentamente, para o Além-túmulo, em plena vitalidade física, revive,
intermitentemente, por muito tempo, os acicates de consciência e sensações dos
derradeiros instantes, além de ficar submerso em regiões de penumbras, onde
seus tormentos serão importantes para o sacrossanto aprendizado,
flexibilizando-o e credenciando-o a respeitar a vida com mais empenho.
André Luiz cita, nas suas obras, que "os estados da mente são projetados
sobre o corpo através dos bióforos, que são unidades de força psicossomáticas
que se localizam nas mitocôndrias. A mente transmite seus estados felizes ou
infelizes a todas as células do nosso organismo, através dos bióforos. Ela
funciona ora como um sol, irradiando calor e luz, equilibrando e harmonizando
todas as células do nosso organismo, e ora como tempestades, gerando raios e
faíscas destruidoras que desequilibram o ser, principalmente, em atingindo as
células nervosas"(2)
A questão 920, de O Livro dos Espíritos, registra que a vida na Terra foi dada
como prova e expiação, e depende do próprio homem lutar, com todas as forças,
para ser feliz o quanto puder, amenizando as suas dores.(3)
Recordemos que Jesus nos assegurou que "O Pai não dá fardos mais pesados
que nossos ombros" e "aquele que perseverar até o fim, será
salvo". (4)
O verdadeiro cristão porta-se, sempre, em favor da manutenção da vida e com
respeito aos desígnios de Deus, buscando não só minorar os sofrimentos do
próximo - sem eutanásias/ortotanásias, claro! - mas, também, confiar na justiça
e na bondade divina, até porque, nos Estatutos de Deus não há espaço para
injustiças. Somos responsáveis pela situação em que o mundo se encontra.
"Todos os suicidas, sem exceção, lamentam o erro praticado e são acordes
na informação de que só a prece alivia os sofrimentos em que se encontram e que
lhes pareciam eternos."(5)
Jorge Hessen
E-Mail: jorgehessen@gmail.com
Site: http://jorgehessen.net
Blog: http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com
FONTES:
(1) Lynn sofria desde os 14 anos de encefalomielite miálgica. A doença que
afeta o sistema nervoso e lhe privou dos movimentos da cintura para baixo e da
capacidade de engolir alimentos.
(2) Xavier, Francisco Cândido, Missionário da Luz, Ditado pelo Espírito André
Luiz, RJ: Ed. FEB 2003,
(3) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, RJ: Ed FEB, 2002, pergunta 920
(4) MT 24:13
(5) INNOCÊNCIO, J. D. Suicídio. REFORMADOR, Rio de Janeiro, v. 112,

Patricia de Paula,
Expresso
As gravações do filme
sobre a vida do médium Chico Xavier foram marcadas por vários casos que,
certamente, são uma história a parte. As filmagens tiveram uma uma atriz vendo o
médium, figurante incorporando um espírito e outros mistérios, como a chuva que
parava misteriosamente a cada novo dia de gravação. Nelson Xavier, ator que
interpreta o papel principal, conta que sua ligação com Chico foi muito além do
sobrenome igual.
- Eu senti a presença
dele o tempo todo. Foi o único personagem que eu pedi para fazer e, hoje,
acredito em tudo o que ele disse e viveu. Cada vez que penso nele me comovo -
disse Nelson, se emocionando novamente.
O ator lembra que, há
muitos anos, estava num churrasco quando um rapaz sentou ao seu lado e
perguntou se eu ia fazer o papel do espírita.
- Eu disse que não. Aí
ele me respondeu que um passarinho havia dito isso para ele e que ele era espírita.
Esse foi um dos sinais mais significativos para mim - diz Nelson, que acre dita
que Chico o escolheu: - Ele me acompanhou durante todo o percurso.
Segundo a atriz Renata
Imbriani, que participou das filmagens, Chico realmente estava perto de Nelson.
Ela, que é kardecista, conta que viu o espírito do médium durante uma gravação.
- Estava aguardando a
minha vez de entrar em cena e o Nelson estava gravando. De repente, vi uma
porta entreaberta de onde saiu uma luz muito grande. Era o Chico. Ele apoiou o
braço direito do Nelson e ficou todo o tempo energizando ele. O incrível é que,
quando ele toca o Nelson ele fica até com a fisionomia igual a do Chico - conta
Renata que interpreta uma mulher que perdeu o filho.
Segundo a atriz Rosi
Campos, o clima das filmagens foi marcado por uma emoção que parecia estar à
flor da pele.
- Todos que estavam no
filme queriam muito estar lá. isso criou um clima muito especial nas filmagens.
Você se apaixona pela pessoa que ele foi. Foi muito emocionante.
O filme deve ser
lançado em 2 de abril de 2010, quando o Chico faria 100 anos.
Emoção no jardim de
Chico:
No último dia das
gravações, Nelson Xavier teve uma crise de choro. Depois, foi para o jardim,
sentou num banco e, talvez sem saber, faz o que Chico costumava fazer ali
mesmo: apóia as mãos sobre as pernas e olha para o céu. "Essa cena foi
emocionante. Era o jardim dele, as rosas dele".
Até o tempo deu uma
forcinha
Em Uberaba fazia um
frio horrível e o diretor Daniel Filho disse para ninguém se preocupar porque
no dia seguinte faria sol. Não deu outra. Fenômeno parecido aconteceu em São
Paulo, quando chovia muito forte em toda a cidade. Só não caiu um pingo no
local da filmagem.
Visita inesperada em
reunião espírita:
Segundo o diretor, teve
uma filmagem de uma reunião espírita, em que, de repente uma senhora recebeu
uma entidade. "Paramos a filmagem e esperamos a senhora se recompor".
Pombabranca mostra o
caminho:
A atriz Renata Imbriani
conta que, antes de sair para gravar começou a rezar pedindo proteção. De
repente, uma pomba branca entrou na casa e parou bem na frente dela. "Ela
só foi embora quando eu saí. Pensei: estou no caminho certo. O tempo inteiro
senti uma energia muito forte e tranquilizadora".

Jesus o Governador da Terra-Emmanuel
Gerson Simões Monteiro
O filme
2012 – O dia do juízo final produzido em 2008 nos Estados Unidos, é na verdade
mais uma tentativa de se criar uma onda de terrorismo psicológico através do
suposto fim do mundo. Nessa onda, exploram-se sem fundamento as profecias
relativas às transformações pelas quais a Terra está passando para ingressar em
uma Nova Era.
Segundo um
amigo, os produtores desse filme usaram as profecias Maias tentando
“cristianizá-las”, mas esqueceram-se de que, quando tais profecias foram
concebidas, aquele povo nem tinha ouvido falar de Jesus, muito menos pensava em
acreditar em um único Deus. Como o ano 2000 já se foi, e não se pode mais
explorar a falsa profecia da Bíblia – “de mil passarás, de dois mil não
passarás” – agora surge um filme que procura reativar o tema catastrófico,
embora não haja nenhuma citação a respeito nem no Velho nem no Novo Testamento.
A escolha da
data
Na verdade, a nova data para o mundo acabar, o dia 21 de dezembro de 2012, é
apenas uma jogada de marketing para o lançamento do referido filme. Ela foi estabelecida
no calendário Maia, um calendário que principia a contagem do tempo em 11 de
agosto do ano 3114 a.C., ou seja, antes mesmo das datações arqueológicas dessa
misteriosa civilização. De acordo com aquelas datações, os Maias floresceram
entre 1800 a.C. e 1450 d.C., em um vasto território que inclui regiões das
Américas Central e do Sul, onde as ruínas de suas cidades e pirâmides
monumentais resistem ao tempo.
Os Maias são
reconhecidos por seu avançado conhecimento de astronomia e pela precisão de seus
diferentes calendários, como o calendário anual solar, com 365 dias, chamado
Haab. Outro desses calendários, o de “longa contagem”, foi desenvolvido para
computar extensos períodos de tempo ou ciclos, de 5.125 anos. Foi com base
nesse calendário de longos ciclos que se estabeleceu a tradição da profecia
Maia do fim dos tempos.
Ora, as
profecias Maias, pelo visto, estão de acordo também com o que ensina a Doutrina
Espírita a respeito não do fim físico do nosso planeta, mas do surgimento de
uma Nova Era, quando a Terra passará, na escala dos mundos habitados, de Mundo
de Expiações e Provas (segunda categoria), para Mundo de Regeneração (terceira
categoria).
Já estamos em
2014

O fim do mundo!
Porém,
precisamos considerar que já estamos no ano 2014, de acordo com a revelação
mediúnica transmitida por Chico Xavier, em 1937, posteriormente ratificada
através de conceituados cientistas e teólogos, que se basearam nos estudos e
pesquisas históricas relacionados a seguir:
1o) Quando Jesus nasceu numa obscura colônia do Império
Romano, a Palestina, uma estreita faixa de terra no fundo do Mediterrâneo, o
imperador romano era César Otávio Augusto. E no mundo de César, os anos eram
contados pelo calendário romano. Assim, o ano 1 era o da fundação de Roma.
Os anos
seguintes eram assinalados com a abreviatura A. U. C., da expressão “Ab Urbe
Condita” (Desde a Fundação de Roma). Somente no século VI, bem depois de
Constantino (com o Edito de Milão no ano 313) conceder a liberdade de culto aos
cristãos, é que foi estabelecido o calendário cristão. Foi então que, no ano
525, o monge Dionísio, o Pequeno, procurou estabelecer o ano da Era Cristã, em
relação ao calendário romano “Ab Urbe Condita”. E, por seus cálculos, fixou o
ano da fundação de Roma como sendo 754 antes de Cristo.
Contudo, a
revelação feita pelo Espírito Humberto de Campos, em 1935, por intermédio da
psicografia de Francisco Cândido Xavier, no capítulo 15 do livro Crônicas de
Além-Túmulo, editado pela FEB em 1937, registra o erro histórico cometido por
aquele monge católico e sua devida correção, ao relatar o seguinte diálogo,
travado no mundo espiritual, entre o Cristo e seu discípulo João, o
Evangelista:
– João –
disse-lhe o Mestre –, lembras-te do meu aparecimento na Terra? – Recordo-me,
Senhor. Foi no ano 749 da era romana, apesar da arbitrariedade de Frei
Dionísio, que, calculando no século VI da era cristã, colocou erradamente o
vosso natalício em 754.
2o)
É importante frisar que a revelação, trazida por intermédio de Chico Xavier,
foi confirmada posteriormente pelo historiador e professor de História Antiga
no New College, de Oxford, Robin Lane Fox, que em seu livro Bíblia – Verdade e
Ficção, lançado em 1993, confirma esse erro de cálculo da data de nascimento de
Jesus, calcado em vários documentos da época e nos fatos narrados pelos
evangelistas, fatos esses postos em aparente contradição na perspectiva
fundamentada no calendário romano.
3o)
Esse mesmo pensamento é defendido pelo professor Charles Perrot, do Instituto
Católico de Paris, em entrevista à revista Le Point:
[...] segundo
um amplo consenso de exegetas, o ano de nascimento de Jesus deveria situar-se
um pouco antes da morte de Herodes, O Grande. Ora, segundo os dados
numismáticos, astronômicos e, sobretudo textuais, Herodes deve ter morrido no
dia 11 de abril do ano 4 a.C. [...] O nascimento de Jesus terá sido
provavelmente entre os anos 6 e 7 a.C. [...].
4o)
Também o professor e padre John P. Meier, que leciona o Novo Testamento na
Universidade Católica da América, em Washington, escreveu no The New York
Times, no dia 21 de dezembro de 1986, que Cristo deve ter nascido por volta de
6 a 4 a.C.;
5o)
Em nosso país, o astrônomo Ronaldo Rogério Mourão de Freitas, do Observatório
Nacional, divulgou no Jornal do Brasil de 4/1/1982 que Frei Dionísio, o
Pequeno, em 525, encarregado pelo Papa de organizar o calendário cristão a
partir da vinda de Jesus à Terra, arbitrou o ano de 754 da Era Romana para o
seu nascimento. Mas, pelas pesquisas realizadas sobre o assunto, ele chegou à
conclusão de que o aparecimento do Cristo em nosso mundo se deu no ano 749 da
fundação de Roma.
A Nova Era
Ora, diante de todas essas evidências, podemos concluir, sem margem de dúvida,
que o ano 2012 já passou, ou seja, já estamos em pleno 2014 e a Terra não foi
destruída, conforme a previsão divulgada de que o mundo acabaria no dia 21 de
dezembro de 2012.
Convém ainda
esclarecer que o termo “fim”, empregado nas palavras proféticas de Jesus –
“Quando o Evangelho for pregado em toda a Terra, é então que chegará o fim”
(Mateus, 24:14) – está relacionado com a ideia de tempo e não com a de
espaço, exatamente a mesma ideia do calendário de longos ciclos dos
Maias. Portanto, Jesus se referiu ao fim de uma Era, não ao fim do mundo
físico. E isto é lógico, pois quando as criaturas humanas estiverem
evangelizadas haverá o fim da violência, das lutas fratricidas, do
narcotráfico, das balas perdidas, das seleções étnicas e de todo o mal que
ainda perdura no coração do homem.
E
convenhamos: seria racional Deus acabar com o nosso planeta, quando as
criaturas humanas estivessem vivendo plenamente a mensagem do Evangelho? E se
Deus é a Justiça Suprema, a destruição do mundo seria então o prêmio prometido
por Jesus aos mansos e pacíficos, que ao longo dos séculos se esforçaram para
implantar na Terra o seu reino de amor e de paz? É claro que não! Deus é Justo!
Em recente reportagem, divulgou-se que
uma jovem, de 15 anos, suicidou-se com um tiro de revolver, dentro de uma
escola, em Curitiba. Não houve grito nem pedido de socorro. Em silêncio, ela entrou
no banheiro e se trancou em uma das cinco cabines reservadas. Sentada sobre o
vaso sanitário, disparou contra a boca. Suicídios desse gênero (tiro
especialmente), em escolas brasileiras, não são comuns. "Três meses antes
da tragédia, a jovem procurou os pais e pediu para que eles a levassem a um
psicólogo. Dizia sentir-se triste e desmotivada. O pai passou a pegá-la na aula
de pintura e levá-la, semanalmente, a um psiquiatra. No inquérito policial
sobre o suicídio, apurou-se que ela tomava benzodiazepínicos (soníferos) para
dormir, e outros fármacos para controlar a ansiedade que sentia". (1)
Diante do dilema, indagamos: Como os pais podem proteger os filhos ante os
desequilíbrios emocionais que assolam a juventude de hoje? Obviamente, precisam
estar atentos. Interpretar qualquer tentativa ou anúncio de suicídio do jovem
como sinal de alerta. O ideal é procurar ajuda especializada de um psicólogo e,
para os pais espíritas, os recursos terapêuticos dos centros espíritas.
Aproximar-se, mais amiudemente, do filho que apresenta sinais fortes de
introspecção ou depressão. O isolamento e o desamparo podem terminar com aguda
depressão e ódio da vida.
É evidente que sugerir serem os pais os únicos responsáveis pelo autocídio de
um filho(a), é algo muito delicado e preocupante, pois, trata-se um ato pessoal
de extremo desequilíbrio da personalidade, gerado por circunstâncias atuais ou
por reminiscências de existências passadas. Se há culpa dos pais, atribui-se à
negligência, à desatenção, a não perceber as mudanças no comportamento de um
filho(a) e a tudo que acontece à sua volta. Sobre isso, estamos convictos de
que a sociedade, como um todo, é, igualmente, culpada. Inobstante colocarem o
fardo da culpa nos pais em primeiro lugar, reflitamos: quem pode controlar a
pressão psicológica que uma montanha de apelos vazios faz na cabeça dos jovens,
diariamente? O suicídio é um ato exclusivamente humano e está presente em todas
as culturas. Suas matrizes causais são numerosas e complexas. Os determinantes
do suicídio patológico estão nas perturbações mentais, depressões graves,
melancolias, desequilíbrios emocionais, delírios crônicos, etc. Algumas pessoas
nascem com certas desordens psiquiátricas, tal como a esquizofrenia e o
alcoolismo, o que aumenta o risco de suicídio. Há os processos depressivos,
onde existem perdas de energia vital no organismo, desvitalizando-o, e,
conseqüentemente, interferindo em todo o mecanismo imunológico do ser.
Em termos percentuais, 70% das pessoas que cometem suicídio, certamente sofriam
de um distúrbio bipolar (maníaco-depressivo); ou de um distúrbio do humor; ou
de exaltação/euforia (mania), que desencadearam uma severa depressão súbita,
nos últimos minutos que antecederam aos de suas mortes. O suicídio pode
ocorrer, tanto na fase depressiva, quanto na fase da mania, sempre conseqüente
do estado mental. O suicida é, antes de tudo, um deprimido, e a depressão é a
doença da modernidade. O suicida não quer matar a si próprio, mas alguma coisa
que carrega dentro de si e que, sinteticamente, pode ser nominado de sentimento
de culpa e vontade de querer matar alguém com quem se identifica. Como as
restrições morais o impedem, ele acaba se autodestruindo. Assim, "o
suicida mata uma outra pessoa que vive dentro dele e que o incomoda, profundamente.
Outra coisa que deve ser analisada é a obsessão que poderia ser definida como
um constrangimento que um indivíduo, suicida em potencial ou não, sente, pela
presença perturbadora de um obsessor.
A religião, a moral, todas as filosofias condenam o suicídio como contrário às
leis da Natureza. Todas asseveram que ninguém tem o direito de abreviar,
voluntariamente, a vida. Entretanto, por que não se tem esse direito? Por que
não é livre o homem de pôr termo aos seus sofrimentos? Ao Espiritismo estava
reservado demonstrar, pelo exemplo dos que sucumbiram, que o suicídio não é uma
falta somente por constituir infração de uma lei moral - consideração, essa, de
pouco peso para certos indivíduos - mas, também, um ato estúpido, pois que nada
ganha quem o pratica. Antes, o contrário, é o que se dá com eles, na existência
espiritual, após ato tão insano. Temos notícia, não somente, pelo que lemos nos
livros da Doutrina Espírita e que nos advertem os Espíritos Superiores, mas
pelos testemunhos que nos dão esses infelizes irmãos, narrando tristes fatos
que eles mesmos nos põem sob as vistas, em sessões de orientação às entidades
sofredoras. Sob o ponto de vista sociológico, o suicídio é um ato que se produz
no marco de situações anômicas, (2) em que os indivíduos se vêem forçados a
tirar a própria vida para evitar conflitos ou tensões inter-humanas, para eles
insuportáveis.
O pensador Émile Durkheim teoriza que a "causa do suicídio, quase sempre,
é de raiz social, ou seja, o ser individual é abatido pelo ser social.
Absorvido pelos valores [sem valor], como o consumismo, a busca do prazer
imediato, a competitividade, a necessidade de não ser um perdedor, de ser o
melhor, de não falhar, o jovem se afasta de si mesmo e de sua natureza.
Sobrevive de ‘aparências’, para representar um ‘papel social’ como protagonista
do meio. Nessa vivência neurotizante, ele deixa de desenvolver suas
potencialidades, não se abre, nem expõe suas emoções e se esmaga na sua
intimidade solitária." (3)
O Espiritismo adverte que o suicida, além de sofrer no mundo espiritual as
dolorosas conseqüências de seu gesto impensado, de revolta diante das leis da
vida, ainda renascerá com todas as seqüelas físicas daí resultantes, e terá que
arrostar, novamente, a mesma situação provacional que a sua flácida fé e distanciamento
de Deus não lhe permitiram o êxito existencial.
É verdade que após a desencarnação não há tribunal nem Juízes para condenar o
espírito, ainda que seja o mais culpado. Fica ele, simplesmente, diante da
própria consciência, nu perante si mesmo e todos os demais, pois nada pode ser
escondido no mundo espiritual, tendo o indivíduo de enfrentar suas próprias
criações mentais. "O pensamento delituoso é assim como um fruto apodrecido
que colocamos na casa de nossa mente. A irritação, a crítica, o ciúme, a queixa
exagerada, qualquer dessas manifestações, aparentemente sem importância, pode
ser o início de lamentável perturbação, suscitando, por vezes, processos
obsessivos nos quais a criatura cai na delinqüência ou na agressão contra si
mesma." (4)
A rigor, não existe pessoa "fraca", a ponto de não suportar um
problema, por julgá-lo superior às suas forças. O que de fato ocorre é que essa
criatura não sabe como mobilizar a sua vontade própria e enfrentar os desafios.
Joanna de Angelis assevera que o "suicídio é o ato sumamente covarde de
quem opta por fugir, despertando em realidade mais vigorosa, sem outra
alternativa de escapar".(5) Na Terra, é preciso ter tranqüilidade para
viver, até porque, não há tormentos e problemas que durem uma eternidade.
Recordemos que Jesus nos assegurou que "O Pai não dá fardos mais pesados
que nossos ombros" e "aquele que perseverar até o fim, será
salvo". (6)
Jorge Hessen
http://jorgehessen.
jorgehessen@gmail.com
Fonte:
1. Disponível em http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI73803-15228,00-
NO+BANHEIRO+DA+ESCOLA+UM+TIRO.html
2. O sociólogo acredita que, quando o indivíduo resolve tirar a própria vida,
ele está em estado de anomia, que significa "falta de valores".
"Uma situação anômica é a ausência ou desintegração de normas. Quando
ocorrem perturbações da ordem coletiva, o número de suicídios tende a se
elevar"
(3) Durkheim, Emile. Título: El suicidio. P.imprenta: Tlahuapan, Puebla.
Premiá. 1987. 343 p. Edición; 2a ed. Descriptores: Suicidio. Sociología.
Aspectos psicológicos
(4) Mensagem extraída do livro "PACIÊNCIA", de Emmanuel; psicografado
por Francisco Cândido Xavier
(5) Franco, Divaldo, Momentos de Iluminação, Ditado pelo Espírito Joanna de
Angelis, RJ: ed. FEB
(6) MT 24:13
Fonte: Site de Joao Batista
Cabral
Anos atrás, a medicina criou espaços de enclausuramento (isolamento) como suposto
tratamento para os portadores de doença mental. No entanto, o movimento da
reforma psiquiátrica foi construindo críticas a esse medievo modelo, revelando
formas substitutivas de trabalho. Em meados do século passado, a intensa
“psiquiatrização” dos tratamentos foi reforçada com o aparecimento dos
primeiros neurolépticos (drogas lipossolúveis e, com isso, têm facilitada sua
absorção e penetração no Sistema Nervoso Central.), caracterizada pelo seu uso
abusivo e indiscriminado, tornando a doença mental crônica e incapacitante.
Paulatinamente, algumas transformações foram compondo o cenário da luta a favor
da saúde mental noutros espaços ambulatoriais, em detrimento das medidas
estritamente manicomiais. A reformulação das práticas para tratamento psiquiátrico
trouxe - e ainda traz - mudanças na percepção e intervenção dos profissionais
da saúde em relação à doença e ao doente mental. “Novos procedimentos, com base
na reabilitação psicossocial da pessoa com sofrimento mental, propõem práticas
mais humanizadas, visando à reintegração desse indivíduo à sociedade. Hoje,
aplicam-se, por exemplo, a arteterapia e outras técnicas expressivas, todas
“consideradas intervenções importantes dentro desse novo enfoque mais humano.”
(1)
As práticas na área da saúde mental estão em conformidade com as oficinas
terapêuticas, uma das formas de tratamento no contexto da reforma psiquiátrica.
São operacionalizadas de diversas maneiras, inclusive através da música e do
teatro. As artes recreativas (o “brincar”) foram identificadas como
possibilidades de comunicação para pessoas com transtornos psicóticos, com base
na psicanálise e nos trabalhos de diversos especialistas. Destarte, “a
psicologia clínica foi enriquecida pelo tratamento psicodramático, com uma
compreensão da doença a partir de um coletivo e não só do individual”. (2)
A rigor, o tormento mental é mais um dado na história do indivíduo, de tal
forma que “faz-se necessário levar em consideração toda uma história de vida
que essa pessoa já construiu. O sofrimento mental tem que ser adaptado à essa
história, que é composta de relações sociais dentre as outras situações.”(3) A
concentração da atenção no outro ou perceber o outro é difícil para quem está
num quadro de alteração da percepção e do pensamento, capturado pelos delírios
e alucinações. Segundo se observa, atualmente, “através do exercício de
atividades artísticas, é possível estimular a concentração equilibrada em si
mesmo e no outro de forma lúdica e prazerosa.” (4) Tanto os adultos, quanto os
jovens e crianças, que carregam o peso de conflitos, lutos, abandonos, e
problemas que vão do transtorno bipolar, depressão e hiperatividade até a
esquizofrenia, estão em tratamento no Instituto de Psiquiatria do Hospital das
Clínicas (HC), em São Paulo. Os resultados são promissores, sobretudo, para as
crianças, em que são utilizados recursos terapêuticos que advêm dos livros de
contos de fada, por exemplo. Literatura essa que pode reproduzir os conflitos
dos enfermos. Da fábula, em que o personagem se torna órfão, à história da
princesa rejeitada, está tudo inserto nos livros e encenações para a proposta
terapêutica. Muito interessantes são os resultados, sobretudo, com a melhora no
comportamento social, na criatividade, na coordenação motora e na fala dos
pacientes.
Em meio às atividades artísticas, o paciente pode encontrar alternativas para
um posicionamento mais saudável, na medida em que a atividade possibilita
separar a imagem formada, pelos próprios desejos e temores, daquilo que
realmente é. Em vários jogos de representação teatral, o “faz de conta” abre
espaço para isso. No teatro terapêutico, “a realidade é testada através da
ilusão, (...) por intermédio de um processo de bem humorada auto-reflexão”. (5)
Nesse sentido, destacamos a iniciativa para tratamento psiquiátrico levado a
cabo pela Associação Viva e Deixe Viver, uma entidade dedicada a recrutar e
treinar contadores de histórias para crianças e adolescentes hospitalizados. A
Associação fundada, em 1997, está obtendo bons resultados em suas primeiras
experiências com pacientes de um hospital psiquiátrico. A filosofia do grupo é
a utilização das possibilidades terapêuticas que o “faz de contas” pode trazer.
Com as atividades artísticas, as mais variadas, ora propostas pelas terapeutas,
ora pelos participantes do grupo, é que foi possível o exercício da
espontaneidade, surgindo conteúdos e emoções variadas nos doentes, tais como:
medo, raiva, alegria, ciúmes, delírios ligados à sexualidade, idéias de morte,
solidão, medo da vida, a crise, o sentido da crise, as internações, os sonhos,
política, família. Tudo isso faz parte da vida, sabemos nós. Só que na vida se
é surpreendido por essas coisas que acontecem à revelia de cada um. No “faz de
contas” é possível espreitá-las, dominá-las, acomodá-las e gritar no momento
exato do absurdo, do delírio e do desconforto.
Há vários grupos de expressão, viabilizados por atividades ligadas à música e
ao teatro, trabalhando a ampliação da comunicação com o mundo interno e
externo. A técnica, enquanto manifestação criativa do ser humano na sua luta
interior, tem sido resgatada enquanto prática terapêutica na assistência em
saúde mental e destina-se tanto a transtornos neuróticos como psicóticos.
Portanto, as propostas são desenvolvidas por meio de contribuições práticas
sobre a arte como possibilidade terapêutica.
Por outro lado, vendo as propostas terapêuticas por outro foco, os
especialistas, em todas as épocas, tentam ajudar esses irmãos enfermos,
inclusive na fase inicial de seus estudos. Especificamente, no campo da psiquiatria,
alguns estudiosos mais ousados já relacionavam algumas doenças de origens
nervosas e mentais, sendo induzidas pela influência dos espíritos; todavia, os
preconceitos da época impediram que as pesquisas avançassem. Apesar de poucos
informes científicos, há muitas evidências de que o processo obsessivo
(caracterizado por manipulações e interposições de fluidos tóxicos) exerce
papel importante na fisiopatogenia das doenças no corpo físico e espiritual, e,
às vezes, evoluindo com quadros gravíssimos. “A obsessão, sob qualquer
modalidade que se apresente, é enfermidade de longo curso, exigindo terapia
especializada, de segura aplicação e de resultados que não se fazem sentir
apressadamente.” (6) “A ação fluídica do obsessor sobre o cérebro, se não for
removida a tempo, dará, necessariamente, em resultado, o sofrimento orgânico
daquela víscera, tanto mais profundo quanto mais tempo estiver sob a influência
deletéria daqueles fluidos.” (7)
Em todas as épocas da história das civilizações, existiram psicopatas que
sofriam influências nefastas de obsessores, e, em alguns casos, envolvendo
personagens que se celebrizaram por seus atos. Nabucodonosor II, rei dos
Caldeus, sofreu uma licantropia e pastava no jardim do palácio, como um animal.
Tibério, envolvido por muitos espíritos cobradores, cometeu muitos deslizes,
com muita malignidade. Calígula e Gengis-Khan marcaram presença, em função de
suas aberrações psicóticas. Domício Nero, em função de grandes desequilíbrios
psíquicos, entre tantos equívocos, mandou assassinar a mãe e sua esposa, e,
depois, as reencontrava em desdobramentos. Dostoiévski sofria de ataques
epilépticos. Nietzsche perambulou pelos asilos de alienados. Van Gogh cortou as
orelhas num momento de insanidade e as enviou de presente para sua musa inspiradora,
findando, posteriormente, a vida, com um tiro. Schumann, notável compositor,
atirou-se ao Reno, sendo salvo pelos amigos e internado num hospício, onde ele
encerrou a carreira. Edgar Allan Poe sucumbiu arrasado pelo álcool e tendo
visões infernais.
Para os tratamentos de ordem psíquico e mental corroboramos com a formulação
quimioterápica – sedativos, anti-depressivos e medicamentos de ação central.
Consideramos a importância dos eletrochoques – embora muito raramente, apenas
nos casos de difícil remissão (casos catatônicos) ou de extrema resistência à
quimioterapia; a psicoterapia – segundo as técnicas usuais, de escolha do
terapeuta (aliada, sempre que possível, à noção de reencarnação); a psicanálise
profunda – (calcada, sempre que possível, na pluralidade das existências); e,
como vimos acima, a terapia ocupacional – mantendo o paciente ocupado em
trabalho que o atraia e de seu interesse, de modo a mantê-lo afastado de seus
pensamentos doentios; a ludoterapia – divertimentos sadios e cultivo de
esportes (ginástica, natação, e outros tipos de exercícios); a musicoterapia –
o senso musical talvez seja o último elo que o doente mental perde e deve ser
cultivado com carinho; a reeducação – através de contatos freqüentes com
assistentes sociais e palestras educativas. Ainda, sob o ponto de vista das
alternativas médicas, ressaltamos a importância da homeopatia, acupuntura e
todos os esforços no sentido de levar o indivíduo a uma busca objetiva diante
da vida, sem culpas, sem cobranças, valorizando a sua alta estima, o pensamento
positivo e a força de vontade.
Desta forma, urge que a casa espírita respeite as orientações dos profissionais
da área de saúde, evitando equívocos como: fazer diagnósticos, trocar e/ou
suspender medicamentos e, às vezes, tornar o quadro dos pacientes mais graves
que verdadeiramente o são. Compete à medicina, ao tratar seus pacientes,
admitindo a hipótese de obsessão, ainda que não comprovada, academicamente,
pedir ajuda às casas espíritas que exercem suas atividades com objetivos
sérios, seguindo os postulados do Cristo e os preceitos da Doutrina Espírita.
Considerando que nem sempre os resultados são imediatos, não devemos nos
esquecer da importância de um diálogo franco e aberto com a família,
principalmente, tendo o cuidado de não induzir falsas esperanças e curas
miraculosas, e, sim, direcionar orientações específicas, apontando todas as
dificuldades que o caso possa apresentar.
Para que haja mais sucesso no tratamento do processo obsessivo, o primeiro
passo é que se faça um bom diagnóstico, sob todos os aspectos. Apesar de todos
os esforços, às vezes, é difícil fazer um diagnóstico diferencial especifico,
considerando que os sinais e sintomas são idênticos, tanto na loucura,
propriamente dita, com lesões cerebrais, quanto nos processos obsessivos, onde
há grande perturbação na transmissão do pensamento.
Para tratamentos das doenças, de uma forma geral, é fundamental que se
considere a existência do perispírito. “É por seu intermédio que o Espírito
encarnado se acha em relação contínua com os desencarnados. O perispírito é o
órgão sensitivo do Espírito, por meio do qual este percebe coisas espirituais
que escapam aos sentidos corpóreos.” (8) “A cura se opera mediante a
substituição de uma molécula malsã por uma molécula sã. O poder curativo
estará, pois, na razão direta da pureza da substância inoculada; mas depende,
também, da energia, da vontade que, quanto maior for, tanto mais abundante
emissão fluídica provocará e tanto maior força de penetração dará ao fluido.”
(9) Urge, mais uma vez, deixar bem claro que o tratamento espiritual, oferecido
na Casa Espírita, não dispensa tratamento médico. O prognóstico, de modo geral,
poderá ser bom ou ruim, considerando todos os fatores envolvidos,
especialmente, o interesse do obsidiado em profundas transformações íntimas e a
boa vontade da família em dar-lhe toda a assistência possível sob todos os
aspectos. “A Doutrina Espírita, aliada às Ciências Médicas, poderá se entender
não se contradizendo, mas de mãos dadas, caminhando juntas, buscando todos os
recursos disponíveis no sentido de abrandar o sofrimento do doente” (10). Caso
contrario, “a ciência nadará em um oceano de incertezas, enquanto acreditar que
a loucura depende, exclusivamente, do cérebro. A ciência precisa distinguir as causas
físicas das causas morais, para poder aplicar às moléstias os meios
correlativos”(11)
Atualmente, uma excelente proposta para tratamento dos portadores de doenças
psíquicas é a participação em reuniões de desobsessão, que tem por objetivo
atender aos enfermos envolvidos no conflito obsessivo. No caso do obsidiado,
tem por finalidade a análise das parasitoses (12) mentais e do corpo físico. No
caso do obsessor, ele terá a oportunidade de comparecer à reunião, onde deverá
ser recebido com muito amor, visando à doutrinação, para que possa compreender
os erros do irmão e assim encontrar forças para perdoar. Recordamos que o passe
magnético, sem dúvida, é de muita importância no tratamento desses irmãos,
considerando a oportunidade de polarização de fluidos, dissipando fluidos
tóxicos e interpondo fluidos benéficos. Os passes poderão ser espirituais, em
função do magnetismo de irmãos desencarnados que participam dos processos, e
humanos, através do magnetismo animal do próprio passista encarnado. Sugerimos,
no contexto, o valor indiscutível da água magnetizada (fluidificada) – que é de
grande importância, também, no reequilibro do doente, considerando que nela são
introduzidos fluidos potencializados pelas emanações de energias provindas das
irradiações de minerais, vegetais e animais. Indispensável, igualmente, é o
Culto do Evangelho no Lar, considerando a oportunidade de leitura do Evangelho
e a reflexão sobre seu conteúdo, além das preces que poderão ser proferidas,
permitindo crescimento interior, o exercício da fé, gerando transformações ao
nível de renúncias de viciações e paixões inferiores, permitindo a vigilância
do Ser em seus pensamentos, palavras e atos e muitos outros benefícios que, aos
poucos, vão aperfeiçoando o espírito.
Jorge Hessen
http://jorgehessen.net
jorgehessen@gmail.com
FONTES:
(1) Valladares, A. C. A. (Org.) (2004). Arteterapia no novo paradigma de
atenção em saúde mental. São Paulo: Vetor, p. 209
(2) Aguiar, M. O psicodramatista fala sobre teatro espontâneo e explica por que
acredita que o modelo clínico está superado. Jornal do CRP, v.16, n.106, p.3-5,
1997
(3) ___________, A. C. A. (Org.) (2004). Arteterapia no novo paradigma de
atenção em saúde mental. São Paulo: Vetor, p. 209
(4) Fromm, E. A arte de amar. Belo Horizonte: Ed. Itatiaia, 1958
(5) Moreno, J. L. O teatro da espontaneidade. São Paulo: Summus, 1984. p.
133-142
(6) Franco, Divaldo Pereira. Nos Bastidores da Obsessão, Ditado pelo Espirito
Manuel Philomeno de Miranda, RJ: Ed. Feb , 1995, 7a edição.
(7) Menezes, Adolfo Bezerra de Menezes – A Loucura sob um Novo Prisma, 2ª
edição, 1987, FEB-RJ
(8) Kardec, Allan. A Gênese, RJ: Ed. Feb, 29ª edição, 1986, cap. XIV
(9) idem
(10) Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, 117ª edição, 1990,
Instituto de Difusão Espírita - IDE, 117ª ed., cap. I, item 8
(11) _____________, Adolfo Bezerra de Menezes – A Loucura sob um Novo Prisma,
2ª edição, 1987, FEB-RJ
(12) Para Suely C. Schubert , “Assim, os Espíritos que se encontram muito
apegados às sensações materiais prosseguem, após o túmulo, a buscar
sofregamente os gozos em que se compraziam. Para usufruí-los, vinculam-se aos
encarnados que vibram em faixa idêntica, instalando-se então o comércio das
emoções doentias. Por outro lado, os obsessores, por vingança e ódio, ligam-se
às suas vítimas com o intuito de absorver-lhes a vitalidade, enfraquecendo-as e
exaurindo-as, para conseguirem maior domínio. Idêntico procedimento têm os
desencarnados que se imantam aos seres que ficaram na Terra e que são os
parceiros de paixões desequilibrantes. Ressalte-se que existem aqueles que, já
libertos do corpo físico, ligam-se, inconscientemente, aos seres amados que
permanecem na crosta terrestre, mas sem o desejo de fazer o mal. E, mesmo entre
os encarnados, pessoas existem que vivem permanentemente sugando as forças de
outros seres humanos, que se deixam passivamente dominar. Essa dominação não
fica apenas adstrita à esfera física, mas (...) intensifica-se durante as horas
de sono. Quando mais profunda or esta sintonia maior será a vampirização. Em
qualquer dos casos configura-se perfeitamente a parasitose espiritual (...)
Também aqueles que se aproveitam do trabalho alheio - em regime de quase
escravidão - pagando a essas criaturas salários de fome, que as colocam em
condições subumanas, exercem, de certa forma, a parasitose. Assim, os Espíritos
que se encontram muito apegados às sensações materiais prosseguem, após o
túmulo, a buscar sofregamente os gozos em que se compraziam. Para usufruí-los,
vinculam-se aos encarnados que vibram em faixa idêntica, instalando-se então o
comércio das emoções doentias. Por outro lado, os obsessores, por vingança e
ódio, ligam-se às suas vítimas com o intuito de absorver-lhes a vitalidade,
enfraquecendo-as e exaurindo-as, para conseguirem maior domínio. Idêntico
procedimento têm os desencarnados que se imantam aos seres que ficaram na Terra
e que são os parceiros de paixões desequilibrantes. Ressalte-se que existem
aqueles que, já libertos do corpo físico, ligam-se, inconscientemente, aos
seres amados que permanecem na crosta terrestre, mas sem o desejo de fazer o
mal. E, mesmo entre os encarnados, pessoas existem que vivem permanentemente
sugando as forças de outros seres humanos, que se deixam passivamente dominar.
Essa dominação não fica apenas adstrita à esfera física, mas (...)
intensifica-se durante as horas de sono. Quando mais profunda or esta sintonia
maior será a vampirização. Em qualquer dos casos configura-se perfeitamente a
parasitose espiritual (...) Também aqueles que se aproveitam do trabalho alheio
- em regime de quase escravidão - pagando a essas criaturas salários de fome,
que as colocam em condições subumanas, exercem, de certa forma, a parasitose.”

Dez milhões de pessoas, em todo mundo, consomem substâncias psicotrópicas para
minimizar tensões nervosas, fobias e insônias, entre outras. Uns cem milhões
usam tranquilizantes, como lexotan, lorax, anafranil, benzodiazepina, para
tratamento dos sintomas psicopatológicos como depressão, ansiedade, síndrome do
pânico e estresse.
Há momentos de inquietudes e de instabilidades emotivas nos múltiplos setores
da sociedade, em que existem de 15 a 30 milhões de pessoas com transtornos
mentais, neuroses e índices acentuados de demência, como a epilepsia e vários outros
transtornos psicóticos.
Para a Psiquiatria, os desacertos psíquicos originam de fatores físicos. Já a
Psicologia, especialmente a Psicanálise, considera-os como reflexos de traumas
adquiridos na experiência da vida, "incrustados" no inconsciente. A Neurologia
aponta-os como alteração da sincronia genética, interferindo na estrutura dos
neurônios.
A despeito da ação efetiva dos psicofármacos, acreditamos que eles funcionam
como paliativos nos momentos críticos das disfunções psíquicas, até porque, os
elementos geradores dessas patologias, a rigor, não se encontram nos neurônios
do cérebro, porém, na estrutura funcional do perispírito.
André Luiz explica que "um lago de águas agitadas não reflete a luz da
estrela que jaz no firmamento". Pura realidade! Existem pessoas neuróticas
que trabalham com tanta voracidade, aprisionadas pela ganância ao dinheiro,
numa escala sem precedentes. Sem método, sem descanso e sem tempo para a
família. Tais pessoas chegam ao paroxismo da desertificação dos sentimentos, numa
lamentável opacidade espiritual.
Estarrece-nos a sofreguidão da busca do sexo em que são remetidos os escravos
da luxúria nos pântanos da indigência moral, como reflexo da ociosidade. Outros
se mantêm numa exagerada genuflexão, sucumbindo na afasia.
Diante dos ventos das adversidades e dos apelos conflituosos, em face das
competições humanas, devemos conectar o "plugue" da fraternidade,
nela, desfrutarmos o prêmio de uma vida saudável.
O matemático e psicólogo Pedro Uspensky, discípulo do notável George Gurdieff,
sugeriu, nesse contexto, uma revisão das propostas das escolas psicológicas, da
Psicologia mecanicista, da Psicologia aplicada, do Behaviorismo e das demais
escolas psicológicas sedimentadas no pensamento psicoanalítico de Sigmund
Freud. Escudada pela retórica eterna da mensagem da libido, deveriam essas
escolas psicológicas ceder espaço à busca da psicologia do homem como um todo,
do ser integral, sem que esse seja visto, somente, como um animal movido à
sexualidade.
A psicologia tradicional com suas teses reducionistas, não pode continuar
confundindo a psiquê com os atributos intelectivos, porém, deve entronizar os
preceitos da Psicologia transpessoal, que explica e disseca o homem integral –
a personalidade, a individualidade – estuda-os numa simbiose harmônica. Uma
individualidade eterna, que transita em múltiplas etapas, através das
imperiosas leis da reencarnação.
À Doutrina dos Espíritos está reservada a tarefa de alargar os horizontes das
pesquisas psíquicas, contribuindo para a solução dos enigmas que atormentam a
consciência, projetando luz nas questões desafiadoras do ser, do destino e da
dor. Os processos psicopatológicos são frutos das nossas ações e decorrem da má
utilização do livre-arbítrio. O Evangelho estabelece, como medida básica, a
ética do amor e da caridade, para a conquista da íntima harmonia psíquica.
Portanto, com a prática dos Códigos legados pelo "PRÍNCIPE DA PAZ" a
Terra, com seus processos provacionais e expiatórios, representará magnífica
escola de crescimento individual, em cujas lições purificadoras encontraremos a
cura definitiva da maior chaga dos sentimentos humanos: O EGOISMO.
Jorge Hessen
http://jorgehessen.net
jorgehessen@gmail.com
28.07.2009
|
Vida após a morte será tema de tese na PUC de
São Paulo |
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Essa consciência, segundo Sonia, classificada de
vários nomes, mantém sua individualidade, história, aquisições morais e
intelectuais, além de ter capacidade de comunicação com o mundo da matéria.
Atualmente, como uma das coordenadoras do Instituto de Pesquisas Avançadas em
Transcomunicação Instrumental, Sonia passa seus dias conectando aparelhos de
gravação de áudio e vídeo, buscando contato com o que convencionamos chamar
de “o outro lado da vida”. Para a pesquisadora, o fato deste tipo de abordagem
adentrar o mundo acadêmico é uma conquista que só será percebida no futuro,
mas que trará benefícios para toda a Humanidade: “É chegada a hora de sair da
infância e encarar a realidade da nossa evolução contínua.”, diz Sonia. Acompanhe a entrevista exclusiva concedida por Sonia
Rinaldi ao editor da NovaE. Após 20
anos de pesquisa, como a ciência clássica, baseada em conceitos da matéria,
vem encarando o seu trabalho?
Como foi o
processo de aprovação de sua tese de mestrado, sobre este assunto tão avesso
ao mundo acadêmico?
Quem serão
os maiores beneficiados com a comprovação científica da sobrevivência após a
morte?
Você pode
explicar aos nossos leitores, em sua maioria, leiga neste assunto, o que
seria a hipótese "sobrevivencialista" em contraposição à hipótese
"psi"?
Como são
realizadas suas experiências de gravação? Qual é sua rotina de pesquisadora?
Nos
workshops realizados por você, como as pessoas têm reagido ao contato com
entes que se foram? Na mesma linha desta questão, a saudade e a necessidade
de um contato não podem prejudicar uma análise racional?
Quando se
fala em vida após a morte, as pessoas fazem logo uma conexão com religião,
que, no sentido clássico, vai na contramão da pesquisa científica. Como você
lida com isto?
Considerando
a hipótese sobrevivencialista, quais as diferenças deste contato em relação à
psicografia, já que as gravações captam pequenas frases, às vezes com uma
estrutura gramatical inversa, bem diferente dos livros mediúnicos, que são
verdadeiros tratados, romances, com estruturas complexas...
Se você achou a matéria
interessante repasse para seus contatos |
Olivier Ameisen, um conceituado
pesquisador contemporâneo na área da saúde, “alega que ele mesmo conseguiu
abandonar o vício [de bebidas alcoólicas], usando uma droga hoje receitada para
relaxar os músculos chamada baclofen.”(1) Todavia, muitos especialistas mantêm
o ceticismo, advertindo para o perigo que está por trás das chamadas “curas
milagrosas” para o problema do alcoolismo. Entre 1997 e 1999, Ameisen passou um
total de nove meses confinado em clínicas para alcoólatras, mas nada funcionou.
Em março de 2002, ele começou a testar a droga em si mesmo com doses diárias de
cinco miligramas. Quase imediatamente, passou a sentir menos vontade de beber.
Gradualmente, aumentou para a dosagem máxima de 270 mg e, então, se viu
“curado”. Hoje, usa, de 30mg a 50 mg por dia. Contudo, sobre isso, Alain
Rigaud, presidente da Associação Nacional para a Prevenção do Alcoolismo e da
Dependência da França e Michel Reynaud, membro do hospital Paul-Brousse, em
Paris, “temem que a badalação da mídia, a respeito do “remédio” de Ameisen,
esteja ofuscando a complexa natureza do alcoolismo.”(2)
Uma droga alucinógena, popular na década de 60, pode ajudar cientistas a
encontrar um tratamento para o alcoolismo. A hipótese é de um grupo de
pesquisadores da Universidade da Califórnia. “De acordo com os cientistas,
pesquisas feitas com ratos, utilizando ibogaína, mostraram que a substância foi
capaz de bloquear o desejo de consumir álcool, por meio do estímulo a uma
proteína cerebral.” (3) Estudos feitos, recentemente, sobre o uso do topiramato
em voluntários alcoólatras, revelaram que essa droga, comumente usada no
tratamento da epilepsia, melhora a saúde geral e reduz o desejo de beber –
“embora seus efeitos colaterais preocupem o especialista britânico em
psiquiatria do vício, Jonathan Chick, do Royal Edinburgh Hospital, afirmam que
os resultados são positivos, especialmente os dados que mostram melhoria na
saúde.” (4)
Como podemos entender o vício? Para mim, é toda dependência química ou psíquica
geradora de solicitudes insustentáveis, capazes de levar o dependente a
repetir, incessantemente, a ação que sacia, temporariamente, essa “aflição.”
(5) Geralmente, decorre de uma ação repetitiva, que nem sempre proporciona
prazer imediato, mas, que, ao longo do tempo, torna-se objeto de necessidade
exarcebada, inconveniente e prejudicial ao indivíduo. Pode ser visto como uma
forma equivocada de compensar, superficialmente, algo que deveria estar sendo
preenchido interiormente, no íntimo da pessoa. Seja como for, as raízes dessas
disfunções estão no passado, quer seja hereditariamente, quer seja
espiritualmente, em decorrência de experiências infelizes, remanescentes de
pregressas existências. Explica o Espírito Victor Hugo que "no estado de
alcoolismo faz-se muito difícil a recomposição do paciente, dele exigindo um
esforço muito grande para a recuperação da sanidade. A obsessão, através do
alcoolismo, é mais generalizada do que parece. Num contexto social permissivo,
o vício da ingestão de alcoólicos torna-se expressão de "status",
atestando a decadência de um período histórico que passa lento e doído. "(6)
Vale ressaltar que “ao reencarnarmos trazemos conosco os remanescentes de
nossas faltas como raízes congênitas dos males que nós mesmos plantamos, a
exemplo, da Sindrome de Down, da hidrocefalia, da paralisia, da cegueira, da
epilepsia secundária, do idiotismo, do aleijão de nascença desde o berço.” (7)
Como percebemos, a Doutrina Espírita adverte sobre essa influência espiritual,
oculta, ou seja, o meio espiritual que respiramos pode contribuir para o
surgimento de um determinado vício. “O viciado em álcool quase sempre tem a seu
lado entidades inferiores que o induzem à bebida, nele exercendo grande domínio
e dele usufruindo as mesmas sensações etílicas.” (8)
Para o dependente do álcool, a deterioração física, mental e social é evidente.
Basta observar a figura ictérica, inchada, sem controle dos esfíncteres,
perambulando pelas ruas, vítima de tremores, de delírios e alucinações, capaz
de beber desodorante, álcool etílico, combustível, perfume e, até, urina
[porque sabe que, através dela, parte do álcool ingerido será eliminada]. Surge
a cirrose hepática, como o estágio final dos danos causados pelo álcool. Essa
patologia é uma forma de dano permanente e irreversível do fígado. O acúmulo de
líquido no abdômen - ascite (barriga d’água), desnutrição, confusão mental (encefalopatia)
e sangramento intestinal, são alguns sinais de insuficiência hepática. Provoca
lesões no coração, resultando em arritmias e outros problemas como trombos e
derrames conseqüentes. "Freqüentemente, as pessoas se viciam no álcool
como uma forma de mascarar seus problemas. Tratar os efeitos no cérebro não vai
resolver esse outro aspecto. Também não deve resolver outros problemas de
saúde, como os danos no fígado." (9) Desde 2003, os Cientistas já
afirmavam ter descoberto um gene importante para a explicação dos inúmeros
efeitos do álcool no cérebro, e esperavam poder produzir “um medicamento que
desligasse alguns dos efeitos de prazer ligados à ingestão do álcool, e talvez
tentar combater o alcoolismo com remédio.”(10) Não deu certo!
Para o psicanalista Luis Alberto Pinheiro de Freitas, autor de
"Adolescência, família e drogas" (Editora Mauad), “a liberalidade de
muitas famílias com o álcool é um dos maiores problemas para a prevenção:- Há o
mito de que a maconha leva os jovens a outras drogas. Mas é o álcool que faz
esse papel. E a própria família incentiva o consumo. Tenho pacientes, diz
Alberto, que começaram a beber quando o pai, orgulhoso do filho que virava
homem, os chamava para drinques.” (11) Outro especialista, Frederico
Vasconcelos, atesta que o "álcool gera uma doença de longa evolução (dez
anos em média) e o abuso entre jovens os leva a drogas maiores: - Uma delas é o
ecstasy, encontrado em dois tipos de pastilha: a MAP (meta-anfetamina) e a MDMA
(metil-dietil- MA), esta com propriedades alucinógenas e ambas vendidas nas
boates da Zona Sul e da Barra da Tijuca. O adolescente se expõe hoje muito mais
ao álcool. Está se formando uma geração de dependência de álcool. Além dos
riscos à saúde, há os perigos de dirigir embriagado, da violência e de
traumatismos decorrentes do abuso de álcool.” (12)
Sabemos que tudo se inicia no primeiro gole. Depois, vem a necessidade do
segundo, do terceiro e o alcoolismo se instala em nossas vidas. A sede, o
sabor, a oportunidade social, as comemorações, a obrigatoriedade em aceitar um
drinque oferecido por um “amigo” são as muitas desculpas, nas quais nos
apoiamos para ingerir as doses que, mais tarde, serão letais. Precisamos estar
atentos para não cometer exageros, abusos, e não resvalar por esse “hábito social”,
que pode terminar por nos condicionar a ele e nos transformar num trapo de
gente, num farrapo humano. Ressalte-se que os limites entre o uso
"social" e a dependência nem sempre são claros.
O que se vê nos hospitais, durante a autópsia do cadáver de um alcoólatra
crônico, é algo horripilante. O panorama interno do cadáver pode ser comparado
ao de uma cidade completamente destruída por um bombardeio atômico. Mudam-se os
tipos de bebidas: das mais populares, ao alcance do trabalhador braçal, às mais
sofisticadas, para os homens de "status". No entanto, o costume é o
mesmo, os prejuízos, iguais. Em verdade o alcoolismo possui um forte estigma
social. O número de casos ligados ao abuso de álcool, atendidos nos hospitais
na Inglaterra, mais que dobrou nos últimos anos. “Em 2007, houve 207.800
admissões hospitalares vítimas do álcool, comparadas com 93.500 em 1996,
segundo um relatório divulgado, recentemente, pelo “Centro de Informação do NHS
(National Health Service), o serviço público da saúde do país.” (13) Desse
total, 57.142 casos tiveram, como causa direta, o abuso de álcool, como
embriaguez profunda, dependência, cirrose e intoxicação aguda. “O estudo
revelou, ainda, que 9% desses casos envolveram jovens com menos de 18 anos e
30% dos adolescentes de 15 anos consideram aceitável ficar bêbado pelo menos
uma vez por semana.” (14)
Apesar dos danos que o Álcool provoca na estrutura fisiopsicossomática, existem
aqueles especialistas que alegam que “o corpo físico necessita de pequenas
quantidades dele”. Ledo engano! Isso é, veementemente, contestado pelos Drs.
Edgar Berger e Oldmar Beskow, no livro intitulado: ESCRAVOS DO SÉCULO XX. Como
vimos acima, o alcoolista não é somente um destruidor de si mesmo, é, também,
um veículo das trevas, ponte viva para as investidas arrasadoras do mal. Joanna
de Ângelis nos ensina que “a pretexto de comemorações, festas e decisões, não
nos comprometamos com o hábito da bebida. O oceano é constituído de gotículas,
e as praias, de inumeráveis grãos. Libertemo-nos do chavão "HOJE SÓ",
e quando impelidos a comprometimentos nocivos, não encampemos o célebre
desculpismo "SÓ UM POUQUINHO", porquanto uma picada que injeta veneno
letal, não obstante em pequena dose, produz morte imediata." (15)
(destaque meu)
No meu site, publiquei um artigo que escrevi, em 2005, que, ante o desculpismo,
que procura arrazoar o hábito de beber, eis uma lenda que, um dia, li em um
calendário, com frases e pensamentos orientais:
“Um homem chega ao líder de sua religião, que proíbe a bebida e indaga:
- Grande mestre, as uvas são proibidas?
- Não.
- E o suco de uva é contra a nossa religião?
- Absolutamente.
- E se as uvas fermentarem na água, seremos culpados?
- De jeito nenhum.
- Pois ao fermentar, elas produzem o vinho. Por que é pecado então bebê-lo?
- Bem, respondeu o Grande mestre, - se eu lhe atirar um punhado de terra à
cabeça, não lhe farei mal algum.
- Claro!
- Se lhe jogar água misturada com terra, também não o ferirei.
- Certo!
- Mas, se eu pegar nesse punhado de terra misturado com água e o meter no forno
para cozimento, transformando-o num tijolo e o atirar na sua cabeça, o que será
que pode acontecer?”(16)
Vale refletir!
Jorge Hessen
http://jorgehessen.net/
jorgehessen@gmail.com
Fontes:
(1) Disponível em http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/12/081206_cura_alcoolismorg.shtml
(2) idem
(3) Disponível em http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2005/01/050119_alcoolismobg.shtml
(4) Cf. revistas científicas Archives of Internal Medicine e Proceedings of the
National Academy of Sciences disponível em http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/06/080610_alcoolismo_tratamentos_mv.shtml
(5) Do ponto de vista médico, o alcoolismo é uma doença crônica, com aspectos
comportamentais e socioeconômicos, caracterizada pelo consumo compulsivo de
álcool, na qual o usuário se torna progressivamente tolerante à intoxicação
produzida pela droga e desenvolve sinais e sintomas de abstinência, quando a
mesma é retirada.
(6) Franco, Divaldo Pereira. Calvário de Libertação - ditado pelo Espírito
Victor Hugo , Salvador: 1a. Ed. ALVORADA, 1979
(7) Xavier, Francisco Cândido. Nos domínios da mediunidade, ditado pelo
Espírito André Luiz, RJ: Ed FEB, 2000, p.139-140
(8) Peres, Ney Prieto Manual prático do espírita, SP: Ed. Pensamento, 1984,
p.55).
(9) Disponível em http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2004/03/040312_alcoolas.shtml
(10) A pesquisa foi publicada na revista científica Cell , Cf. http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2003/12/031212_alcoholfn.shtml
(11) Alberto , Luis Pinheiro de Freitas.Adolescência, família e drogas, RJ:
Editora Mauad, 2002, In Revista "Época" de 29 de julho de 2002,
(Marcia Cezimbra, jornal O Globo)
(12) Disponível no site http://www.alcoolismo.com.br/, acesso em 18-07-09
(13) http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/05/080523_bebidajovens_mp.shtml
(14) idem
Franco, Divaldo Pereira. Estudos Espíritas, ditado pelo Espírito Joanna de
Angelis 1a. Ed. Ed FEB, RJ: 1983
Hessen, Jorge. Artigo OS CÉLEBRES DESCULPISMOS DO "SÓ UM POUQUINHO!"
"HOJE SÓ!", publicado no site http://jorgehessen.net/ em 14-05-05
A jovem Baya Bakari, de 14 anos, foi a única sobrevivente do Airbus A310, da
empresa Yemenia Air, que caiu no Oceano Índico, pouco antes do pouso nas Ilhas
Comores, com 153 pessoas a bordo. Temos notícia de outros acidentes aéreos que
tiveram, também, um único sobrevivente, a exemplo de Vesna Vulovic, aeromoça
sérvia, que, no momento em que a aeronave sobrevoava a ex-Tchecoslováquia,
resistiu à explosão, supostamente, causada por atentado terrorista, em janeiro
de 1972. (1) Dias antes, na véspera do Natal de 1971, um avião de passageiros,
também, explodiu, depois de ser atingido por um raio, ao sobrevoar a Amazônia
peruana. Todos morreram, à exceção da jovem Juliane Koepcke, de 17 anos, que
caiu de uma altitude de 3 mil metros, aproximadamente, ainda presa ao seu cinto
de segurança. (2) História semelhante é a de George Lamson Jr, que tinha 17
anos, quando sobreviveu à queda do Lockheed L-188, Electra da Galaxy Airlines,
matando outras 70 pessoas a bordo, em janeiro de 1985. Os episódios de
sobreviventes nessas circunstâncias incluem o de uma criança, de quatro anos,
que escapou da queda do voo 255, da Northwest Airlines, em agosto de 1987, em
que mais de 150 pessoas morreram no acidente, segundo os organizadores de um
memorial pelas vítimas da catástrofe. Em 1995, uma menina, de nove anos, foi a
única sobrevivente da explosão, em pleno ar, de um avião, na Colômbia. Em 1997,
um menino tailandês escapou de um acidente, que matou 65 pessoas, durante um
voo da Vietnam Airlines. Em 2003, uma criança, de três anos, foi a única
sobrevivente de um acidente aéreo, no Sudão, que matou 116 pessoas. Lamentemos,
sem desespero, quantos se fizerem vítimas de desastres que nos confrangem a
alma, pois nada acontece sem que Deus consinta.
Esses fatos nos remetem a refletir sobre as idéias dos cientistas materialistas
que creem que a sobrevivência “não é uma questão de destino”, pois mais de 90%
dos acidentes aéreos têm sobreviventes, hoje em dia, graças aos “avanços
tecnológicos” (!!!...). Mas, a justificativa de “avanços tecnológicos” não
explica as causas de uns morrerem e outros sobreviverem na mesma cena trágica.
Como se processa a convocação de encarnados para uma desencarnação coletiva?
Qual a explicação espiritual para o fato de pessoas saírem ilesas das
catástrofes, algumas, até mesmo, desistindo da viagem ou, então, perdendo o
embarque, em transportes a serem acidentados? As respostas são baseadas nas
premissas de que o acaso não pode reger fenômenos inteligentes e na certeza da
infalibilidade da Lei Divina, agindo por conta de espíritos prepostos, sob a
subordinação das entidades superiores. “A cada um será dado segundo as suas
obras”. Ensinam os espíritos, mediante comparação simples, mas de forma
altamente significativa, que justiça sem amor é como terra sem água. O
pensamento da espiritualidade superior sobre o tema significa que a justiça é
perfeita, porque Deus a fez assistida pelo amor, para que os endividados não
sejam aniquilados.
A Doutrina dos Espíritos, embasada em O Livro dos Espíritos, não respalda a
idéia de fatalidade, tratando especificamente do assunto, merecendo, por isso, leitura
e reflexão. (3) Então, qual a finalidade desses acidentes que causam a morte
conjunta de várias pessoas? Como a Justiça Divina pode ser percebida nessas
situações? Por que algumas pessoas escapam, como vimos acima? Lembrando que
fatalidade, destino e azar são palavras sempre citadas em situações como essas,
vejamos como os Espíritos nos esclarecem: “Fatalidade”, “Destino” e “Azar” são
palavras que não combinam com a Doutrina Espírita, da mesma forma a palavra
“sorte”, usada para aqueles que escapam desse tipo de situação. Que conceitos
estão por trás dessas palavras? O Livro dos Espíritos explica, dentre outras
informações a respeito, que “a fatalidade só existe no tocante à escolha feita
pelo Espírito, ao encarnar, de sofrer esta ou aquela prova; feita a escolha,
ele traça, para si mesmo, uma espécie de destino, que é a própria conseqüência
da posição em que se encontra. Em verdade, “fatal”, no verdadeiro sentido da
palavra, só o instante da morte. Chegado esse momento, de uma forma ou de
outra, a ele não podemos fugir”. (4) Em chegando a hora de retornar ao Plano
Espiritual, nada nos livrará e, inconscientemente, guardamos em nós o gênero de
morte que nos aguarda, pois isso nos foi revelado quando fizemos a escolha
desta ou daquela existência. Não nos esqueçamos de que somente os
acontecimentos importantes, e capazes de influir nossa evolução moral, são
previstos por Deus, porque são úteis à nossa purificação e à nossa instrução.
Nas mortes coletivas, como os casos tão dramáticos ocorridos nos recentes
desastres aéreos, somente encontraremos uma justificativa lógica para os
respectivos acontecimentos, se analisarmos, atentamente, as explicações que só
a Doutrina Espírita nos fornece, para confirmar que, até mesmo nesses
DESASTRES, a Lei de Justiça se faz presente, pois, como nos afirma o
Codificador, não há efeito sem que haja uma causa que o justifique.
Todos os nossos irmãos que pereceram, em desastres aéreos, carregavam, na alma,
motivos para se ajustarem com a Lei Maior, a fim de quitar seus débitos com a
Justiça Divina, que não falha jamais, encontrando, aí, a oportunidade sublime
do resgate libertador. “Salvo exceção, pode-se admitir, como regra geral, que
todos aqueles que têm um compromisso em comum, reunidos numa existência, já
viveram juntos para trabalharem pelo mesmo resultado, e se acharão reunidos
ainda no futuro, até que tenham alcançado o objetivo, quer dizer, expiado o
passado, ou cumprido a missão aceita”. (5)
Vamos encontrar em o livro Chico Xavier Pede Licença, no capítulo 19, intitulado
“Desencarnações Coletivas”, as sábias explicações para o fenômeno das mortes
coletivas, quando o benfeitor Emmanuel responde pergunta endereçada a ele, por
algumas dezenas de pessoas, em reunião pública, realizada na noite de
22/08/1972, em Uberaba, MG, e que aqui transcrevemos: “Sendo Deus a Bondade
Infinita, por que permite a morte aflitiva de tantas pessoas enclausuradas e
indefesas, como nos casos de incêndios (e de quedas de aeronaves)? Responde
Emmanuel -” Realmente, reconhecemos em Deus o Perfeito Amor, aliado à Justiça
Perfeita. “E o Homem, filho de Deus, crescendo em amor, traz consigo a Justiça
imanente, convertendo-se, em razão disso, em qualquer situação, no mais severo
julgador de si próprio”. (6)
Como se processa a provação coletiva [resgate]? O mentor do Chico esclarece:
“Na provação coletiva, verifica-se a convocação dos Espíritos encarnados,
participantes do mesmo débito, com referência ao passado delituoso e obscuro. O
mecanismo da justiça, na lei das compensações, funciona, então, espontaneamente,
através dos prepostos do Cristo, que convocam os comparsas da dívida do
pretérito para os resgates em comum, razão porque, muitas vezes, intitulais
“doloroso caso” às circunstâncias que reúnem as criaturas mais díspares no
mesmo acidente, que lhes ocasiona a morte do corpo físico ou as mais variadas
mutilações, no quadro dos seus compromissos individuais”. (7) Diante de tantos
lúcidos esclarecimentos, não mais podemos ter quaisquer dúvidas de que a
Justiça Divina exerce sua ação, exatamente, com todos aqueles que, em algum
momento, contrariaram a harmonia da Lei de Amor e Caridade e, por isso mesmo,
cedo ou tarde, defrontar-se-ão, inexoravelmente, com a Lei de Causa e Efeito,
ou, se preferirem, com a máxima proferida pela sabedoria popular: “A semeadura
é livre, mas, a colheita é obrigatória”.
É importante destacar que, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, o mestre
lionês assinala: "Não se deve crer, entretanto, que todo sofrimento,
porque se passa neste mundo, seja, necessariamente, o indício de uma
determinada falta: trata-se, freqüentemente, de simples provas escolhidas pelo
Espírito para sua purificação, para acelerar o seu adiantamento”. (8). Diante
do exposto, afirmamos que a função da dor é ampliar horizontes, para,
realmente, vislumbrarmos os concretos caminhos amorosos do equilíbrio. Por
isso, diante dos compromissos “cármicos”, em expiações coletivas ou
individuais, lembremo-nos sempre de que a finalidade da Lei de Deus é a
perfeição do Espírito, e que estamos, a cada dia, caminhando nessa direção,
onde o nosso esforço pessoal e a busca da paz estarão agindo a nosso favor,
minimizando, ao máximo, o peso dos débitos do ontem.
Jorge Hessen
http://jorgehessen.net
jorgehessen@gmail.com
Fontes:
(1) Vesna, que recebeu um prêmio da organização Guinness World Records pela
"mais alta queda do espaço sem paraquedas", despencou de mais de 10
mil metros de altitude junto com uma parte da fuselagem do avião, para cair nos
montes nevados da hoje República Checa.
(2) Acredita-se que os fortes ventos que sopravam de baixo para cima suavizaram
a queda, fazendo o assento descer em espiral e não em queda livre. A
adolescente alemã passou 11 dias vagando na selva, sem comida, em busca de
civilização.
(3) Kardec, Allan. O Livros dos Espiritos, RJ: ed Feb, 1999, questões 851 a
867, do Livro III, capítulo X
(4) idem
(5) Kardec, Allan. Obras Póstumas, RJ: Ed Feb, 1993, Segunda Parte, pág. 215,
no Capítulo: Questões e problemas
(6) Xavier F Candido / Pires j. Herculano. Chico Xavier pede Licença, no
capítulo 19, “Desencarnações Coletivas”, SP: Ed GEEM, 1972
(7) Xavier, Francisco Cândido. O Consolador, Ditado pelo Espírito Emmanuel, RJ:
Ed Feb 1972, perg. 250
(8) Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Rio de Janeiro: Ed FEB,
2001, item 9, cap. V
PURIFICAÇÃO
Uma mensagem de Kate
Spreckley
Terça, 12 de maio de 2009
Como canais de criatividade, nossos feitos diários
expressam nossa realidade e demonstram nossa verdade.. Nós todos temos dentro
do nosso ser um portal de energia que está conectado à grade energética mantida
dentro do nosso planeta. Desta forma nós estamos intimamente ligados à nossa
bela Mãe Terra e cada vez que tocamos o corpo desta Mãe, nossos corpos são
presenteados com vida e completude. É nossa responsabilidade e nosso dever nos
limpar e purificar para que possamos canalizar amor puro e divino, luz e
verdade para nosso mundo, nos libertando dos nossos bloqueios energéticos e
emocionais e assim permitir a verdadeira expressão do amor.
A unidade Espiritual e física que dividimos com nossa Terra explica a
profundidade da dor que carregamos dentro dos nossos corações cada vez que Ela
é machucada. O tempo para curar as feridas chegou e neste momento nós devemos
transpor o abismo que nos divide, permitindo-nos como portais individuais de
energia presentear este mundo com mudança e transformação, permitindo a cada um
e a todos os seres vivos evoluir.
É durante este tempo de grande mudança e transformação que um potencial
tremendo está sendo revelado e estamos sendo solicitados a entrar nesta nova
fase com nossas bases profundamente enraizadas na nossa fé, verdade e conexão
com nosso Criador, o Grande Espírito. Agora é o tempo para nós aceitarmos a
promessa da esperança, unidade e abundância que estão mantidos dentro dos
nossos corações. Nós somos a ponte unindo Céu e Terra.
Este tempo de mudança e transformação é motivado pelo amor do Grande Espírito
por todos os seres e anseio para que todos sejam livres das idéias e crenças
enganosas que causam sofrimento. Nós estamos acolhidos dentro do útero do
Grande Mistério e enquanto damos nossos últimos passos para a liberdade,
comprometemos nossas vidas a mudar, abrimo-nos para a beleza infinita que está
dentro da nossa Alma e despertamos nosso Poder. Portais são revelados se
estendendo além do tempo e espaço, expandindo nossos horizontes e encorajando o
desenvolvimento da empatia e compaixão.
Vórtices de energia estão remexendo dentro do centro da nossa Terra criando
portais nos quais energias velhas, estagnadas e danosas podem ser purificadas e
limpas. Os sistemas de energia do nosso mundo serão limpos de quaisquer
escombros que possam estar causando bloqueios ou desequilíbrios e é de
importância vital que fortaleçamos nossa conexão com nossos caminhos
Espirituais.
Durante este tempo de purificação nós seremos limpos dos velhos padrões que não
nos servem mais criando espaço nas nossas vidas para maiores dons Espirituais
serem concedidos. Nossa verdade interior e desejo por liberdade, maior conhecimento
e sabedoria estão nos dando orientação Divina e energias superiores essenciais
que precisam ser integradas aos nossos sistemas de energia. Nós estamos sendo
ajudados a rejeitar o auto abuso em todas as suas formas o que por sua vez irá
ativar nosso Poder superior e nos ajudar a reconhecer que a cada dia nós temos
uma escolha se vamos incorporar os princípios do nosso Espírito ou escolher
viver fora dos limites do equilíbrio e auto-respeito.
Nosso poder mantém nossa força e nossa coragem e quando ele é ativado dentro
dos nossos corações ele se torna o poder mais potente de toda a Criação – Amor.
Todas as ações e criações devem se originar da fonte de todo amor e enquanto
permitimos o centro do nosso mais profundo eu ser penetrado pela essência do amor
nós podemos começar nossa dança de respeito e gratidão.
Quando estamos em conflito há algo dentro de nós mesmos que não foi curado ou
integrado no todo que nós somos. Quando experenciamos a freqüência do perdão
somos capazes de liberar nosso conflito e abraçar a totalidade do eu e de todos
os seres. Ao nos libertar e a outros dos papéis de abuso nos liberamos e aos
outros de perpetuar os padrões energéticos que causam dor.
Foi-nos concedido o maior de todos os dons – o dom do autoconhecimento. Nossa vida
na Terra é uma oportunidade para nós explorarmos e aprendermos sobre nós
mesmos. Enquanto nossos olhos internos abrem, nos permitindo perceber nosso
mundo interno, nos é concedida a oportunidade de criar uma realidade que é
consciente. Este período de crescimento e entendimento aumentados irá nos
revelar os aspectos de nós mesmos que anteriormente eram desconhecidos
Nosso campo de energia está se tornando mais receptivo às influências
Espirituais. Está nos sendo permitido perceber o invisível mais completamente
para integrar dentro da nossa consciência o amor maior do Criador, iniciando
dentro de nós uma ressonância e lembrança da Fonte.
Se seguirmos o caminho ditado para nós pelos nossos corações, seremos capazes
de demonstrar nossa verdade com sabedoria e compaixão, sendo possível para nós
nos perdoar pelos nossos feitos de destruição e fazer o que for necessário para
reverter.
A luz da paz está despertando internamente e enquanto começamos a colher nosso
Poder para boas finalidades nós iremos descobrir respeito pelo mundo natural e
usaremos nossa intuição e conhecimento para descobrir soluções sustentáveis.
Todos fomos chamados para a Terra nesta época crucial na nossa evolução humana
para estar a serviço da humanidade. Nossa missão é desfazer o padrão habitual
da consciência coletiva humana, enquanto dedicamos nossas vidas na construção
de uma nova maneira de ser.
Nossa força da Alma está sendo re-formatada, nos reconectando às nossas
verdadeiras origens e revelando dentro de cada um de nós as qualidades
Estelares únicas que nós trouxemos a este mundo. Para aqueles que ainda não se
lembraram das suas verdadeiras identidades ou razões para estar aqui, este
processo de fato irá levá-los mais perto do entendimento.
Todo potencial está mantido dentro desta época e enquanto viajamos para dentro
do centro intuitivo de nós mesmos nós começamos a falar com autoridade e poder,
a caminhar em humildade e serviço, dividindo nossos dons com este mundo. O
velho será destruído para sempre fazendo nascer o novo, nossas emoções estão
sendo purificadas, nossos corpos estão sendo expurgados de venenos do nosso
passado e nossa Alma está sendo limpa. Está nos sendo oferecido um relance dos
mistérios profundos da vida, morte e renascimento. Ao abraçar nossa existência
terrena nós podemos restabelecer nossa esperança, desencadear nossas virtudes
especiais, direcionar, construir, tecer e sustentar todas as forças naturais da
vida.
Nossos caminhos serão revelados a nós enquanto dormimos, em meditação ou
durante momentos despertos nas nossas vidas. A todos nós está sendo oferecido
os dons do amor e esperança imensos durante este tempo de transformação. Vejam
a vocês mesmos como o Criador os vê – uma encarnação da Divindade. Re-imaginem
e recriem uma nova vida. Troquem a velha pele e comecem um novo ciclo, aprendam
a respeitar suas vidas, a nutrirem-se e amarem-se, desta forma honrado o
Criador que dá amor e vida abundante a todos nós.
Kate Spreckley Copyright © 2007 - http://www.spiritpa thways.co. za
Fonte: http://www.spiritpa
thways.co. za/may09. html
Traduzido por: Liliana Bauermann – lilianab@sinos.
net
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por El Morya Luz da Consciência - nucleo.elmorya@ terra.com. br
"O
desapego divino se manifesta quando o eu inferior se afasta do drama que ele
mesmo criou e permite que o eu superior observe e comente esse drama com
clareza e sem emoções; honestamente, sem hesitação, de modo completo e
irrestrito. Você vai saber quando esse processo está funcionando para você,
porque não haverá mais nenhuma negatividade, julgamentos, raiva, vergonha,
culpa, medo, recriminação, nem sensação de ter sido enganado. Haverá
somente uma afirmação simples acerca das coisas reais. E essa afirmação pode
construir uma grande iluminação!"
Neale Donald Walsh, no livro Conversando
com Deus
De cada evento de minha vida, dentro de meus relacionamentos, tenho procurado
entender a lição contida. E a maior delas, talvez a mais difícil, é sempre a
aceitação. Aceitar o outro como ele é. Enxergar e saber separar dentro dos
fatos, o que é real e o que é imaginação, ou seja, o fato em si, o que é
realidade e o que pode ser reflexo do que já vivi nesta vida, ou mesmo em
outras etapas reencarnatórias.
Muitas vezes ficamos parados em uma circunstância dramática que estamos
vivendo, esquecendo de olhar para os outros aspectos positivos. Aquilo que nos
tira a paz de espírito é sempre culpa de algo ou alguém, menos nossa. Não fomos
treinados para olhar o fato e encarar o aprendizado por trás dele, e ver o que
é tão óbvio: se está acontecendo comigo... sou eu que tenho que aprender alguma
coisa. Negamos e ficamos na dor. Isso nos limita gerando uma enorme dor
emocional. Iludimo-nos e tornamos nossa visão ainda mais estreita. Um
exemplo muito comum disso é julgar uma pessoa que possui inúmeras qualidades e
atitudes positivas, apenas por uma que achamos inadequada. Muitas vezes é
alguém com um enorme currículo positivo, mas que será lembrado somente por algo
de errado (aos nossos olhos) que cometeu.
A negação da nossa responsabilidade destrói a realidade positiva e quando
escolhemos ficar nela, acreditamos que aquilo que estamos sentindo, vendo ou
pensando é a verdade. Percebemos apenas aquilo que queremos ver ou acreditar e
ficamos na posição de vítimas, mas nunca na de algozes. É muito mais
confortável, não resta dúvida, porém, menos construtivo!
Olhar a vida através de lente imaginária nos apresenta uma realidade
distorcida, aquela que não aceita a responsabilidade, os fatos e pessoas
como realmente são, e ficamos perturbados. Se realmente praticarmos a fé que
dizemos ter, alcançaremos um entendimento misericordioso, aquele que sabe que
tudo acontece exatamente como deve acontecer. Colocamos nossa fé acima de
qualquer obstáculo, aceitamos a vida e aproveitamos o aprendizado . Nada pode
nos trazer mais paz e serenidade que essa atitude positiva. Qualquer outra será
sempre a de tentar manipular e controlar a própria criação divina.
Aceitar é reconhecer a realidade e sair da ilusão autocriada.
“Entrega-te ao Caminho Interno sem
racionalizar. Procura sentir as energias e entender com o coração os “sinais”
que tua alma envia".
Mestre El Morya, do livro Mensagens dos
Mestres.
Texto revisado por Cris
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O
TEMPLO DA TRANSMUTAÇÃO E SABEDORIA
sobre
o Monte Fuji, no Japão
Hierarca: Mestre KAMAKURA
Cor da Chama: violeta e ouro
Atributos: Transmutação e Sabedoria
|
Música: |
|
- Aurora, de Grieg |
Transmissão da Chama: 16 de maio de 2009
* * *
O
FOCO ARDENTE DO MESTRE KAMAKURA
Sobre o Monte Fujiyama, no Japão
Sobre o Fujiyama, o
Monte Sagrado do Japão, está ancorada a Chama da Transmutação e Sabedoria. Esse
Foco Ardente, guardado pelo grande Mestre KAMAKURA, há muitas eras se constitui
em uma fonte de Sabedoria, que dissemina sua essência benéfica sobre a
humanidade. A esse Foco de Luz, o Mestre SAINT GERMAIN acrescentou sua
irradiação, pois são necessárias torrentes de Luz adicionais da Chama Violeta
da Transmutação para dissolver as cargas da humanidade, aumentadas pelo carma
refluente.
O aluno ao aproximar-se desse Centro de Luz, conscientiza-
se cada vez mais da aceleração da vibração. Já ao longe é visível a irradiação,
semelhante a um Sol, porém envolta em uma leve neblina, para que a forte
vibração se torne suportável.
Da mesma maneira, como o Monte Fujiyama é procurado pelos
peregrinos, que vagarosamente sobem a trilha para aspirar o ar mais puro e
fresco das regiões montanhosas mais elevadas, o aluno que visita o foco Ardente
sublimado, sobe rumo ao verdadeiro Templo em sua escalada espiritual, através
de jardins verdejantes. O Templo possui sete andares e de acordo com o seu grau
evolutivo, o aluno sente-se atraído ao patamar que lhe corresponde. Quanto mais
ele subir, mais coviajores ficam para trás, até que somente alguns poucos
chegam ao andar superior. Os espaços são de dimensões gigantescas e podem
acolher alunos de todas as partes do Mundo. Eles não são comparáveis de nenhuma
maneira com edificações terrenas pois nas Regiões da Luz, espaço e tempo não
são contabilizados. O principal é a vibração e o aluno se adapta a ela para
enriquecer sua vida e seu mundo e ajudara Irradiação desse Templo a
expandir-se.
*
* *
De palestras do Mestre KAMAKURA
Na torrente de Amor
de sua Presença Divina, vocês sempre estão abrigados. Ela contém tudo de que
necessitam para seu caminho de vida, A dificuldade dos seres humanos consiste
somente em aceitar essas dádivas e absorver a elevada vibração proveniente dos
Reinos divinos.
Vocês, Alunos da Luz, que se esforçam para elevar sua
própria vibração, se aproximam dessa torrente divina, e existem momentos em sua
vida, nos quais a absorvem inteiramente. Expandir esses momentos, até que sua
vida esteja abrigada neles constantemente, seja o esforço de cada aluno.
Sabemos que a vida cotidiana ainda é muito forte, desvia sua atenção, e os faz
esquecer que se encontram nessa torrente de Luz, e nada, que não corresponda a
essa elevada vibração, pode penetrar em vocês, se não o permitirem.
Nosso esforço nessas semanas de ensinamentos no Foco de Luz
do Fujiyama se concentrará nessa tarefa. A Harmonia e o Equilíbrio de seus
corpos inferiores são importantes para sua evolução.
O Puro Amor determina a atividade aqui em nosso Templo e
também o puro Amor que faz com que afastemos sempre as sombras em vocês e ao
seu redor e nos dá ensejo de fazermos muita coisa por vocês, uma vez que
estejam preparados para isso. Deixem-nos entrar em seu mundo! Nós gostaríamos
de ajudar-lhes a expressar as Forças Divinas em seu interior, para que possam
tornar-se cada vez melhores e mais fortes colaboradores da Hierarquia
Espiritual, Seus Amigos na Luz esperam que cada aluno possa assumir tarefas
maiores do que até agora. Porém, para isso, é necessário estarem ancorados
firmemente na Luz, como focos ardentes harmoniosos para as Forças Divinas, com
as quais gostaríamos de agir por i meio de vocês.
Aceitem isso como tarefa para as próximas semanas e
deixem-se envolver no Amor de meu coração, já que sou sempre um auxiliar em seu
caminho.
*
* *
Em toda parte da
Terra, reluz como fachos a Luz proveniente dos Focos ardentes. São ilhas
luminosas na turva atmosfera terrestre, visíveis para todos aqueles que, como
vocês, procuram auxiliares no plano terreno. Esses Pontos de Luz estão
aumentando, a qualquer hora surge mais um - uma imagem de esperança para o
futuro..
Os acontecimentos na Terra são preocupantes para a maioria
das pessoas, mas não deveriam sê-lo para um Aluno da Luz, que tem em mira o
lado espiritual de todas as coisas externas. Essas são as reações cármicas, que
se tornam visíveis e aparecem em maior quantidade porque o grande número de
correntes de vida, que se encarnam na Terra, trazem consigo todos os males de
tempos passados que agora atuam em sua vida. Isso não se restringe à pessoa,
mas atinge tudo que de alguma maneira se relaciona com tal corrente de vida,
formando essa situação caótica. Porém isso não deveria atingir a harmonia dos
alunos da Luz - existem tantos aspectos do Bem na Terra! O número de correntes
de vida, que entram nessa existência com o desejo de Paz e União, também está
aumentando, e a Luz predominará, eliminando qualquer escuridão.
Vocês amigos, que novamente voltam aos ensinamentos em nosso
Templo, trataram de aumentar a Luz em seu interior. Quanto mais ela brilhar,
tanto mais auxílios e ensinamentos poderemos proporcionar- lhes e, portanto,
esperamos um trabalho fecundo com os alunos. Todo o conhecimento já adquirido
nos Reinos internos está impregnado em vocês e, de acordo com o crescimento de
sua Luz interna, ele refluirá e estará pronto para ser utilizado. É um lento
processo evolutivo, ao qual se decidiram, e algum dia o conhecimento virá à
tona. Que esse momento chegue depressa. Então se tornarão nossos auxiliares em
qualquer lugar e poderão servir às pessoas com esse conhecimento em Amor e
Sabedoria.
Nós nos esforçaremos para aliviar um pouco o véu que ainda
existe sobre esse conhecimento para alguns dos alunos. Empenhem-se também
vocês, aparecendo aqui com os corpos purificados.. Essa é a condição para que
surja o conhecimento depositado em vocês há eras.
Encarem com carinho esse aspecto de seus ensinamentos e
sejam bem-vindos como nossos amigos, aos quais nos dedicamos com cuidado e
Amor.
Eu
sou seu irmão na Luz
KAMAKURA
08.06.2009
A UTILIZAÇÃO DE CÉLULAS-TRONCO (ADULTAS OU
EMBRIONÁRIAS) E O TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS SÃO VALIOSAS OPORTUNIDADES PARA O
EXERCÍCIO DO AMOR.
(04.06.09)
Recentemente, foi realizado um transplante de órgão (traquéia) que é um marco
histórico para a Ciência. A façanha foi realizada por cirurgiões britânicos,
espanhóis e italianos, que lograram êxito no primeiro transplante de um órgão
criado e desenvolvido em laboratório. Conforme Lygia Pereira, geneticista da
Universidade de São Paulo, uma das maiores especialistas do país em pesquisas
com células-tronco (1), essa é a primeira vez que se consegue construir uma
estrutura de corpo humano (traquéia) em laboratório, preenchida com
células-tronco tiradas da medula da própria paciente. O grande feito desse fato
não foi, apenas, a reprodução das células-tronco em volta da traquéia, mas, a
reprodução de células-tronco da paciente para se evitar a rejeição.
A rejeição é um problema, claramente, compreensível, pois o corpo espiritual do
receptor continuará intacto, exercendo pleno governo mental sobre o mais
recente órgão correspondente. O órgão transplantado, fora do governo mental que
o dirigia (nos casos de retirada de órgãos de doadores), permanece com
vitalidade, desde que, cuidadosamente, imunizado. Para tanto, o perispírito do
paciente transplantado provoca os elementos de defesa do seu corpo físico,
cujos recursos imunológicos, em futuro próximo, naturalmente, vão suster ou
coibir de forma mais eficaz. Especialistas, a partir 1967, desenvolveram várias
drogas imunossupressoras (ciclosporina, azatiaprina e corticóides), para
reduzir a possibilidade de rejeição, passando, então, os receptores de órgãos a
ter maior sobrevida.
Apesar da construção em laboratório da traquéia acima citada, os transplantes
ainda são realizados com órgãos retirados dos doadores. Razão pela qual ,
quando a célula é retirada da sua estrutura formadora, no corpo humano, indo,
laboratorialmente, para outro ambiente energético, ela perde o comando mental
que a orientava e passa, dessa forma, a individualizar-se; ao ser implantada (a
célula) em outro organismo - nos transplantes, por exemplo - tenderá a
adaptar-se ao novo comando [espiritual] que a revitalizará e, a seguir,
coordenará sua trajetória. Transferido o órgão para outro corpo,
automaticamente, o perispírito do encarnado passa a influenciá-lo, moldando-o
às suas necessidades, o que exigirá, do paciente beneficiado, a urgente
transformação moral para melhor, a fim de que o seu mapa de provações seja,
também, modificado pela sua renovação interior, gerando novas causas
desencadeadoras para a felicidade que busca e, talvez, ainda que não mereça.
(2)
É fantástico o que vem sendo realizado com células-tronco para regenerar os
tecidos. No caso do coração infartado, introjeta-se a célula-tronco no coração
e essa célula regenera o órgão. Sem dúvida, o grande feito foi a construção de
um órgão inteiro em laboratório. É uma conquista muito mais complexa.
Começou-se com um órgão simples, no caso, a traquéia, que é um conduto situado
na frente do esôfago. Quem sabe, um dia, consiga-se fazer um coração (3), um
fígado, um rim. (?) Outra conquista científica têm sido as pesquisas com células-tronco
embrionárias. Sendo estudadas desde o século XIX, só há 20 anos pesquisadores
conseguiram imortalizá-las, ou seja, cultivá-las, indefinidamente, em
laboratório. Para isso, utilizaram células retiradas da massa celular interna
de blastocistos (um dos estágios iniciais dos embriões de mamíferos) de
camundongos. Essas células são conhecidas pela sigla ES, do inglês embryonic
stem cells (células-tronco embrionárias), e são denominadas pluripotentes, pois
podem proliferar, indefinidamente, in vitro, sem se diferenciar, ou, também,
diferenciam-se, uma vez modificadas as condições de cultivo. Por causa de suas
capacidades, as células-tronco têm sido objeto de intensas pesquisas,
atualmente, "pois poderiam, no futuro, funcionar como células substitutas
em tecidos lesionados ou doentes, como nos casos de Alzheimer, Parkinson e
doenças neuromusculares em geral, ou, ainda, no lugar de células que o
organismo deixa de produzir por alguma deficiência, como no caso de diabetes.
Entretanto, cabe dizer que a aplicação imediata ainda está longe." (4)
O tema (utilização de células-tronco-embrionárias) é complexo e muitas outras
observações podem ser feitas. O assunto deve e pode ser debatido de forma
inteligente, e livre do ranço religiosista tacanho e preconceituoso,
levando-nos a conclusões futuras mais satisfatórias. Não adianta posicionamento
radical, até porque, a proposta científica, aqui no Brasil, é a da utilização,
em pesquisa, dos embriões excedentes nas clínicas de reprodução assistida. O
geneticista Oliver Smithies, de 82 anos, prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia
em 2007, tem alertado que o nosso País deve acelerar o processo de pesquisas
com células-tronco, que já começou (graças a Deus!) com a anuência da Lei de
Biossegurança pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Cabe, aqui, explicar que há diferença entre células-tronco embrionárias e
células-tronco adultas no tratamento de um paciente. As células adultas têm uma
capacidade limitada de se transformarem em tecidos, em que pese a façanha acima
da traquéia construída; já as células embrionárias podem dar origem a todos os
tecidos do corpo humano. Será que, hoje, aqueles que se opõem às pesquisas
científicas, em questão, poderão garantir, com a máxima segurança, que, no
futuro, não se beneficiarão dessa inovadora proposta de terapia humana? Diante
destas questões tão polêmicas, é preciso que a sociedade como um todo se
manifeste através de seus legisladores, e defina o que é socialmente aceitável
no uso de células-tronco embrionárias humanas para fins médicos.
Inaceitável é impedir o progresso científico, baseado na premissa de que o uso
do conhecimento pode infringir conceitos arraigados em dogmas estanques,
medievais, ou morais, como matizes de "defesa da vida". Não podemos
permanecer na ignorância. A ciência tem que atingir a finalidade que a
Providência lhe assinou. Kardec ensina que nos instruímos pela força das
coisas.
Nas práticas médicas de todas as especialidades, o transplante de órgãos é a
que demonstra, com maior clareza, a estreita relação entre a morte e a nova
vida, o renascimento das cinzas como Fênix. (5) Sobre o assunto, não temos
fartas informações instrutivas dos Benfeitores Espirituais, até porque, a
prática do transplante é uma conquista recente da medicina.
Francisco Cândido Xavier comenta que o "transplante de órgãos, na opinião
dos Espíritos sábios, é um problema da ciência muito legítimo, muito natural e
deve ser levado adiante." Os Espíritos, segundo ele, "não acreditam
que o transplante de órgãos seja contrário às leis naturais. Pois é muito
natural que, ao nos desvencilharmos do corpo físico, venhamos a doar os órgãos
prestantes a companheiros necessitados deles, que possam utilizá-los com
proveito." (6)
Enfim, as pesquisas com células-tronco, adultas ou embrionárias e o transplante
de órgãos (façanha da Ciência humana) são valiosas oportunidades, dentre tantas
outras colocadas à nossa disposição, para o exercício do amor.
Jorge Hessen
E-Mail: jorgehessen@gmail.com
Site: http://jorgehessen.net
FONTES:
(1) Disponível no site
http://g1.globo.com/bomdiabrasil/0,,MUL869063-16020,00-TRANSPLANTE+DE+TRAQUEIA+ENTRA+PARA+HISTORIA+DA+MEDICINA.html
(2) Xavier, Francisco Cândido e Waldo Vieira. Evolução em dois Mundos, ditado
pelo Espírito André Luiz, 5ª edição, Rio de Janeiro: Editora FEB, 1972,
Capítulo 5 "Células e Corpo Espiritual"
(3) Há relatos de que uma adolescente norte-americana, de 14 anos, sobreviveu
durante quatro meses sem coração. Ela usou um equipamento sob medida até que se
conseguisse um transplante. É o primeiro caso de uma pessoa dessa idade que
sobrevive tanto tempo.
(4) Lygia da Veiga Pereira, do Centro de Estudos do Genoma Humano da
Universidade de São Paulo (USP).
(5) O mitológico pássaro, símbolo da renovação do tempo e da vida após a morte
(6) Entrevista, à TV Tupi, em agosto de 1964, publicada na Revista Espírita
Allan Kardec, ano X, n°38
28.05.2009
Vida
após a morte será tema de dissertação na PUC de São Paulo
Manoel Fernandes Neto
Matéria
publicada na Revista Novae, em 18 de abril de 2009.
O assunto não tem nada a ver com religião, apesar de falar
de vida após a morte. Sonia Rinaldi há mais de 20 anos pesquisa o assunto e
prepara-se para um desafio hercúleo: levar para um ambiente totalmente cético
algo que comumente é tratado com crença. Ela vai defender, a partir deste ano,
uma dissertação de mestrado na PUC – Pontifícia Universidade Católica de São
Paulo, intitulada “Transcomunicação: Interconectividade entre Múltiplas
Realidades e a Convergência de Ciências para a Comprovação Científica da
Comunicabilidade Interplanos”, com a qual pretende comprovar que após a morte
do corpo físico a consciência sobrevive.
Essa consciência, segundo Sonia, classificada de
vários nomes, mantém sua individualidade, história, aquisições morais e intelectuais,
além de ter capacidade de comunicação com o mundo da matéria. Atualmente, como
uma das coordenadoras do Instituto de Pesquisas Avançadas em Transcomunicação
Instrumental, Sonia passa seus dias conectando aparelhos de gravação de áudio e
vídeo, buscando contato com o que convencionamos chamar de “o outro lado da
vida”.
Para a pesquisadora, o fato deste tipo de abordagem
adentrar o mundo acadêmico é uma conquista que só será percebida no futuro, mas
que trará benefícios para toda a Humanidade: “É chegada a hora de sair da
infância e encarar a realidade da nossa evolução contínua.”, diz Sonia.
Acompanhe a entrevista exclusiva concedida por Sonia
Rinaldi ao editor da NovaE.
Após
20 anos de pesquisa, como a ciência clássica, baseada em conceitos da matéria,
vem encarando o seu trabalho?
A Ciência, de forma ampla, está longe de se
interessar. Uns tantos cientistas mundo a fora vêm trabalhando no sentido de
documentar a realidade da sobrevivência após a morte. Porém, quer nos parecer
que nenhum fenômeno é mais concreto - e, portanto, suscetível de toda sorte de
análises e investigação, como requer a Ciência - do que a Transcomunicação
Instrumental – ou seja, a comunicação com o Outro Lado da Vida através de
gravações em computador e vídeo. Este ano de 2009 traz uma nova rota para nossa
pesquisa, pois inicio Mestrado na PUC – Pontifícia Universidade Católica de São
Paulo, justamente para levar a Transcomunicação ao meio acadêmico, coisa que
jamais ocorreu na História. Veremos, daqui a uns anos, o que teremos
conseguido.
Como
foi o processo de aprovação de sua tese de mestrado, sobre este assunto tão
avesso ao mundo acadêmico?
Chegaram a me chamar na PUC para eu mudar minha tese,
mas não aceitei. Tenho premência em conduzir a pesquisa conforme a proposta, pois
minha tese não será simples – propus uma mega-tese multidisciplinar, pois já
considerei o fato de que eu, sozinha, seria inapta para comprovar qualquer
coisa. Propus a participação de engenheiros, físicos e matemáticos – todos com
doutorado, para que sejam eles que avaliem, dentro dos parâmetros requeridos
pela Ciência, que o fenômeno é real. A minha parte é levantar a ocorrência do
fenômeno – a deles será endossar a autenticidade e – dentro das possibilidades
–, tentar explicá-lo.
Quem
serão os maiores beneficiados com a comprovação científica da sobrevivência
após a morte?
A meu ver, a própria Humanidade, que deixará de se
enganar. É como se fosse chegada a hora de sair da infância e encarar a
realidade da nossa evolução contínua.
Você
pode explicar aos nossos leitores, em sua maioria, leiga neste assunto, o que
seria a hipótese "sobrevivencialista" em contraposição à hipótese
"psi"?
Quem é a favor da sobrevivência após a morte vê a
coisa como sendo o ser humano composto de um corpo e uma alma, ou espírito. Na
morte do corpo físico, esse espírito ou consciência, prosseguiria na jornada.
Esse é o ponto de vista dos espiritualistas. Já uns tantos parapsicólogos acham
que os fenômenos paranormais não são resultado de uma intervenção espiritual,
mas sim, produto da própria mente de quem produz o fenômeno. No caso da
Transcomunicação, exaustivamente essa segunda hipótese fica descartada, por uma
série de fatores que não arrolaremos para não nos estendermos. Mas sumarizamos
dizendo que as Vozes que gravamos falam de coisas que ninguém sabia, dão nomes
de pessoas, cidades de origem, etc., que o transcomunicador nunca ouviu falar.
Filhos falecidos mencionam peculiaridades que só a família sabe, etc. Não há a
menor possibilidade de ser produto da mente de alguém. Necessariamente, os
contatos mostram que estamos em contato com seres que já partiram.
Como
são realizadas suas experiências de gravação? Qual é sua rotina de
pesquisadora?
Agora, com o Mestrado, tudo girará em função disso, e
as gravações serão feitas para que os cientistas que participarão da tese
possam ter mais e mais elementos de estudo. Fora disso, vou continuar dando uma
aula por mês de como gravar para as pessoas interessadas.
Nos
workshops realizados por você, como as pessoas têm reagido ao contato com entes
que se foram? Na mesma linha desta questão, a saudade e a necessidade de um
contato não podem prejudicar uma análise racional?
Em todos os cursos (workshops) que damos, todos obtêm
resultados de seus falecidos e aprendem a gravar. Não há como comprometer a
interpretação, porque, ou a resposta está lá ou não está. Nossas gravações há
anos são bem claras... não deixam margem de dúvida ou permita dúbia
interpretação. Se a gravação/resposta não for clara, será descartada.
Quando
se fala em vida após a morte, as pessoas fazem logo uma conexão com religião,
que, no sentido clássico, vai na contramão da pesquisa científica. Como você
lida com isto?
Religião que se esconde atrás de dogmas e não respeita
a lógica deve estar com os dias contados. A globalização e o avanço tecnológico
despertaram a racionalidade, e a visão setorizada tende a mudar. Ou algo é
"verdade" ou não merece crédito. E tudo que é "verdade" tem
que ser passível de análise e investigação. Há de chegar o tempo em que o ser
humano dispensará supostas leis divinas, sejam lá quais forem, que não passem
pelo crivo da lógica racional.
Considerando
a hipótese sobrevivencialista, quais as diferenças deste contato em relação à
psicografia, já que as gravações captam pequenas frases, às vezes com uma
estrutura gramatical inversa, bem diferente dos livros mediúnicos, que são
verdadeiros tratados, romances, com estruturas complexas...
A diferença fica por conta de que tudo que não pode
ser matematicamente investigado, fica excluído do interesse da Ciência. Até
hoje, centenas de médiuns têm dado importante contribuição no sentido
filosófico e social; porém, fica fora da possibilidade da comprovação da
realidade disso. Já no caso da Transcomunicação, qualquer "alô!" vem
com um peso incontestável diante dos olhos de um cientista. Por isso, penso que
a Transcomunicação Instrumental é o veiculo mais poderoso para comprovar que se
vive depois da morte, além, claro, de levar consolo a milhares de pessoas que
sofrem com a perda de alguém querido.
27.03.2009
LEI DE AÇÃO E REAÇÃO E LIVRE-ARBÍTRIO, PODE O HOMEM
SOBREVIVER ÀS TRAGÉDIAS HUMANAS?
(Publicado em
(21.02.09)<disponível em http://jorgehessen.net> conforme item
12/2009
Por que
determinadas pessoas escapam da morte em acidentes aéreos, naufrágios,
incêndios e outras situações trágicas? Alguns explicam, superestimando os
papéis da "sorte" e do destino; outros destacam o lugar da própria
reação dos que se encontram em perigo real. Amanda Ripley, em o livro
"Impensável - Como e Por que as Pessoas Sobrevivem a Desastres", diz
que "qualquer que seja o desastre, partimos praticamente do mesmo ponto e
passamos por três fases distintas." A primeira etapa é a da negação, na
qual tentamos achar formas de provar para nós mesmos que aquilo não está
acontecendo. A Segunda fase é a deliberação, fase em que notamos que algo está
incrivelmente fora da ordem e passamos a ponderar sobre as opções possíveis.
Por fim, com a aceitação do fato de que estamos em perigo e com a contemplação
de soluções, chega a hora da fase final, a da ação. ".... CONTINUA NO
SITE http://jorgehessen.net> conforme item
12/2009
ANTE A VIOLENCIA DOMÉSTICA É URGENTE A ORAÇÃO NO LAR
(Publicado em
15.03.09<disponível em http://jorgehessen.net> conforme item
11/2009
A rigor, as
relações familiais deveriam ser, acima de tudo, de ordem ética. Mas, observa-se
nelas uma deterioração emocional profunda e uma complexa malha de
desestabilidades morais, que nos importa examiná-las. No clã familiar antigo,
sem dúvida, encontrava-se um espaço de convivência maior entre seus membros,
embora não se esteja discutindo sua qualidade. Na atual arrumação familiar,
pelo contrário, e apesar das menores dificuldades materiais, encontra-se um
espaço menor. A tecnologia volátil é responsável, quase que diretamente, por
essa conjuntura, pois, ocupam-se espaços importantes para assistir televisão,
ouvir música [com fone de ouvido], navegar na Internet - e assim por diante. Em
face disso, somos instados a confirmar que o instituto familiar necessita de
apoio religioso para alcançar seu equilíbrio moral....CONTINUA NO SITE http://jorgehessen.net> conforme item
11/2009
28.01.2009
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Ascensão e Decadência de Centros Espíritas |
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01 – Espíritas autênticos: esforçados, que
gastam e se desgastam, doem-se, fazem o tempo, geram a oportunidade, honram o
espiritismo : são progressistas ! |
01- Espíritas exploradores: das energias dos
trabalhadores autênticos, não gastam e nem se desgastam, são encostados,
comodistas, desculpistas, sem tempo... |
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Mensagem: “O trabalhador formado (capacitados) para o serviço (no
Espiritismo) é valor de vanguarda (bem assistido) conclamando à renovação
geral (reforma interior com o CRISTO)”. Emmanuel.
Fonte: Cartas do Coração |
20.01.2009
Brasil
Segue abaixo depoimento
bastante oportuno do confrade José Raul Teixeira para a revista eletrônica
"O Consolador" (vide link
http://www.oconsolador.com.br/ano2/90/entrevista.html) sobre Pesquisa
com células Tronco Embrionárias.
O Consolador: Há muitos
debates sobre células-tronco embrionárias. Considerando como são formados os
embriões resultantes da fertilização in vitro, é-nos difícil entender que a
todos eles estejam ligados Espíritos, visto que, para um mesmo casal,
produzem-se diversos embriões, dos quais alguns são implantados e outros
mantidos em baixíssima temperatura. Se tudo correr bem na gestação, é comum que
os embriões congelados sejam esquecidos e, por conseguinte, jamais utilizados.
Em alguns países, como a Inglaterra, a lei estipula um prazo, findo o qual eles
são eliminados. Ainda que não se tratando de uma posição do Espiritismo, e sim
um argumento pessoal, como você vê essa questão?
Raul
Teixeira: Sendo uma pessoa vinculada às ciências, vejo como muito delicada essa
questão, tendo em vista muitos posicionamentos extremadamente apaixonados e que
nos remetem aos tempos distantes das posições ultramontanas em relação ao
progresso científico.
É comum que os religiosos, em geral, evoquem para si o direito de atuar
nas suas crenças como bem o desejem ─ ainda
que toda a sociedade se depare, incontável número de vezes, com posicionamentos
argumentativos e práticas ardilosos, anti-sociais e mesmo criminosos contra o povo ─, sem admitirem qualquer intromissão de
cientistas, nenhuma opinião que se oponha aos seus intentos ou que não façam
parte dos seus quadros, quase sempre distanciados dos verdadeiros fins dos
ensinamentos imortais deixados por Jesus Cristo e por outros Missionários
espirituais da humanidade. Contudo, quase sempre os mesmos religiosos
arrogam-se o direito de não somente opinar mas de determinar sobre as reflexões
e práticas da Ciência, como se fossem detentores da absoluta verdade.
Afora os posicionamentos políticos, laboratoriais, comerciais e demais
interesses particulares que se atiram nos caminhos dos cientistas-pesquisadores
─ que costumam estar
presentes nessas discussões, fazendo lobbies em favor de empresas ou de grupos, com
os quais se deve ter muita cautela pelo cinismo e pelas pressões com que atuam ─, sou de parecer que aos religiosos caberia
ressaltar e propagar a realidade espiritual do ser humano, trabalhar na
educação moral dos indivíduos, o que lhes possibilitaria tomar as melhores decisões
diante do mundo e diante da Espiritualidade, deixando àqueles que assumiram
responsabilidades perante a Ciência o labor que lhes cabe, oferecendo, quando
solicitados, os seus mais lúcidos pareceres que deverão ser tão lúcidos quão
desapaixonados. O que não me parece coerente é que os religiosos desejem
governar todos os ângulos de visão da sociedade, como se tivessem o privilégio
da verdade sobre os demais pensadores.
Indiscutivelmente, encontraremos abusos que à justiça caberá questionar
e corrigir, evocando os preceitos éticos imponentes. O que creio não ser
razoável é partirmos do princípio de que, por adotar posições muitas vezes
materialistas ou ateístas (em relação aos preceitos e dogmas das religiões
institucionais), devam os cientistas ser considerados como não sérios ou como
irresponsáveis. Entendo que deveremos respeitar esse grande pugilo de
pesquisadores que têm oferecido suas vidas em prol de uma sociedade melhor,
permitindo que realizem seus empreendimentos, seus trabalhos, suas pesquisas.
Tenho ouvido do Espírito Camilo que muitos desencarnados, retidos em
situações de complexos conflitos e sofrimentos no além, são visitados e
indagados quanto ao interesse que tenham de servir de instrumentos ao progresso
da Ciência no mundo, apresentando-se para animarem embriões que se prestarão às
pesquisas. Findadas as experiências, essas entidades que reencarnariam em
delicadas situações de enfermidades físicas, mentais ou sócio-econômicas, ou
todas conjugadas, logram obter melhorias significativas nos processos em que
estão incursas. São muitas as que aceitam e que são levadas a tais lidas nas
esferas do trabalho científico.
É real que nem todos os embriões, tendo-se em vista as fases iniciais em
que são tomados, estão ligados a inteligências espirituais, mas outros tantos
estão, sim, animados por essas entidades referidas, ou seja, as que se
apresentam para servir de "cobaias" nas atividades de pesquisas
científicas.
Há, por outro lado, uma questão que se quer calar. Por que há defesas tão
extremadas dos possíveis embriões com ligações espirituais, enquanto que não há
a mesma paixão pelas crianças já reencarnadas, malnascidas, abandonadas nas
ruas ou nos orfanatos? O que deve passar pela mente geral relativamente a tais
crianças e os citados embriões? Por que não costumamos ver ninguém solicitar
aos laboratórios detentores dos embriões algum deles como filho? Diante das
quantidades que são atiradas fora, após os períodos exigidos por lei, é de
estranhar que ninguém reclame uns dois ou três para serem cuidados, implantados
na condição de filhos, de modo a salvá-los da destruição...